Examinando o cronograma lento de construção e entrega das primeiras fragatas Type 26, com este infográfico, tentamos avaliar como o cronograma de construção projetado se ajusta ao descomissionamento das fragatas Type 23.



Isso é muito mais uma projeção resumida usando elementos de adivinhação, com base na informação limitada disponível hoje e que provavelmente mudará. Existem várias suposições importantes feitas na linha do tempo. As Type 31 serão comissionadas em uma batida de aproximadamente 1 por ano e, como navios mais simples, seus testes e sua introdução em serviço devem ser muito mais rápidos do que as Type 26.

Foi anunciado que as três primeiras Type 26 estarão em construção por cerca de 8 anos com testes da primeira da classe com duração de quase 2 anos. Os primeiros três navios estão sendo estabelecidos em intervalos de 18 a 24 meses. Supõe-se que os navios posteriores serão comissionados aproximadamente na mesma taxa, mas construídos e colocadas em operação um pouco mais rapidamente, embora isso pareça ser imperativo, é incerto neste momento.

Conclusões

Cada uma das cinco fragatas Tipo 31e terá que ser construída, concluir os testes no mar e funcionar em cerca de 4 anos (o contrato será adjudicado no início de 2019), se elas estiverem prontas para substituir as primeiras cinco Type 23 no prazo. Isto é muito exigente e não fornece qualquer folga, caso surjam problemas significativos de construção ou problemas técnicos.

Se tudo correr conforme planejado, haverá um período menos instruído no final dos anos 2020, quando haverá algumas Type 26 entregues antes das datas da retirada de serviço das Type 23 que elas estarão substituindo. A menos que a taxa de colocação de navios e/ou o tempo de construção das últimas Type 26 seja consideravelmente reduzido, haverá problemas em substituir a última Type 23 a tempo. Ou os números das fragatas cairão abaixo de 13 ou algumas Type 23 terão que continuar servindo após o 33º aniversário. Se a última parte do programa Type 26 não for acelerada, também haverá problemas potenciais de capacidade na construção das substituições do destróier Type 45.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: Save the Royal Navy


 

6 Comments

 

  1. 24/07/2018  9:16 by Wolfpack Responder

    Somente complementando minha opinião com as melhores propostas técnicas modulares : BAe Systems, Fincantieri e Naval Group, mas devido aos valores acima do que a MB pode pagar, podem aparecer os Turcos, Ucranianos e Indianos.

  2. 23/07/2018  18:12 by Fernando Ferraz Responder

    Bem, diante deste cenário, que outro potencial meio de segunda mão (fragata ou corveta mesmo!) o Brasil poderia "esperar" como uma compra de oportunidade nem que seja até 2022 ou 23 para cobrir o buraco que provavelmente teremos na esquadra já que mesmo com as 4 tamandarés prontas não supre totalmente o número minimo que a esquadra deveria ter nesse período?

    • 24/07/2018  8:45 by Wolfpack Responder

      Na minha humilde opinião, as escoltas serão derivadas do projeto das corvetas Tamandaré. Por isso a importância da seleção do short list no próximo mês. A MB deve seguir a estratégia empregada no PROSUB e os Scorpenes. Contrata-se um submarino que atenda as modificações sugeridas nos planos da Marinha e depois desenvolve-se uma versão nuclear, maior. Então o programa das CCTs, na minha opinião, ganha uma importância muito grande. Quem dos concorrentes que entregaram as ofertas entender melhor esse cenário, larga na frente. Projeto das CCTs deve compreender um projeto modular que possa migrar para Fragatas mais pesadas e claro que não pode custar o valor de um Destróier. Abram o olho para a proposta Ucraniana, o patinho feio desta concorrência, com todos os problemas políticos e comerciais com o Brasil, mas que colocaram o Arsenal de Marinha do rio como estaleiro parceiro. O mesmo aconteceu com Itaguaí e a DCNS no caso dos Scorpenes.

  3. 23/07/2018  13:42 by ChopperPilot Responder

    Padilha, existem outras variávei que podem ser adicionadas à sua equação e que influenciará o resultado final. Entre elas, está a recente vitória da BAE Systems no Programa SEA5000 da Austrália, que pode acrlerar alguns processos ou até atrasar outros. De qualquer forma, concordo com a opinião do Wolfpack acima.

    • 23/07/2018  14:41 by Luiz Padilha Responder

      ChopperPilot o texto e o gráfico são bem sucintos. Não devemos sonhar com T23. E os ingleses terão muito trabalho pela frente, a BAE inclusive, pois para dar conta internamente e externamente, irá cortar um dobrado (mesmo faturando bem), e isso pode como vc bem disse, acelerar ou atrasar processos. Eu acho que dependerá do conteúdo dos contratos.

  4. 23/07/2018  12:38 by Wolfpack Responder

    Para quem conta com as Type 23 para a MB pode desconsiderar pois estas estarão no osso se este cronograma da RN se concretizar.

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