Rafale para o Brasil

Por Sudhi Ranjan Sen

O caça francês Rafale que a Índia está planejando comprar, no que está sendo anunciado como a maior compra de defesa por parte do país – “será golpeado como mosquitos em uma noite de agosto”, segundo o embaixador russo na Índia, Alexander Kadakin.

Kadadin também afirmou que os caças Sukhoi-27 fabricados na Rússia, que foram fornecidos a Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China, são muito mais capazes e avançados do que os caças Rafale. O caça russo MiG- 35, bem como os caças americanos F-16 e F-18, o Gripen NG sueco da SAAB e o francês Rafale, foram os principais concorrentes para o contrato de defesa.

Rafale na Cruzex

Após uma avaliação longa e detalhada, a India Air Force – IAF, havia selecionado os caças de fabricação francesa Rafale para substituir sua frota de caças envelhecida. O negócio é provável que saia a um custo para a Índia de gritantes U$ 23 bilhões. Sem questionar incursões estratégicas da Índia com os Estados Unidos e o antigo “Bloco ocidental”, o embaixador russo disse que os EUA “transferiram zero tecnologia à Índia”.

Ele citou o exemplo do míssil BrahMos, um míssil de cruzeiro supersônico desenvolvido e produzido entre a Índia e a Rússia. O Sukhoi-30MKI que agora está sendo licenciado e produzido na Índia, e a Usina Nuclear de Kudankulam, como exemplos de tecnologia crítica transferidas pela Rússia à Índia em conjunto.

Cruzex 2010 - Rafale

A Rússia, historicamente, tem sido um parceiro estratégico da Índia e o principal fornecedor de seus sistemas de armas. Mas, na última década, a Índia tem cada vez mais olhado para Israel e os EUA, afim de cumprir as suas necessidades de defesa. A mudança, sem dúvida, tem irritado a Rússia. Estas questões são susceptíveis de dominar as conversações em nível de cúpula entre o presidente russo Vladimir Putin e o primeiro-ministro Narendra Modi.

O presidente Putin tem uma visita programada a Índia em 11 de dezembro. A Rússia espera vender a Índia seus submarinos convencionais. Submarinos são fundamentais para a estratégia de “Sea Denial”, de impedir que navios de guerra de adversários, acessem áreas específicas no mar. A Índia tem apenas oito submarinos funcionais convencionais.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Defesa Aérea & Naval

FONTE: NDTV

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13 Comments

 

  1. 19/10/2014  12:56 by Topol

    É impressão minha ou tem um monte de gente na Índia querendo colocar água no chopp da Dassault ?

    A maior parte da frota chinesa é composta pelo J-10 que planeja-se construir cerca de 1200 unidades, este avião que tem sido comparado em desempenho e funções específicas com o F-16 americano e mesmo sendo inferior ao Rafale sua superioridade numérica e os mísseis PL-12 (xerox do AIM-120) podem fazer a diferença num eventual conflito.
    Depois temos o J-11 (superioridade aérea) que é a versão chinesa aprimorada do poderoso SU-27 Flanker e sua versão naval J-15 que a China opera a partir do PA Liaoning e o J-16 que seria basicamente um J-11 voltado para ataque ao solo, essas três versões a China produz localmente sob licença e é difícil especificar as quantidades de aeronaves já produzidas mas especula-se que já passam de 250, além do lote de SU-27 originais comprado da Rússia.
    Há ainda um contrato em andamento entre os dois países para a aquisição por parte da China de mais 48 SU-35C com licenciamento da tecnologia o que tornaria possível a China fazer Up-grade em toda sua frota para a versão atual da SUKHOI.
    Como se já não bastasse tem também o J-20 da qual poucas informações são divulgadas na mídia mas que já demonstrou alguns vôos e é tido como um Bombardeiro Supersônico stealth porém não se sabe em que patamar se encontra suas capacidades.

    Analisando esses números, de qualquer forma sendo o Rafale superior aos J-11 chineses ou não a Índia está na desvantagem, pois mesmo que o Rafale seja superior a esmagadora superioridade numérica chinesa leva vantagem.
    Quem agradece é a Rússia que venderá a Índia também o seu T-50 assim fornecendo equipamento para a corrida armamentista dos dois países rivais, é lucro dos dois lados.

  2. 19/10/2014  12:57 by Fred

    Sem entrar no mérito dos caças, o embaixador russo tem que vender o seu peixe...

  3. 19/10/2014  13:08 by _RR_

    Respeitosamente, discordo.

