O ministro da Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, afirmou nesta sexta-feira que o governo federal decidiu que não venderá o controle da Embraer à rival norte-americana Boeing, mas defendeu uma parceria entre as duas companhias.

“O governo não cederá o controle acionário da Embraer. Como vai ser a parceria, ainda não sabemos”, disse Etchegoyen a jornalistas durante evento de segurança no Rio de Janeiro.

“A essência é garantir o interesse nacional e a partir daí xenofobia não vale à pena porque de repente a gente perde o bonde da história. E pode perder um boa oportunidade”, disse o ministro sem dar detalhes sobre as negociações.

O governo detém golden share na Embraer que garante poder de veto em decisões estratégicas da companhia. As empresas admitiram no mês passado que estavam discutindo uma potencial combinação de negócios.

Etchegoyen defendeu que o governo deveria garantir o controle da empresa, mas abrir brecha para uma associação com a norte-americana “naquilo que nos for conveniente e sintonizado com o interesse nacional”.

As ações da Embraer exibiam queda de 1% às 14H25, enquanto o Ibovespa tinha baixa de 0,25%.

FONTE: Reuters

 

15 Comments

 

  1. 13/01/2018  21:46 by César Pereira Responder

    Respondi sim meu caro JLM, e deixei claro mais uma vez que sem o BNDES a Embraer não iria a lugar algum, e rejeitar uma proposta sem se quer ouvi-la é puro amadorismo ! Grande abraço !

  2. 13/01/2018  11:04 by Larri Gonçalves Responder

    Não dá para estabelecer uma lógica de mercado para uma empresa que atende os interesses estratégicos do Brasil, entregar, como já entregaram a EMBRATEL para estrangeiros que foi uma aberração, depois se deram conta e recriaram a TELEBRÁS em associação com a EMBRAER (visiona), para administrar e desenvolver com a Thales um satélite de comunicação, coisa de Brasil, agora vão entregar uma empresa estratégica como a EMBRAER e as outras do grupo para a BOEING dos USA, tão ficando loucos e ainda tem gente que acha isso normal, pergunta para os Gringos (USA) se eles vendem as empresas estratégicas deles para a China ou Russia ou até mesmo para os aliados da Europa?

  3. 13/01/2018  0:16 by Vinícius Responder

    O que sabemos até agora é que na República Tcheca, Polônia e Argentina, essas tais parcerias não deram certo com os diversos grupos estadunidenses.
    Sei que o futuro da Embraer sem a Boeing é assombroso, mas não acho que a compra pela Boeing resolverá esses problemas. Apenas não confio que se a compra for realizada vai dar certo por causa do contexto (vamos dar o nome aos bois? Michel Temer, que mandou averiguarem se poderia exterminar com todas as golden share. Vamos fingir que isso não aconteceu? Ou pior: vamos seletivamente esquecer que é no governo deste homem que vamos acabar com o aparelhamento das estatais... acabando não com o aparelhamento, mas vendendo o setor elétrico?).
    Não seria a oferta da Boeing uma oportunidade pra dar um jeito nessa bagunça que é a BID, juntando tudo (antiga Mectron, Omnisys, Opto, Avibras, Embraer Defesa e Segurança, Atech, Bradar) nos moldes de uma KAI, TAI, IAI? E deixando a Boeing pegar só o setor comercial, mas lutando-se com afinco para conseguir alguma barganha para a cadeia produtiva aeronáutica brasileira? Tenho certeza absoluta que nada disso (barganha) está sendo feito. Vide o tal general já apelidar qualquer crítica de xenofóbica.

    Como diria Borges... há cegueiras que se veem vindo!

