Por Vanessa Adachi e Fernando Torres

O projeto que a Boeing apresentou ao governo na semana passada prevê que a gigante americana de aviação controlaria de 80% a 90% de uma nova empresa que receberia toda a área de aviação comercial da Embraer, tanto de jatos regionais quanto executivos. A fabricante brasileira, portanto, teria debaixo dela apenas 10% a 20% do capital da nova companhia e também a atual área de defesa, que o governo brasileiro insiste que não seja vendida.

O desenho agradou o governo, apurou o Valor, que vinha ameaçando vetar a venda do controle da Embraer alegando questões de soberania nacional. No encontro, na quinta-feira, ficou acordado que a proposta passará a ser detalhada. Se Boeing, Embraer e governo concordarem, será, então, levada para aprovação dos acionistas da Embraer. Novas reuniões com Brasília só devem ocorrer depois do Carnaval. Num cenário otimista, a transação poderia ser levada para assembleia de acionistas no segundo trimestre, disse um dos envolvidos.

Pela proposta, a estrutura acionária da Embraer como existe hoje fica preservada, com os mesmos acionistas, a ´golden share´ do governo com seus direitos a veto. O contrato com a sueca Saab para o desenvolvimento da família de caças brasileiros também fica preservado, evitando problemas diplomáticos que se desenhavam. A solução ajuda o governo na construção de um discurso político para aprovar a operação.



A Embraer que restará, entretanto, será uma companhia desidratada, bastante distante do que é a fabricante brasileira hoje.

Os americanos deixaram claro ao governo que para eles é imprescindível ter controle total da empresa de aviação comercial que será criada, que deverá se reportar diretamente a Chicago, sede da Boeing. Só assim, acreditam, poderão comandar os negócios com a agilidade que julgam necessária.

Se a proposta vingar, a nova empresa passará por uma avaliação e a Boeing proporá à Embraer a compra de 80% a 90% de seu capital em dinheiro. Assim, os atuais acionistas da brasileira terão que aprovar o negócio. Para obter adesão, a Boeing terá que calibrar bem o preço. Da mesma forma, a direção da Embraer deverá propor que a maior parte dos recursos da venda seja distribuída aos acionistas na forma de dividendos. Só assim uma proposta dessa natureza teria chance de ser aprovada pelos acionistas, já que 85% deles são estrangeiros e quase todos de natureza financeira. Uma outra fatia dos recursos deve ficar preservada no caixa da companhia para financiar a área de defesa.

A Embraer não teria qualquer ingerência sobre a área de aviação comercial. Teria direito apenas ao fluxo de dividendos correspondente a 10% a 20% dos resultados da nova empresa.

Nesse desenho, uma série de contratos de parceria e fornecimento de peças, tecnologia, treinamento terão que ser firmados entre Boeing, Embraer e a nova empresa. Por exemplo, a Boeing poderá ficar responsável por promover comercialmente os aviões da área de defesa da Embraer, como o Super Tucano e o cargueiro KC-390. Haveria também acordos para cessão de engenheiros de uma para outra companhia, entre outros. Todo esse detalhamento deve ser bastante trabalhoso.

O modelo societário se assemelha bastante ao acertado entre Airbus e Bombardier no fim do ano passado, quando a Airbus se comprometeu a adquirir o controle de uma nova empresa que receberá o projeto CSeries de jatos regionais da Bombardier. Com a diferença de que os acionistas da Embraer terão alguns bilhões de dólares a receber, enquanto a Airbus não desembolsou nada, já que essa área da Bombardier estava deficitária depois dos problemas no desenvolvimento da nova família de jatos.

Quando as conversas começaram em outubro do ano passado, depois do anúncio da transação entre Airbus e Bombardier, a Boeing queria lançar uma oferta para comprar 100% da Embraer toda. O novo desenho, portanto, não é o ideal para a fabricante americana, que tinha também grande interesse em integrar a área de defesa da brasileira.

