Militares da Coreia do Sul estão considerando operar caças F-35B aviões a bordo do mais novo navio de assalto anfíbio, previsto para entrar em serviço em 2020, como parte dos esforços para fortalecer seu poder naval, disserem fontes neste domingo (24).

As autoridades têm discutido recentemente se o segundo navio da Classe Dokdo poderia embarcar o caça F-35B. “Eu entendo que a cúpula militar recentemente discutiu se pode introduzir um pequeno número de caças F-35B e operá-los a bordo do navio que já em serviço e do que está atualmente sendo construído”, disse uma fonte militar. “Até onde eu sei, a ideia é maximizar a capacidade estratégica do navio”, acrescentou.

O Dokdo (LPH 6111) é capaz de operar apenas helicópteros, uma vez que seu convoo não é feito de materiais que possam resistir a altas temperaturas e aos esforços causada pela operações dos caças. “Estamos considerando se podemos reprojetar o convoo do Dokdo e do novo navio que está sendo construído”, disse outra fonte.

Em 2014, Seul decidiu comprar 40 caças F-35A que vão entrar em serviço entre 2018 e 2021, a um custo aproximado de US$ 6,75 bilhões. O F-35A é a variante para a Força Aérea, enquanto que o F-35B e F-35C são para os Fuzileiros Navais e a Marinha, respectivamente.

Há especulações de que Seul pode considerar a introdução do F-35B como compra adicional, devido a uma escassez de aviões que poderiam ocorrer nos próximos anos, com a retirada dos F-4 e F-5.

Em relação à ideia de comprar F-35B, alguns argumentam que seria incorrer em custos consideráveis para os militares da Coreia do Sul para treinar e manter os pilotos, já que eles são diferentes dos novos caças que entrarão em serviço nos próximos anos.

Enquanto isso, a mídia japonesa informou que a sua Força Marítima de Auto-Defesa está considerando comprar F-35B para os navios da Classe Izumo. Eles disseram que os militares estão vendo a opção de alterar o seu plano para comprar 42 caças F-35A, para comprar alguns F-35B, ou adicioná-los a compra.

FONTE: TKH

FOTOS: Ilustrativas

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21 Comments

 

  1. 30/12/2017  21:15 by filipe Responder

    A LM quer vender o F-35B para os principais parceiros do USA , nesse caso UK, Israel, Japao, Coreia do Sul, Italia, Turquia e Australia, todos esses paises excepto Israel têm LHA e LHD nas suas Marinhas,nesse caso o F-35B será mais vendido que o AV-8 Harrier, será o primeiro elemento de dissuasão e controlo aero-naval desses países. Com o nosso HMS Ocean, os nossos engenheiros da MB poderiam aprender das modificações que os Sul Coreanos vão fazer nos seus navios, para que em caso de guerra, possamos modificar rapidamente o nosso LHD para ser LHA,o Brasil ja está no selecto grupo de países que possui esse tipo de embarcação, a par do Egipto e da França com a classe Mistral.A quantidade de clientes do F-35B só aumenta, o Brasil poderá ser um potencial cliente, tudo porque já possui um LHA, se juntando assim á USMC dos Estados Unidos, Royal Navy da Inglaterra, Marinha Espanhola, Marinha Italiana, Marinha Australiana, Marinha Turca, Marinha das Forças de Auto-Defesa do Japão, Marinha Sul-Coreana, IDF de Israel , e quem sabe as Makasar Indonesias também poderão receber esse tipo de modificação, aumentando mais o número de potenciais clientes do F-35B, que com certeza será o caça SVTOL mais vendido da história.

