A frota de Gripen da República Checa está em operação há mais de uma década. O desempenho excepcional do sistema, conforme demonstrado durante exercícios e mobilizações da OTAN, fez crescer o interesse de outros países da Europa Central.

Em uma tarde ensolarada na base aérea tcheca de Čáslav, o Capitão Jan Ducha aguardava próximo à pista o retorno de um dos 14 Gripens da Saab que ele jura amar e cuidar como se fossem seus próprios filhos. “Lindo, não é?”, sorri o comandante do Centro Operacional de Manutenção de Čáslav, assim que as asas cinzas em formato delta e a silhueta azul do Gripen surgem finalmente contra os verdes campos que circundam a base. “Temos esses aviões há mais de uma década, mas vê-los voltar ainda me dá prazer”.



Em junho de 2004, os governos da Suécia e República Checa assinaram um acordo de arrendamento de dez anos por 12 Gripen C monoposto e dois Gripen D biposto. O voo inaugural aconteceu menos de um ano depois, em abril de 2005.

“Fora os próprios suecos, a Força Aérea Tcheca foi a primeira a pilotar o Gripen”, observou o Tenente-Coronel Jaroslav Mika, comandante do Esquadrão 211 de Čáslav. “Fomos nós tchecos que provamos que o Gripen era completamente compatível com a OTAN”.

Hoje, os caças Gripen tchecos desempenham o seu papel em exercícios do Grupo de Combate da União Europeia e no sistema entregado de defesa aérea e antimísseis da OTAN. Por exemplo, o Esquadrão 211 foi duas vezes o principal responsável por assistir a força tarefa da OTAN de Policiamento Aéreo da Islândia. O esquadrão já realizou missões similares de defesa na Estônia, Letônia e Lituânia.

Entre as missões, a equipe de Míka participa frequentemente dos exercícios anuais “Tiger Meet”, criados para incentivar a solidariedade entre as forças aéreas da OTAN. Em 2015, a base aérea de Čáslav recebeu o exercício multinacional trienal “Lion Effort”, que teve a presença de aeronaves Gripen visitantes da Hungria e Suécia, enquanto pilotos do Gripen da Força Aérea Real Tailandesa pilotaram a aeronave tcheca biposto.

“Trocamos dicas e comparamos anotações sobre como melhorar ainda mais o surpreendente tempo de 10 minutos para reabastecer e retornar ao combate”, destacou o Tenente-Coronel Jörgen Axelsson, que liderou o contingente sueco no Lion Effort. “Acima de tudo, somos muito gratos pela honra de sermos pagos para pilotar aeronaves tão incríveis!”

O governo tcheco já estendeu o arrendamento dos seus Gripen até 2027 (com opção para mais dois anos). O governo da Hungria chegou à mesma conclusão e ampliou o prazo de arrendamento da sua própria frota de 14 Gripen C/D compatíveis com a OTAN até 2026.

Os pilotos do Gripen da base de Čáslav estão animados com uma série de atualizações já agendadas de software e hardware. “Já disse isso muitas vezes: podemos e faremos melhorias e atualizações conforme a tecnologia avança”, disse o Tenente-Coronel Míka, “mas a versão C/D do Gripen constitui o cerne das nossas capacidades. Somos passageiros em uma jornada muito empolgante, e não temos intenção de sair tão cedo!”

FONTE: Saab



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4 Comments

 

  1. 07/02/2018  10:40 by ghutoz Responder

    não deixam de ser usuários do gripen só pq não tem a propriedade do aparelho...

  2. 07/02/2018  8:44 by Douglas Rodrigues Responder

    Sim,
    Os dois países devem locar os Gripens, opção essa que o Brasil deveria ter exercido logo da escolha do Gripen NG para ir capacitando os pilotos brasileiros com o novo caça... Mas o meio político e a crise financeira imposta por esse meio, impediram tal ação!

  3. 07/02/2018  0:40 by Felipe Gonzales Responder

    Padilha, então se eu entendi bem a República Tcheca e Hungria não são proprietárias dos Gripens, e sim possuem um "contrato de aluguel" das aeronaves que na verdade ainda continuam a pertencer a Suécia, é isso mesmo? Então se formos a julgar por isso, o numero real de usuários (leia-se donos) do Gripen é bem reduzidos...

    • 07/02/2018  12:22 by Luiz Padilha Responder

      Independente de serem ou não proprietários, eles são usuários do caça e estão muito satisfeitos. Atualmente existem diferentes formas de se adquirir e operar aeronaves.

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