O novo modelo deixa sob controle da companhia local um negócio que teve receita de R$ 3,2 bilhões nos últimos 12 meses e quase zero de lucro operacional no mesmo período. Mais precisamente, a divisão de defesa e segurança da Embraer gerou prejuízo de R$ 16 milhões em um ano até setembro, conforme dados dos balanços.

Ao mesmo tempo, a divisão de jatos comerciais da Embraer, que é a que mais atrai a Boeing, gerou lucro operacional de R$ 1,9 bilhão em 12 meses, o que representa uma margem de 16% sobre a receita de R$ 11,5 bilhões, com retorno sobre os ativos acima de 30%.



O terceiro segmento de atuação da Embraer, que produz jatos particulares (e iria para a nova subsidiária), tem visto o resultado piorar nos últimos anos. Em 12 meses até setembro, teve lucro operacional de apenas R$ 8 milhões, a partir de receita de R$ 4,8 bilhões.

Se conservar uma fatia de 10% a 20% de uma nova subsidiária de jatos comerciais, que é a galinha dos ovos de ouro, a Embraer “restante” registraria em seu balanço a equivalência patrimonial sobre o resultado da investida. Mas sequer é possível dizer que ela teria acesso regular aos 10% ou 20% dos dividendos como geração de caixa para ajudar a dar fôlego financeiro para a área de defesa, já que isso só ocorreria com distribuição integral dos resultados da subsidiária, o que é um cenário improvável em um setor que requer investimentos constantes.

Já se o contrato previr que a nova empresa vai assumir custos que estão alocados hoje no segmento de defesa da brasileira, como de marketing e venda de produtos, é possível que o resultado da Embraer “que sobra” melhore.

FONTE: Valor

image_pdfimage_print

 

35 Comments

 

  1. 10/02/2018  8:34 by Pedro Tavares Nicodemos Filho Responder

    The only acceptable option from Brazilian government is to buy again the EMBRAER to save it to be dismantled by BOEING. "Cause of PT Brasil practically lost PETROBRAS. If we lost EMBRAER, the very one brand of aircraft thought and made by Brazilian, the real only brand with aggregate value from Brazil, we're lost forever!

    MODERAÇÃO: Pedro, favor postar seus futuros comentários em português, não há necessidade de ser em inglês. Grato!

  2. 07/02/2018  7:47 by Eduardo Responder

    AMERICA FIRST! AMERICA FIRST!

  3. 06/02/2018  23:28 by Marcos Responder

    Porque a Boing não vai comprar a Mitsubishi, o que os americanos querem é aniquilar a Embraer, antes que ela vire concorrente, para os 777.s....

  4. 06/02/2018  22:04 by John Kuallquer Responder

    Relaxa! Ainda temos nosso refrigerante Dolly (o verdadeiro orgulho nacional) --- As vezes, o que pode ter acontecido também, é: que o pessoal leu a informação de ponta cabeça --- Não seria 60% ??? ... Meu, que noticia bad ... Pelo jeito, vamos saudar a mandioca!

  5. 06/02/2018  21:07 by Terolode Responder

    A patriotada pira, kkk, mais se fosse chineses eles amariam, kkk , sorrindo!

  6. 06/02/2018  21:01 by Terolode Responder

    Se fosse uma aquisição feita por chineses or russos , certamente não haveria tanta choradeira da patriotas!

  7. 06/02/2018  20:52 by Terolode Responder

    É interessante notar que, a grande maioria dos comentaristas diziam no passado que a Embraer não passava de uma montadora americana de aviões, aquelas falácias não se sustentaram. A nova Embraer terá sim, mais chances pará encarar a Airbus canadense e os chineses, a situação atual da Embraer foi traçada quando a falida Bombardier resolveu jogar sujo, perdeu novamente e como ato de desespero se jogou nos braços dos Europeus, sem Boeing a Embraer não terá vida facial, a Airbus joga sujo, a Embraer teria dificuldades, vejam a sabotagem das baterias do 787, cabos torcidos, mal dimensionados!