    • 01/01/2018  12:19 by Dalton Responder

      Filipe...
      .
      "LHD" obrigatoriamente significa um navio com doca alagável ...daí a letra "D"...não é o caso do "Ocean"...a diferença entre um LHD e um LHA é que um LHA pode ou não ter uma doca...é o caso do USS América que não tem doca, classificado como LHA, porém o terceiro da classe verá a reintrodução de uma doca, mas, continuará sendo classificado como LHA.
      .
      O navio sul coreano é um LHD...já o navio japonês é um pouco mais difícil de classificar porque trata-se de um navio veloz,
      com sonar de casco e equipado com helicópteros anti submarinos, daí a sugestão de destroyers porta helicópteros.
      .
      Não dá para chamar o "Ocean" de "LHA" porque os próprios EUA admitiram que foi um erro excluir a doca alagável...portanto
      um LHA pede um navio mais completo, na essência LHA e LHD são a mesma coisa.
      .
      O F-35B é uma aeronave muito cara ...um único exemplar custa tanto quanto custará o "Ocean" para o Brasil e não há nada
      a médio prazo que indique que o Brasil poderá adquirir uns poucos F-35B sem afetar outras prioridades...e o próprio "Ocean"
      que nunca nem mesmo operou o menor, mais leve e menos "beberrão" Harrier, teria que passar por modificações caras
      que também não cabem dentro do orçamento.
      .
      No mais, por enquanto, trata-se apenas de especulação se o navio sul coreano será modificado, e o fato de vários países
      estarem adquirindo a versão "B", não significa que será mais vendido que o "Harrier" já que um número menor será adquirido por
      tais países...já que trata-se de aeronave muito mais cara.
      .
      Israel que você citou está adquirindo apenas a versão "A"e a Austrália por enquanto não se decidiu sobre a versão "B"...a
      Turquia está adquirindo a versão "B", por outro lado a Índia que utilizou o Sea Harrier no passado ainda não se manifestou
      a respeito de adquira versão "B".

      • 02/01/2018  19:52 by filipe Responder

        Muito bem esclarecido Dalton, agradeço por ter tirado essa duvida, desde já desejo a todos os leitores do DAN um bom ano novo, espero que 2018 seja o ano do SBR Riachuelo e do projecto do nosso primeiro SNBR Alvaro Alberto. O Ocean foi uma optima aquisição e será muito bem empregue pela MB, talvés será como o IZUMO, que não têm doca alagável também, ou seja o Ocean vai ser uma plataforma para Helicopteros SAR e ASW , ou seja será uma plataforma avançada de alto mar para os EC-725 Super Cougar e SH-60B SeaHawk, projectando desta maneira todo o poder anti-submarino da MB, poder esse que será alargado com o mix de 10 Submarinos (1 SNBR+ 4 SBRs+ 4 Tupis + 1Tikuna), tornando os nosso mares impenetráveis para qualquer navio inimigo, a superfície teremos as Corvetas CV-1 Tamandarés, que evoluirão para Fragatas , começando inicialmente por ter 2700 toneladas e evoluindo para navios maiores na faixa das 3500 toneladas.Para assalto anfibio não helitransportado podemos contar com o LPD Bahia, navio que conta com doca alagável, e que será um auxilio ao Ocean na MB, o CFN está de parabéns, pois téra 2 navios gingantescos para a projecção de forças, sem contar para as missões de ajuda humanitária e assistência medica e hospitalar. Mas fica tudo em aberto para o novo NAE da MB, deverá ser uma plataforma CATOBAR com catapultas EMALS ( eletromagneticas da General Electrics) lá para 2035, ou seja estamos a 12 anos de ver esse NAE, mas até lá muita dotrina aeronaval será aprendida com o Ocean.

  2. 30/12/2017  15:10 by Fabio Responder

    O caça de descolagem vertical tende a serem a das marinhas. A marinha já tem estudo para abandona o projeto de um porta avião convencional, acho com a aquisição do Ocean vai trazer muita resposta para a marinha, pois apesar do custo maior de um caça como o F35B esse valor pode ser compensado pelo custo menor de um navio de assalto anfíbio em comparação a um porta avião.

  3. 30/12/2017  8:59 by Juarez Responder

    As modificações necessárias para o Dokdo e seu irmão irá em construcao, para operar F 35 B serão enormes. Não é só "aço" ou reforço térmico do convoo como alguns "ixxxxpecisyaxxx" de plantão alardeiam. Todo o layout outros interno do navio precisaria sofrer modificações para poder receber as anvs, como vais de manutenção, espaço para paiol de armas, armazenamento de combustível, tripulação, grupo aéreo embarcado, em fim, não é bem assim.

  4. 29/12/2017  22:40 by Teropode Responder

    Certamente isso ocorrerá, para nações como Japão e Coreia, desafios são encarados de forma prazerosa, Porta Aviões além de projetar poder, possuem também a função de manter a nação motivada e orgulhosa, são verdadeiros embaixadores, submarinos não jogam sozinhos. Quanto ao valor do pacote, a capacidade industrial Coeana é Japonesa e seus valores extrategicos para os EUA, podem proporcionar descontos camaradas!