    O caça francês incorpora conceitos consideravelmente mais avançados, tais como algumas técnicas de forma que não vejo sendo replicadas no Flanker, além de deter provavelmente uma maior racionalidade em sua operação. Enfim, é uma década de evolução em relação ao Su-27...

    http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=17590

    Quanto a performance, o Rafale é um avançado desenho em delta com canard, que possui estabilidade relaxada e plenos comandos fly by wire, além de ser um pouco superior na relação potencia/peso quando ambos estão em configuração de defesa aérea ( quatro AAM e 100% de combustível interno, por exemplo ). Por tanto, certamente o caça francês é páreo para qualquer variante Flanker em combate próximo... Ele incorpora avançados sistemas de EW e de rastreamento/detecção, todos trabalhando em rede, constituindo um sistema de combate que ainda não tem igual no mercado. De fato, falando de um aspecto geral, o Rafale é hoje provavelmente a aeronave mais avançada disponível para exportação, e a tendência é ser suplantado somente pelo F-35 quando este ficar finalmente pronto. Enfim, é um legítimo representante da geração 4.5. O fato do Flanker ter um radar de maior alcance, ou ser mais veloz, não diminui a importância das características do Rafale e as vantagem que elas podem representar frente ao caça russo.

    As outras aeronaves dessa mesma geração provavelmente igualarão o Rafale em tecnologia quando suas variantes mais avançadas forem entregues, mas ainda assim haverão diferenças na performance, de uma maneira geral. Creio que atualmente, a única aeronave que se aproxima da performance eletrônica do Rafale é o F-18 E/F, com alguns sistemas que chegam até a serem mais avançados ( mas ainda distante de apresentar a "limpeza" do Rafale ).

    Seja como for, o Flanker é um desenho que já atingiu seu ápice evolutivo. Continuará sendo bom o bastante por muito tempo ainda; e imagino que permanecerá sendo utilizável em 99% dos cenários previstos para as próximas guerras, mas isso não muda que logo se tornará obsoleto. Tanto é que os russos se apressam com o PAK FA...

  4. 19/10/2014  13:39 by RobertoCR

    O embaixador russo perdeu uma ótima oportunidade de ficar quieto. Este tipo de declaração não é comum de se ver da diplomacia russa por parte de seus embaixadores, falando sobre decisões de países em que servem. Pelo volume e características de negócios que a Rússia tem com a Índia, não estranharia se daqui a alguns meses este embaixador fosse substituído.

  5. 19/10/2014  13:44 by EMS

    Os russos estão irritados com a perda do mercado, mas dizer que o Rafale não vai fazer frente aos Su-27 já é demais!.
    Não sou fã do Rafale, ele é caro demais e projetado para utilizar principalmente armamento francês ou seja um Iphone.
    Esse embaixador russo esqueceu que muitos projetos russos de helicopteros e aviões atuais utilizam aviônicos israelenses.

  6. 19/10/2014  15:49 by Carlos B. Crispim

    Eu também detesto o Rafale, falando isso se comparado aos caças americanos, porém, duvido que ele perca para qualquer caça russo, não tem a menor possibilidade de acontecer, o Rafale é moderníssimo, o embaixador russo pode falar o q quiser, ele só está defendendo os interesses dele, está certíssimo.

  7. 19/10/2014  16:04 by Gabriel DF

    kkkkkkkkkkkkk
    Nem a pau que os Sukhoi da China são mais avançados que o Rafale !
    A Superioridade do Rafale é indiscutível e garantirá sem duvidas a superioridade Aérea da Índia
    frente a China

  8. 19/10/2014  18:09 by mauricio matos

    Essa declaração do embaixador russo é meio suspeita alguns anos atrás os russos falaram dos caças 4.5 que fosse enfrentar o SU35 o RAFALE era o que perdia menos imagina então com os caças chineses. Nos últimos anos houve um avanço chines na tecnologia mais ainda continuam atras de americanos , russos e europeus.

  9. 19/10/2014  19:14 by A. Peniche

    A Força Aérea Indiana precisa primeiro por esses aviões no ar com segurança
    do jeito que a coisa vai (mais um sukoi caiu ...) não vai dar para comparar ...

  10. 20/10/2014  13:24 by Samuca

    Esqueceu de citar esse:
    http://china-defense.blogspot.com.br/2014/10/photos-of-day-j-31-test-flight.html

  11. 20/10/2014  14:14 by Renato B.

    Concordo com o Fred, isso é conversa de vendedor corrente. O Rafale, apesar de absurdamente caro, está apresentado uma ótima disponibilidade com os franceses além de ser um caça avançado. Os indianos tem uma experiência real em guerra aérea bem maior que os chineses e além do caça os indianos tem os multiplicadores de força necessários, como o uso de AEW como o nosso simpático Guardião. Se o FGFA e o Tejas derem certo os indianos não tem com que se preocupar.

  12. 20/10/2014  19:37 by Topol

    Esqueci mesmo Samuca ! Mas esse aí os Xing Lings ainda estão correndo atrás de um original para xerocar, veja o link :

    http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=42965

  13. 20/10/2014  22:48 by Adriano RCC

    Que exagero, "serem esmagados como mosquito...", em parte ele tem razão mas no tom que ele diz é pra defender o lobe do país dele, coisa natural! India com somente 8 subs? Pra um país com a situação da India é menos que o insuficiente, aqui temos 5 e mais em construção. Acho que a India ainda compra demais e produz muito pouco, deveria produzir mais como os outros Brics e assim quebra mais as influências globais da OTAN.

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