  8. 06/02/2018  20:51 by Esteves Responder

    Foi um take over. Os sócios gostaram da proposta. O governo federal, bando de patetas, não soube assumir seu lugar.

    O único lugar admissível para o governo era o não. Não está à venda. Não quero vender. Não interessa.

    A GM tentou levar a Isuzu. Tentou por décadas. Chegou a levar uma operação híbrida com os japoneses para os EUA. Queria aprender a produzir caminhões leves. Empurrou uma linha de utilitários Isuzu para os concessionários americanos. Fez ao menos 3 tentativas de comprar a montadora japonesa.

    O discurso da GM e dos analistas era que motores diesel teriam e tem vida curta. Mais uns 20 ou 30 anos. O governo japonês nunca facilitou. Os japoneses sempre foram duros com a GM. Sem gentilezas. Negócios.

    Em 2017 a Isuzu comprou a operação da GM na África do Sul. O rato japonês ainda ruge.

    O nosso rato virou comida

  9. 06/02/2018  20:31 by Anderson Dias Responder

    Meu Deus a Embraer é líder do seu segmento, não tem motivo algum pra ser vendida, não precisa da Boeing nunca precisou, seu destino é ser a terceira via da aviação e fabricar jatos maiores pra competir, mas infelizmente os #$&@+ desse governo vão acabar com a unica empresa que ainda traz orgulho para nosso país , Brasileiro tem complexo de vira lata, não é patriota. Vamos fazer o seguinte entrega metade do Brasil para o USA e outra para a UE e acabamos logo com isso

  10. 06/02/2018  20:25 by claudio brasil Responder

    Pelo que li houve uma associação da bombardier e a airbus para fabricar esses jatos menores, então a embraer ficaria em desvantagem e a primeira vista seria uma boa a parceria com a boeing se fosse esse o objetivo, mas parece que tem "outros" mais e como sabemos para pessoas que só vivem do dinheiro ele é o deus e o mundo é o mercado, lealdade e patriotismo não fazem parte do mercado.

  11. 06/02/2018  20:20 by Leonardo Rodrigues Responder

    Sinceramente acho maravilhoso. Também devemos fazer como o México e virarmos uma central de distribuição de drogas para os EUA. Claro até nisto perdemos pois no país do sombreiro se faz fronteira e o custo logístico é incomparável. Não há de ser nada não, vamos arremangar nossas mangas que ainda tem muito chão pra soja, arroz, cana e algodão. Os lambe botas yankees não mais precisarão fazer fakenews e babação e estarão na mesma vala comum pois não há espaço pra vocês lá. Aqui recomendo juntarem-se aos corruptos e entreguistas deste governo e dos que já passaram. Vamos encher as favelas de marginalizados com Aks, quem sabe quando o tráfico não der mais conta vem a revolução. 90% é piada pronta.

    "Olha deixaremos um pedaço pra vocês e nem venham dar pitacos senão tiro o pirulito".

  12. 06/02/2018  19:38 by eduardo Responder

    Sempre falei parceria coma Boing seria um desastre pra industria aerounautica do Brasil; e so OLHA o Historico das parcereia de industrias Americanas pelo mundo e VCS veram, que so queria acabar destruir as empresas e esta Terceira Empresa advinda das duas Boing e Embraer vai dar nisso mesmo [ACABAR DESTRUIR A INDUSTRIA AERONAUTICA DO BRASIL.] Como fizeram com outras Empresas de outros Paises.

  13. 06/02/2018  19:37 by Esteves Responder

    Brasileiro não desiste nunca. Consegue fazer galinha voar.

    Sobraram bancos, a Vale, empresas de proteína animal, Eletrobrás e a Telebras que cabeia telefonia e internet para as operadoras.