  4. 12/01/2018  21:26 by Ivan BC Responder

    Lá vem as viúvas da Rússia e China. falam, falam, falam dos EUA, mas estão vendendo o Brasil pra China e a gente não é 1 desses "nacionalistas" abrirem a boca. Bastou a Boeing aparecer para começar a choradeira, igual os anos 90 com as privetizações. Nem sequer se sabe se a Boeing realmente queria a compra da companhai, ninguém aqui teve acesso a carta enviada a direção da Embraer. Cada especulação absurda. deixem a empresa fazer parcerias livremente, foi com parcerias, principalmente com americanos, que a empresa cresceu, pois até sua privatização era uma empresa bem deficiente.

    • 12/01/2018  22:47 by César Pereira Responder

      Não é questão de ser viúva ,dinheiro é dinheiro pode ser russo ,haitiano,canadense, chinês, norte americano em fim, seja de onde for, você mesmo esta dizendo que a Embraer deve fazer parcerias livremente ,então porque não com China e Rússia também,são grandes mercados e a Embraer é globalizada ? A não ser que você seja um fanboy da Boeing e esta reservando a Embraer para eles !
      Como eu já disse aqui, a certos acordos que a Embraer não pode fazer com quem quiser, a Embraer não caminhou sozinha como alguns dizem aqui,ela continuou se servindo do Estado através do BNDES,caso contrário não iria a lugar algum, há muito investimento público na empresa,sem falar nos projetos que envolvem a segurança nacional !

      • 12/01/2018  23:34 by Ivan BC Responder

        Sabe porque não com China e Rússia? Por causa do óbvio!!!! esses 2 países tem empresas e mercado chegado, com difícil acesso para outras empresas. Já a Embraer tem como cliente empresas dos EUA. percebe a diferença? De um lado não tenho nada a ganhar (mercado grande mas de difícil acesso), a realidade mostra que não tenho acesso a esses mercados, na outra ponta os aviões Embraer são feitos com componentes dos EUA e europeus, as companhias são desses países e não chineses e russos.
        Você disse: """"Então por que não com Rússia e China?"""
        A resposta é o obvio, porque a Embraer não QUER, os donods da empresa, os diretores, os caras que pensam evivem a Embraer todos os dias sabem onde pisar, diferente de nós 2 que não trabalhamos na Embraer e nem temos ações na empresa.
        A Embraer não vive de BNDES, os aviões militares da Embraer corresponde aoenas 4% das vendas, é irrisórios, insignificante em termos de Embraer.
        A Embraer tem seu mercado, aviões civis!
        A Embraer em termos de "defesa" é insiginificante, os números da companhia mostram isso.
        A questão não é política, não tem absolutamente nada de política nisso. Sem bons aviões, sem preços, sem bons serviços, sem competitividade, não tem companhias áreas querendo aviões Embraer, o que corresponde a 80% da receita da empresa, outros 16% são aviões paraparticulares, 4% são forças armadas de diversos países (especialmente por causa das vendas do Departamento de Defesa dos EUA).
        Enfim, não trate uma empresa de mercado como se fosse um órgão público ou para seguir uma cartilha ideológica.
        A Embraer caminha sozinha sim, longe do Estado brasileiro, talvez essa seja sua formula do sucesso! O mérito do crescimento da Empresa é apenas dos funcionários e donos...nada de políticos ou torcedores como nós 2.

        • 13/01/2018  21:37 by César Pereira Responder

          Respeito seu ponto de vista meu caro Ivan BC,embora seja massante esse seu discurso que culpa todos que pensam diferente de estarem defendendo uma ideologia seja ela qual for, respeito mas discordo,uma empresa global não deve estar reservada a apenas um ou dois mercados,não pode por todos os ovos numa única cesta,pelo contrário,deve buscar todos os mercados possíveis! A Embraer sempre se serviu e se serve do patrimônio público via BNDES e tecnologias compradas pelo Esrado,como é o caso do Programa FX, e digo mais se a Embraer não dependesse do Estado,ela já tinha dado no pé a muito tempo ! Grande abraço !