  5. 29/12/2017  18:55 by Wolfpack Responder

    40 unidades de F35A por 6,75 bilhões de trumps. Acho razoavel o valor de 168 milhões de trumps para cada unidade do Lightning II. Estamos pagando 150 milhões por todo aquele pacote espetacular de armamento, treinamento, e transferência irrestrita de tecnologia nos Gripens NG! E com telas WAD :O. Negocião do Juniti Saito e José Augusto Crepaldi Affonso. Clap clap clap para essa turma e mais o lobby do Lulinha e Luís Marinho.

    • 30/12/2017  0:24 by Bardini Responder

      Sim sim... Ta certo...

    • 30/12/2017  0:26 by Bardini Responder

      Queria ver você falando essas baboseira com Super Hornet a U$ 7 bi e Rafale a U$ 9 bi

  6. 29/12/2017  18:05 by Renato Responder

    Esta aeronave está em liquidação ou nossos Gripens estão muito caros?

  7. 29/12/2017  17:16 by Adriano Corrêa Responder

    Muito dispendioso e baixo retorno, não seriam capazes de fazer frente a China, melhor eles usarem esse dinheiro na melhora de seus já bons submarinos, e ou as suas escoltas.
    O pessoal fica a perguntar se aeronaves VTOL seria bom para o Brasil. Em nosso palco de atuação não seriam.

    • 30/12/2017  0:29 by Bardini Responder

      Como não seria "bom" contar com um caça de 5 geração embarcado na MB ?????

      Meu pai... Tem gente que se esforça.

      • 02/01/2018  12:24 by Adriano Corrêa Responder

        Não viaja cara! Tu nem leu o que eu escrevi...
        Aeronaves VTOL.... em tradução livre: aeronaves de decolagem e aterrissagem curta e vertical; não é pratico para a MB.
        Ainda bem que a MB não segue linha de pensamento igual a sua e jamais vai seguir.

  8. 29/12/2017  16:15 by Leandro Responder

    Se ficar parado a manutenção necessária dobra a receita.

  9. 29/12/2017  16:12 by Bardini Responder

    F-35B a 95 milhões kkkkkkkkk
    .
    Isso aí não sai por menos de 200 milhões a unidade, somando todo o pacote logístico.

  10. 29/12/2017  15:29 by LUIS A B COUTO Responder

    Fortuna seria gastar U$ 1 vi na reforma do São Paulo.

  11. 29/12/2017  15:28 by Italo Souza Responder

    Alterações extremamente custosas e além disso deixa a embarcação mas lenta podendo ser necessário trocar o sistema de propulsão por um mais potente, fora os custos de manutenção do convés que fica sendo necessário fazer manutenção em 1/3 do tempo e o custo 5x maior.

  12. 29/12/2017  11:46 by Lucas Schmitt Responder

    Será que é algo tão distante pra MB, realizar tais modificações no convôo do Ocean?

    • 29/12/2017  11:58 by Jr Responder

      Sim, gastaria uma fortuna para a modificação no Ocean, ai vem a pergunta, valeria a pena gastar essa fortuna em um navio de 20 anos? A MB tem essa fortuna no bolso? E se tivesse, será que não haveria outras prioridades para a MB gastar essa fortuna ? E depois da possível modificação se ela ocorresse, a MB teria dinheiro para comprar, operar e manter os F-35.

      • 29/12/2017  12:17 by Lucas Schmitt Responder

        Creio que a modificação não deve ser tão custosa, mesma coisa a aquisição do F-35, que para países aliados é 95 milhões de dólares, mais barato que o Gripen. Para manter é outra história, tem uma hora/vôo bem carinha mesmo, mas acho que vale a pena, pois não seria algo usado sempre, poderíamos apenas manter a doutrina e usá-los quando extremamente necessário.

        • 29/12/2017  16:55 by Jr Responder

          95 milhões????????? Só se for ele completamente pelado, mas se formos somar armamentos, treinamento e peças sobressalentes passa fácil dos 150 milhões de dólares, lembre-se que estamos falando da versão mais cara e complexa do f-35 que é a versão B, muito provavelmente o custo de operação e manutenção dessa versão seja bem mais cara do que as outras versões

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