    O resto foi.

    Não fazemos motores, carros, motocicletas, tratores. Nem bicicletas fazemos mais. Foi a Kibon, o Pão de Açúcar, todo o setor leiteiro, a Garoto, a Lacta.

    Aprendemos a fazer avião. Acabou.

    A Disney pagou 67 bilhões de dólares pela Fox. A Google pagou 45 bilhões pela quebrada Motorola e a revendeu aos chineses da LeNovo. A Microsoft pagou 25 bilhões pela Nokia que estava falida há pelo menos 10 anos. Os americanos empurraram a desengonça da Chrysler para a Fiat depois de enfiarem pelos menos 100 bilhões de dólares na empresa.

    Tudo nos EUA vale bilhões e mais bilhões. A Bombardier é uma encrenca. A Bombardier está quebrada há décadas. A história da empresa está na internet. A Bombardier vivia com subsídios anuais de bilhões de dólares do governo canadense.

    Nossa galinha não estava à venda. Não importa o que analistas dizem ou escrevem.

    Nem cerveja. A Ambev controlada pela 3G e belga. O pior e aguentar a Globo e a Mirian Leitão.

  14. 06/02/2018  16:07 by Tadeu Responder

    Quanto vocês estão ganhando com isso Senhores diretores da Embraer? quando forem mandados embora já terão os seus guardados, e os demais trabalhadores desta empresa como ficam, o Governo Federal acredita que este acordo irá gerar emprego aqui, simplório.

  15. 06/02/2018  16:00 by FJJ Responder

    Com o devido respeito, acho que alguns dos comentaristas precisam, minimamente, se inteirar do que acontece no mundo fora dos blogs e do nosso Brasil.
    (1) A Embraer não é do Estado brasileiro há um bom tempo, então a não ser que alguém aqui seja acionista da mesma (como eu) ninguém está sustentando, nem pagando, nem suportando o desenvolvimento da EMBRAER. A não ser através de financiamentos onde o governo é devidamente recompensado.
    (2) A maioria das ações da EMBRAER já é negociada em bolsas fora do Brasil e as 3 maiores posições acionárias são de fundos e entidades não brasileiras. Tudo isso há algum tempo já.
    (3) Hoje a EMBRAER tem um bom avião regional para oferecer. Não, não é o melhor de todos os tempos, não dá de um milhão nos bombardiers, nem nada do genero. É um bom avião, assim como é o Bombardier. Só que agora o Bombardier é Airbus.... sinto informar que graças a gracinha que a Boeing fez, forçando essa parte da Bombardier a cair nos braços da Airbus, o mercado mudou e muito. Se vocês quiserem ficar com a Embraer, fiquem, mas a Boeing não pode ficar parada e vai atrás de outro parceiro, como a Mitsubishi. É, talvez a Embraer continuasse forte por mais alguns anos, mas "the writing would be on the wall"....
    (4) Sinto informar que o KC-390 não vai ser o novo Hercules no planeta terra, nem o Gripen Brasileiro será o caça mais desejado no futuro.... o mercado de defesa é bem mais complexo que isso e envolve vários aspectos em suas decisões. Não seremos fortes nele nem hoje, nem amanhã, nem enquanto todos nos vivermos. O Brasil não tem nem vocação, nem caixa para tal. Brigar com a realidade não muda os fatos. Mas, sim, tais produtos (menos o Gripen, que fala sério, já vai chegar quase que atrasado) poderiam e continuam podendo ter um nicho de mercado e ter razoável sucesso.

    Então não adianta xingar, esbravejar, um chamar de liberaloides, outro de petistas isso ou aquilo, coxinhas, esquerdistas, nacionalistas, ou derivados... a vida continua e para a EMBRAER ter algum futuro o caminho é uma associação e, já que com a Airbus não tem mais jeito, que seja com a Boeing. Espero sim, que na negociação se consiga manter o máximo possível no Brasil, principalmente a parte mais tecnológica, mas a empresa é "vítima" do seu sucesso. Ou alguém viu a Boeing ir correndo lá na Shukoi para fazer parceria? E óbvio que uma parceria de empresas com forças e tamanhos tão desiguais, vai ser desigual. C'est la vie.

