Roma (Itália) – A maior comunidade de italianos fora do país-natal está no Brasil. Trata-se de uma antiga relação, forjada em laços sanguíneos, mas que ganhou uma nova dimensão a partir da II Guerra Mundial. A atuação da Força Expedicionária Brasileira na libertação de cerca de 60 cidades da Região da Toscana do nazi-fascismo deixou marcas lembradas até hoje. Para celebrar os feitos dos nossos pracinhas e aproveitando o contexto do Dia da Libertação Italiana, 25 de abril, a Embaixada do Brasil na Itália está promovendo o “Festival Tra Amici”, uma semana festiva com várias atividades, tendo a participação do Exército Brasileiro.



O nome do evento, “Entre Amigos” em italiano, demonstra o clima de confraternização entre esses povos irmãos. A abertura das celebrações ocorreu no dia 18 de abril, na sede da Embaixada, em Roma, com apresentação musical de um quinteto da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília. A programação ainda inclui a comemoração do Dia do Exército em solo italiano (em 20 de abril), uma mostra de filmes sobre a atuação da FEB durante a II Guerra Mundial (em 23 de abril) e uma exposição promocional do Brasil como destino turístico, por parte da Empresa Brasileira de Turismo – EMBRATUR (de 19 a 24 de abril). Todos os eventos estão programados para a Embaixada do Brasil na Itália.

O Comandante Militar do Sudeste, General de Exército João Camilo Pires de Campos, e representante do Comandante do Exército no evento, qualifica a ocasião como uma semana memorável, que ressalta o papel de destaque do Brasil na libertação italiana. “Durante o inverno de 1944 e a primavera de 1945, a FEB foi primordial para romper a Linha Gótica alemã, isolando o inimigo até a conquista do objetivo final, que era Bolonha. É uma grande satisfação estar aqui, ao lado da sociedade italiana, relembrando esses feitos”.

Já o Embaixador brasileiro na Itália, Antonio de Aguiar Patriota, destaca que o tratamento dispensado pelos Pracinhas aos civis italianos nas cidades por onde passaram as tropas é reconhecido pelas gerações que sucederam os contemporâneos da II Guerra Mundial. “A coragem, o esforço, a fidalguia e o humanismo dos Pracinhas são recordados até hoje em locais como Pistóia, Montese e Porretta Terme. Por isso, é com muito orgulho que realizamos essa semana de eventos, que celebra a longa amizade Brasil-Itália e para assegurar que as gerações futuras lembrem o sacrifício desses heróis brasileiros em prol de uma causa maior, que é a defesa da liberdade e da democracia”.

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Paralelamente ao Festival, o Exército Brasileiro realizará o Circuito da FEB. Entre os dias 21 e 25 de abril, ocorrerão cerimônias cívicas em sítios históricos onde os Pracinhas combateram, com presenças de autoridades locais. A programação inclui passagem pelo Monumento Votivo Militar Brasileiro, em Pistóia, visita aos campos de batalha de Montese e Monte Castello, além da inauguração de um busto do Marechal Mascarenhas de Moraes, Comandante da FEB, na cidade de Porretta Terme, antigo Quartel-General de nossas forças.



 

3 Comments

 

  1. 24/04/2018  5:40 by Justin Case Responder

    Olá, amigos.
    Vídeo sobre a participação brasileira e o reconhecimento italiano.
    https://www.youtube.com/watch?v=v2i4ffHfAmg
    Abraços,
    Justin

  2. 23/04/2018  12:58 by rafaeL Responder

    Fernando,
    90% dos brasileiros não sabem nem que o Brasil participou da segunda guerra mundial, as escolas não ensinam nem a cantar corretamente o hino nacional. Pra que educar o povo ?contar historias de patriotismo? Afinal o que interessa os políticos em emburrecer e empobrecer a população e o Brasileiro com o seu comodismo e falta de vergonha na cara prefere tomar sua cervejinha no final de semana fazer seu churrasco com carne de segunda, andar no seu golzinho mil ( nada contra o gol) e escultar seu funk cultural .

  3. 23/04/2018  11:47 by FERNANDO Responder

    Puxa, nos Estados Unidos sempre tem um filme sobre a 2GM, aqui no Brasil parece que não querem nem lembrar.
    E quanto fazem um filme, é recheado de ideologia. O Filme Guerra de Canudos, é um exemplo disso, cara a esquerda universitária, chegava a ter orgasmos com este filme.
    Não é apenas sobre a 2GM, mas, a história colonial do Brasil inteira, pouquíssimos filmes, e quando são feitos, recheados de ideologia. Desmundo é outro filme que me mata quando eu assisto.

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