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Por Pedro Rocha Franco

clippingIveco e Imbel querem ingressar no mercado mundial, seguindo exemplo da Embraer, que fornece avião a três continentes

De olho no potencial de expansão das vendas da indústria de defesa e segurança, fabricantes em terras brasileiras investem para disputar nichos no mercado internacional. A Iveco se prepara para enviar ao Líbano 10 veículos blindados Guarani, fabricados sob encomenda do Exército brasileiro em Sete Lagoas, Região Central de Minas Gerais. Será o primeiro contrato de exportação da unidade pertencente à multinacional do grupo Fiat. Outros contratos estão sendo negociados com países sul-americanos.

A Embraer fornece o Super Tucano para países americanos, africanos e asiáticos. A empresa confirma ter 230 encomendas do avião, dos quais 190 já foram entregues. Além do Brasil, Colômbia, Guatemala, Senegal, Angola, Burkina Fasso e Estados Unidos estão entre os países que receberam unidades – a companhia não confirma os nomes dos seus parceiros comerciais. Fabricante de armas (pistolas, fuzis, explosivos, munições e outros equipamentos), a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), empresa pública vinculada ao Ministério de Defesa, que mantém uma unidade em Itajubá, no Sul de Minas, informa estar se preparando para que, em breve, possa entrar firme nesse mercado.

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Segundo o porta-voz da Imbel, coronel Marcelo Muniz Costa, 2% do faturamento obtido no ano passado refere-se a compras de oportunidade por países africanos de componentes do Fusil Automático Leve (FAL). “Estamos finalizando a elaboração de um projeto estratégico para o período de 2017 a 2026. Com a sua implementação, pretendemos ampliar as exportações da empresa, atingindo uma proporção de 30% de embarques ao exterior”, afirma Costa.

A empresa terá pela frente a concorrência em alguns segmentos da Taurus, fabricante de revólveres, pistolas, rifles, carabinas e submetralhadoras. Com planta no Rio Grande do Sul, a empresa mantém exportações para os Estados Unidos. No primeiro semestre deste ano, as exportações somaram R$ 239,2 milhões, representando acréscimo de 33% em relação a igual período de 2014. Mais de 90% do total segue para os EUA.

Guarani

O coordenador do curso de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina, Lucas Rezende, afirma que, com a redemocratização do Brasil, a indústria bélica praticamente deixou de existir naquele momento. “Optou-se por, até mesmo as Forças Armadas, não compraram os produtos do mercado”, recorda. Nos últimos anos, com a retomada do crescimento da economia, fez-se necessária a retomada dos investimentos para proteger o território e a produção de riquezas do país, como o petróleo pré-sal.

Segundo o especialista, vizinhos sul-americanos, como Chile e Colômbia, têm feito investimentos consistentes em defesa, o que, de alguma forma, força o país a fortalecer-se também. “É preciso tratar o tema como questão de gente grande. Se o Brasil deseja se articular como grande potência, precisa ser forte”, diz o professor. E acrescenta: “É uma discussão ética global. O ideal seria fazer um manual de ética do mundo todo”.

FONTE: Estado de Minas

 

14 Comments

 

  1. 06/10/2015  20:09 by Foxtrot Responder

    Caro Gilberto Rezende vou listar aqui algumas das características inéditas do fuzil taurus em comparação ao Mod.. Fal IA-2; ai você tire suas conclusões se realmente esse fuzil é só bonito ou é inovador comparado ao IA-2.
    E você se enganou, o ART 5.56 foi desenvolvido e criado para disputar o mercado Brasileiro , pois a empresa tinha conhecimento de que o EB necessitaria e almejava um novo fuzil de assalto, mas vamos lá.

    Fuzil ART 5.56
    * Alavancas de manejo amb destras ( não necessitando adaptar nova versão para soldados canhotos, a mesma unidade pode ser operada com simples troca de alavancas por soldado).
    *Coronha rebatível e ajustável ( mesmo modelo usado pelo melhor fuzil do mundo em minha modesta opinião o SCAR).
    *Uso Intenso de materiais compostos
    *Sistema de ferrolho, cano etc.. Baseado na família de fuzis de sucesso comprovado mundialmente e em uso em várias unidades de elite mundo a fora ( família M-4/AR-15 etc..).
    *Alça de mira ajustável
    Excelente ergonomia
    IA-2
    *sistema de mira fixo e ajustável só altura
    *Uso de materiais compostos em áreas específicas
    *Baseado em família de fuzil com certo sucesso mundial
    E discordo de você, designie e estética mandam muito e ajuda vender , se não fosse assim a China não copiava tudo, do parafuso ao designie e venderia tanto.
    Não sou defensor ou partidário da Taurus, apenas defendo o uso por nossos soldados do melhor equipamento disponível, indiferente de rixas ou briguinhas idiotas que só prejudicam o país.
    Pois são os soldados que colocam o deles na reta e que levam chumbo em guerras.