    Que o resultado seja o melhor possível e que o ERJ tenha vida longa. Mas a briga vai aumentar e muito agora, porque o C-Series vem forte agora, como nem se sonhava há 2 anos atrás.

    • 06/02/2018  17:48 by BrunoFN Responder

      típico pensamento de quem cospe no prato q come .. blz .. respeito
      1 - . a EMBRAER desenvolveu e pagou tudo sozinha ne ? ok .. tudo bem ..numa relação EMBRAER x gov Brasuca /FAB .... ctz esse segundo levou e leva mt mais prejuízo .. afinal ... nem vou contabilizar os programas militares super faturados ..Empréstimos ... ajuda financeira vide BNDES (nem vou debater sobre se pagou ..ou n pagou .. ou como isso retornou .. afinal ''patentes'' e desenvolvimento da empresa ta ai pra isso ).... tudo a titulo de ''desenvolver'' e capacitar uma industria nacional .. ok .,azar o nosso ...afinal ,negócios são negócios
      2 -- pegue o q falou e coloque isso em cima da BOEING .. q na pratica e privada ..o q acha da China fazer uma oferta pela BOEING ? lei do mercado ne ?
      3 -- isso ai .. depois do E-2 a Embraer n teria capacidade pra mais nada ...interessante ... quanto a ''Mitsubishi'' , n e o seguimento de ''aviões'' bem dizer o seu mercado ,, ta ai mais como aventureira ,, o q viesse disso e essa possível parceria da Boeing e lucro ,pois hj esse ''E-JET'' representa uma belo de um prejuízo .. e mesmo com o gov japa ''apoiando'' a coisa parece n querer decolar .. afinal esse avião data de 2008 ne ? esse seu exemplo seria o mesmo q a Hyundai apresentar uma ''maquete '' de um ''E-2'' da vida e pronto .''Embraer'' ganhou mais uma concorrente ..
      4 - o KC-390 definitivamente n e uma maravilha moderna ...nem o Gripen figura dentro dos ''TOP 5 ''caças .(nem era o melhor dentro do F-X2.. longe disso ) . mas representava mais uma vez ...uma quebra de paradigmas pra própria Embraer e FAB .. conhecimento e capacidade q ela poderia ter num futuro próximo ...q seja .. repito .. vc tem sua visão como ''empresario'' ok .. mas a minha e a seguinte ..'' n se deve investir numa empresa q quer sumir'' , simples assim ,o q de fato interessa a maioria dos ''comentaristas'' e o setor de defesa da Embraer ,q hj depende desse setor de ''jatos regionais'' .. sem ela todo o resto da empresa n se sustenta .. vide o EMBRAER .D,S .q embora n represente lucros tb n gera prejuízos (alem de ser um polo de desenvolvimento tecnológico )..e tudo ligado a ela . e esse o ponto ... infelizmente ..e pra mim ..o GOV Br deveria pensar seriamente em retirar a EMBRAER desse modelo de negocios ... principalmente em se tratando do Gripen .repassando a uma outra empresa alguma q tenha de fato interesse em desenvolver o caça .. pois na mão da EMBRAER isso n vai dar em nada ..(repasse do FX-2 é o q de fato me interessa .. e de forma urgente ) ... apenas custos extras isso e certo .... quanto ao resto e ver o q vai dar ...Q o caso da EMBRAER de hj sirva de exemplo pra saber .. onde se investir .e com q tipo de gente esta se lidando ... pois e como falam por ai .. de q adianta investir numa empresa e capacidade de industria nacional se na primeira oportunidade se vendem pra qualquer um a qualquer preço .. dificil

