A palavra de origem sânscrita, akva, designa a superioridade de posição durante o combate e guarda a origem do termo Cavalaria, utilizado originalmente para denominar tropas militares que possuíssem alguma vantagem na mobilidade, na posição e no poder de choque.



A origem da Cavalaria remonta a uma era precedente à Idade do Ferro, em uma cultura que, localizada no centro da Ásia, se valia de plataformas para combater, logo difundida por nômades indo-iranianos. Pouco tempo depois, essas tropas começaram a utilizar elefantes, camelos e cavalos.

A Cavalaria foi eternizada na história da humanidade no período da Dinastia Carolíngia, durante a Idade Média, quando ocorreu a fusão do grupo da nobreza com o grupo dos guerreiros profissionais livres. Posteriormente, no sistema feudal, para ser vassalo, era necessário ser um Cavaleiro.

Nessa época surge a ‘carga’, manobra militar característica da Cavalaria, na qual as tropas montadas avançam sobre os inimigos em velocidade, buscando o seu aniquilamento. Em situações de conflito, evidenciam-se as características que incorporam a alma da Arma de Cavalaria: poder de choque; capacidade de atuar em largas frentes; e pendor para envolver e perseguir o inimigo, reconhecer, informar, cobrir e realizar manobras ofensivas.

Com o avanço científico-tecnológico, os modos e meios de combate evoluíram. Atingiu-se a Guerra de Quarta Geração, com operações de amplo espectro.

O corolário desse progresso foi a substituição do cavalo por meios motomecanizados e blindados, além de inúmeros aparatos tecnológicos fundamentais para o cumprimento das missões típicas de Cavalaria.

A Cavalaria no Exército Brasileiro tem as suas origens na criação do Regimento de Dragões Auxiliares, no final do século XVIII, com o objetivo de resguardar a ordem e garantir o cumprimento das leis.

No período colonial, os dragões eram uma das tropas mais prestigiadas no Brasil, atuando em missões militares de defesa externa e em missões de segurança interna.

A Arma de Cavalaria tem como seu Patrono o Marechal Manuel Luis Osorio, que foi, indiscutivelmente, um dos maiores líderes militares da história brasileira.

Ao longo de sua carreira, de soldado a marechal, participou de inúmeros eventos militares importantes do Brasil Império, como, por exemplo, a Batalha de Sarandi, na Guerra da Cisplatina; a Batalha de Passo do Rosário; a Revolução Farroupilha e a Batalha de Monte Caseros.

Em 1844, solicitou a sua reforma. Contudo, o Exército não aceitou perder um militar de tanta valia. Assim, foi nomeado tenente-coronel e comandante.



 

 

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