  5. 12/01/2018  20:24 by César Pereira Responder

    A Embraer não quis receber o russo que segundo informaram a época trazia uma proposta de parceria com ele, e agora quer pular no colo da Boeing,mesmo que isso lhe custe a vida !
    O interessante disso tudo é que quando lhes convém,falam que são privatizadas e isso e aquilo,apesar de se servirem do dinheiro público, o governo deve fazer valer a sua ''ação especial'' e melar essa venda !

    • 12/01/2018  21:10 by JLM Responder

      Vc parece não entender, ou talvez nem queira.
      Apenas responda duas perguntas simples, quantos aviões da Embraer foram comprados pelo governo ou empresas americanas,até o dia de hoje e quantos foram comprados pelo governo russo e empresas russas?
      Vc verá que essa história é complicada demais para se resolver com um sim ou um não, posso afirmar com certeza absoluta que seja qual for a decisão sobre esse caso, a Embraer nunca mais vai ser a mesma.

      • 12/01/2018  22:21 by César Pereira Responder

        Bem meu caro JLM, talvez você não saiba ou talvez relute em aceitar .mas a Embraer se serviu e se serve até hoje do dinheiro do BNDES, a Embraer não iria a lugar algum sem o financiamento do BNDES, você não vê que a Golden share tem por objetivo resguardar o investimento do Estado Brasileiro nessa empresa, sem o governo a Embraer jamais teria acesso as tecnologias da Saab, !
        Agora te pergunto quantas aeronaves a Embraer venderia para as empresas americanas sem os financiamentos do BNDES, também pergunto, já que a Embraer é uma empresa mundial,porque ela não recebeu um representante do governo russo,poderia pelo menos ouvir a proposta e quem sabe fazer um ótimo negócio, isso é amadorismo !

        • 13/01/2018  11:39 by JLM Responder

          Vc não respondeu às perguntas que fiz, porque as respostas destroem seus argumentos, gostemos ou não a Embraer só tem o alcance mundial que tem hoje pela liberdade de ação no mercado americano.
          Não receber o ministro russo longe de ser amadorismo, foi bom senso, a Rússia estava naquele momento sendo punida pelo ocidente pela invasão da Ucrânia.
          O que realmente importa nesse momento é esperar que o posicionamento do governo federal continue firme na defesa de nossos interesses estratégicos.

  6. 12/01/2018  19:46 by regivaldo Responder

    Se a Embraer não tivesse valor a Boeing não estaria querendo!Se chegamos até aqui sempre em ambiente adverso, porque não podemos seguir em frente, sem sacrifício dos interesses nacional?Realmente, o Brasil não tem quem que ceder o controle por motivo nenhum, pelos mesmo motivos que eles não fariam!Esse discurso de aldeia global, que é o mercado e pronto...acabou!Digam isso a China que pratica o Capitalismo de Estado com 1,3 bilhão de chineses e está mudando o mundo!Então, parceria sim, controle jamais!

  7. 12/01/2018  18:42 by Anderson Dias Responder

    Pelo algo bom nesse governo corrupto a Embraer deve ser líder mundial se alguém tem interesse porque conhece e quer seu potencial, Embraer Brasil inseparáveis. Devemos fazer uma oferta pra comprar a Boeing vamos ver como o tio San reage kkk

    • 13/01/2018  12:40 by eduardo Responder

      Claro que os estados unidos não vão vender a Boeing, e vão responder temos amor a patria americana a bandeira nacional, não somos corruptos, nem ladrões, Deixem estes jargões para outros que se fosse aqui na america FIRST a gente fusilava ou enforcava e depois decaptava para ter certeza que nimguem pensaria em vender a BOEING. Com a compra da EMBRAER eles quebram o contrato com a SAAB e o brasil é obrigado a comprar caças americanos ficando o brasil mais 50 anos nas mão deles.

  8. 12/01/2018  18:26 by Esteves Responder

    Já já começa: burro, entreguista, comunista, nacionalista, especialista, volta pra escola, analfabeto, ignorante, plantonista, takeover, turnover...

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