  16. 06/02/2018  14:56 by GOLF Responder

    Parece claro que assumir a promoção e venda também da área militar, Como o KC 130, os norte-americanos já se movimentam para sabotar o cargueiro em.seu nascedouro. O plano da FAB de absorver tecnologia do grippen para na sequência lançar um caça nacional também fica prejudicada, pois ideal é a venda para estrangeiros além das vendas nacionais, pois aquelas geram receita para financiar mais pesquisas. A Boing obviamente vai sabotar qualquer venda do Grippen fabricado aqui, e principalmente do caça nacional a seguir. Aconteceu na Suécia, onde um estaleiro alemão "se associou" ao estaleiro de submarinos suecos apenas para o esvaziar. O governo do Reino sueco acabou por desfazer o negócio. Não será diferente com a nossa Embraer. A Boeing destriui a LM. Destruir a EMBRAER, estrangeira, será sem traumas. Por fim, cabe ressaltar que a Embraer venceu a concorrente Bombadier, o que levou a mesma a se jogar no braços da Airbus. Os norte-americanos não gostaram nada disso...e estão a tomar as providências típicas.. .

  17. 06/02/2018  14:48 by Moraes 123 Responder

    Preservando a Embraer (EDS) e a terceira companhia ficando nos moldes das filiais da Boeing como na Austrália e Grã Bretanha, permitindo o desenvolvimento de versões militares das aeronaves civis da 3ª Cia pela EDS, com parcerias comercias na área militar, caso a caso, de forma a não ter ingerência do governo americano não vejo problema. O detalhamento cabe a especialistas.

  18. 06/02/2018  14:41 by Mauricio Veiga Responder

    Pupaiu!!! A Boeing não está falando sério, nestes termos e condições sou contrário a fusão !!! Não vou deixar que isto aconteça, estou avisando !!!😂

  19. 06/02/2018  14:35 by Edson Responder

    ..... Que Chic, agora nóis é Boing.

    • 06/02/2018  15:19 by HMS TIRELESS Responder

      E foi 3x0 no TRF4! Você já se recuperou!?

  20. 06/02/2018  14:33 by Lúcio lúcido Responder

    Os liberaloides piram, adoram lamber botas Yankees.

  21. 06/02/2018  14:17 by Marcelo Responder

    EEEEE parece que a EMBRAER se foi, minha saudosa e inteligente mãe já dizia a uns dez anos atras que o Brazyl do futuro seria o pais aonde se produziria queijos e chapeis de palha,e so......

  22. 06/02/2018  14:13 by BrunoFN Responder

    Isso e uma palhaçada ... 90% de tudo dado a BOEING por migalhas ? anos e anos bancando essa b de empresa pra ser entregue assim do nada ? esse acordo de lesa pátria .. uma das mais absurdas q ja vi ... e chamar brasileiro de OTÁRIO . pra todo mundo ver .. a pelo amor de deus .... esse e verdadeiro acordo ''caraKU'' (BOEING com a cara embraer com o .. )
    cria-se um empresa pra ''burlar'' o gov brasuca ..mas n existe compensação .. ou acordo ''ganha ganha '''.. boieng da uma merreca .. e em troca levam tudo , sem parceria tecnologia .. parceria comercial .. nada .. .... piada de péssimo gosto
    se isso sair ..
    Gripen ja nasce morto ( eu prefiro q cancelem esse contrato ..se a FAB tiver um pingo de decência entre suas fileiras no comando ) pq n pratica n vai dar em NADA .. pois e EMBRAER vai estar morta .. isso ta mais do q claro
    o KC-390 tb com o tempo vai ser levando pela BOEING ... e o ST ja ta sendo fabricado por la ...
    cara .. q vergonha .... sei q n saiu ainda , mas ler isso ai acima e complicado .e lesivo d+ ao pais e a própria empresa
    acho q nem quem esta sendo a favor desse ''acordo'' vai continuar sendo depois de ''apresentadas'' os termos da proposta .. pq n e possível

