Após várias semanas de rumores na imprensa, o governo argentino finalmente confirmou que estuda adquirir quatro navios de patrulha oceânicos L’Adroit OPV 90 junto à França por 300 milhões de euros.

A ideia é colocar os navios para monitorar os recurso da área marítima do país sul-americano, para que eles não sejam explorados por navios estrangeiros sem autorização.

Esta semana, o até então ministro da Defesa, Julio Martínez, que deixa o cargo na sexta-feira para concorrer nas primárias para as eleições do poder legislativo, admitiu em declarações à imprensa que este projeto está no “plano pluri-anual” e está atualmente “em estudo” para que seu sucessor, Oscar Aguad, e sua equipe “continuem a trabalhar” nele.

Dezoito meses de negociações

Como Infodefensa.com revelou em outubro passado, esta aquisição foi ventilada em fevereiro de 2016, quando o estaleiro francês DCNS, agora Naval Group, enviou o navio para uma visita operacional por vários países da América do Sul e começou a considerar formalmente, apresentar uma proposta para a Argentina para a construção conjunta destes quatro navios de patrulha oceânicos. No entanto, rumores sobre sua realização ganharam força nas últimas semanas depois que o jornal Le Tribune publicou que a França estava “pronta” para vender estes OPV.

A ideia é que os dois primeiros sejam construídos no país europeu e os dois restantes, com tecnologia francesa, no Complexo Industrial Naval Argentino (Cinar), uma empresa estatal (90%) e de seus trabalhadores (10%), que consiste nos estaleiros Dársena Navales Norte (Tandanor) e Almirante Storni.

Tal como foi confirmado pelo Cinar para Infodefensa.com, a parte técnica do projeto já foi estudada pela Marinha Argentina, mas os dois governos ainda estão “em conversações” porque a arquitetura para o financiamento leva tempo e requer que o banco que dará o crédito verifique certas garantias.

A Argentina perde até 800 milhões de dólares por ano devido à caça furtiva de lulas por embarcações estrangeiras. Para evitar isso e promover as exportações, a Marinha precisa de aumentar a sua presença e segurança na Zona Econômica Exclusiva do país com esses navios de patrulha oceânicos de 90 metros de comprimento.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: Infodefensa