São Paulo, SP – 29 de setembro, 2017 – A Embraer apoia o estabelecimento do painel na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, para que o órgão examine os mais de USD 3 bilhões em subsídios que a Bombardier recebeu dos governos do Canadá e de Quebec. Com a aprovação do pedido feito pelo governo brasileiro, serão investigados valores aportados em mais de 25 programas da empresa.

O estabelecimento do painel ocorre na mesma semana em que o Departamento de Comércio (DoC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, anunciou uma determinação preliminar condenando os subsídios do governo canadense à Bombardier. Na última terça-feira (26), o DoC concluiu que os subsídios canadenses à fabricante canadense justificam a imposição de uma sobretaxa de 219% sobre as importações de C-Series nos Estados Unidos.

“Entendemos que a decisão do Departamento de Comércio reforça o pleito do Brasil no painel aberto nesta sexta-feira na OMC”, disse Paulo Cesar Silva, CEO da Embraer. “A companhia canadense recebeu subsídios dos governos locais que lhe tem permitido oferecer o avião a preço artificialmente baixo. Estes subsídios, que foram fundamentais para o desenvolvimento e sobrevivência do programa C-Series, configuram uma prática insustentável que distorce todo o mercado global, prejudicando concorrentes às custas do contribuinte canadense. Para que o segmento de jatos comerciais continue sendo disputado entre companhias, e não entre governos, é fundamental que as condições equânimes de competição sejam respeitadas.”

O entendimento do governo brasileiro, compartilhado pela Embraer, é de que os subsídios concedidos pelo governo canadense são inconsistentes com os compromissos assumidos pelo Canadá na OMC.

FONTE: Embraer

FOTO: Bombardier/Ilustrativa

 

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