  23. 06/02/2018  13:33 by Ls565 Responder

    Falência**

  24. 06/02/2018  13:02 by Regivaldo Responder

    No médio prazo vamos deixar de ter uma indústria aeronáutica para nos tornarmos fornecedores de componentes para os aviões da Boeing produzidos nos EUA!Quando o gov. perceber que perdeu divisas e capacidade de produção com valor agregado no país, vamos começar tudo de novo com uma nova Embraer II!O que o medo e o discurso de mercado não faz com pessoas ansiosas, sabotam o futuro em nome do sucesso de curto prazo!

    • 06/02/2018  13:40 by HMS TIRELESS Responder

      Pois é né!? Aí faremos uma nova EMBRAER, estatal do jeito que você e outros aqui gostam! Ela vai ser aparelhada por sindicalistas e pelos genros preguiçosos de alguns políticos, vai montar dois aviões agrícolas por ano e vocês ainda vão dizer que é "orgulho nacional"

      Vai entender....

  25. 06/02/2018  12:51 by Ls565 Responder

    O restante da Embraer viverá de promessas do governo que nunca acontecerão e por fim abrirá falencia..

  26. 06/02/2018  12:35 by Esteves Responder

    Aonde passa boi passa boiada.

    A Helibras está sem pedidos. Não há certeza se a Airbus vai manter a operação no Brasil.

    A Embraer se foi. Ou o que interessa aos americanos. O resto, segundo a nota, que dá prejuízo, ficou.

    A operação na China, moribunda, acaba. Sem as receitas das vendas dos jatos comerciais para tocar a Sierra Nevada, é provável que não cresça.

    Nada nessa mão, nada na outra. E a Embraer se foi.

  27. 06/02/2018  12:30 by Regivaldo Responder

    Piada, vamos voltar pro futebol e carnaval como orgulho nacional!Porque tudo que a Embraer fizer daqui pra frente será da Boeing ou dos Estadunidenses! Brilhante jogada do governo!

  28. 06/02/2018  10:43 by HMS TIRELESS Responder

    Ia me esquecendo: Parabéns aos nossos nacionalistas de DCE! bateram tanto o pé pela "área 51" do setor de defesa da EMBRAER que podem ter terminado por entregar a galinha dos ovos de ouro. Para fechar com chave de ouro, só falta defender a estatização da EMBRAER restante...

  29. 06/02/2018  10:33 by HMS TIRELESS Responder

    Nesse formato apresentado é lesivo para a EMBRAER afinal o setor da empresa que dá lucro é justamente o de aviação comercial. Sem ela a empresa simplesmente ACABA pois o setor de defesa além de insuficiente é deficitário. Espero que a publicação da notícia, e a repercussão negativa que está tendo, termine por fazer a Boeing recuar na proposta de ser dona de 90% da nova empresa, embora se ela tiver um percentual menor que 50% seja o ideal.

  30. 06/02/2018  10:10 by nanogp2002 Responder

    Digam adeus a Embraer e lambam os beiços com os 10%. VERGONHA !!!

  31. 06/02/2018  10:08 by Athos Franca Responder

    Levarão a marca e engenheiros e em alguns anos ficará aqui uma franquia fabricando asas e parafusos em um galpão, igual aconteceu na Argentina quando um fabricante daquele país do norte comprou e matou a empresa.Ou vocês acham que eles vão manter aqui toda a estrutura da empresa?
    O que lhes interessam já está pronto.

  32. 06/02/2018  9:30 by kleber Responder

    É realmente um desastre para a industria nacional e as empresas ao redor da embraer , realmente estamos indo para derrocada tecnologica , estamos fadados a apenas plantar e criar bois .

Leave a reply

 

Your email address will not be published.