  2. 06/10/2015  14:17 by luiz anselmo pias perlin Responder

    Com respeito a todos os seguidores do blog depois das divulgações a respeito dos materiais de segurança ,inclusive capacetes e coletes para nossas forças armadas onde materiais de pecima qualidade foram aprovados pelos responsaveis pelos textes estes responsaveis que se diga de passagem militares dizer que este ou aquele é melhor fica dificel afirmar quanto mais acreditar É TRISTE SABER QUE BRINCAM COM A VIDA DOS NOSSOS DEFENSORES.

  3. 06/10/2015  11:06 by Gilberto Rezende - Rio Grande/RS Responder

    A arma da Taurus foi desenvolvida para ser vendida no mercado americano para os idiotas red-neck de lá, quem acha que a arma da empresa poderia disputar com o I-A2 está em estado de negação catatônica. Beleza como critério definidor de qualidade de armamento é o fim da picada.
    O projeto I-A2 é BOM o bastante e está ainda em evolução podendo ser aperfeiçoado conforme for adotado. E ele o será nas três forças armadas, já está mais que decidido que será o fuzil das forças regulares. Só em unidades de força especial que há algum espaço para adoção de outro fuzil.
    Mesmo a HK alemã enfrenta problemas com sua nova geração para o Exército alemã.
    DE LONGE a melhor opção de entrada co I-A2 no mercado internacional é oferecer o produto e licenciar sua tecnologia para uso do parceiro BRICS Índia que cancelou a um ou dois anos atrás seu projeto próprio de fuzil que (não aprovado) e que poderia adotar o I-A2 ou basear-se nele para um projeto próprio dentro da relação militar Brasil-Índia. Fica a dica para a IMBEL....

  4. 05/10/2015  22:10 by dilson queiroz Responder

    .....seria bom que voltássemos a exportar como na década de 80 onde o Brasil vendeu muito Cascavel, Urutú e Astros.....

  5. 05/10/2015  21:37 by Gabriel Responder

    Até que em fim !

  6. 05/10/2015  21:12 by Foxtrot Responder

    É por isso que existe o período de testes e re adaptação do EB, que são realizados no Caex caro Edimur.
    Na verdade a Taurus não teve seus produtos testados pelo EB pelo simples fato de rixa antiga entre diretor dono da Taurus com oficiais de alta patente do EB.
    Quando p EB queria autorizar a instalação de uma filial da Glock no Brasil, para suprir encomendas da PF, Abin etc...
    O então diretor socio da Taurus foi contra e ameaçou interromper as atividades da empresa np Brasil, transferindo-se para os Estados Unidos.
    O mesmo chegou a mandar o Brasil se danar kkkk.

    • 06/10/2015  11:22 by Gilberto Rezende - Rio Grande/RS Responder

      Na real a Taurus continua se opondo, mas quem melou a fábrica da Glock foi o próprio EB no período de 2005 a 2008.
      A empresa queria uma produção de mais de 300.000 pistolas e 6 a 7 anos para produzi-las com 100% de nacionalização em Minas (perto da Imbel) para exportar para toda a América do Sul e o EB só autorizava 15.000 (3 dias de produção da fábrica planejada) e 100% de nacionalização das pistolas em 3 anos. Não houve como chegar um acordo.
      Segundo consta desde o início de 2013 a Glock está de volta a carga tentando se instalar no Brasil, desta vez no Rio de Janeiro, mas continua o lobby contrário da Taurus e os bloqueios do EB.
      Mas cedo ou mais tarde A Glock LA desiste do Brasil e vai para o México ou Colômbia.

      • 06/10/2015  11:23 by Gilberto Rezende - Rio Grande/RS Responder

        OS valores de produção são anuais...

  7. 05/10/2015  20:26 by edimur Responder

    Tauros se ta de brincadeira ART KKKK se for como as .40 empresa que fornece armamento lixo para policia armamento cheio de falhas e nao sou eu quem fala é só falar com um PM de Sampakkkkk .Como vai atender ao EB
    .Agora se fosse um SIG SG 552 ou HK etc ai sim agora Tauro e oitao canela seca

  8. 05/10/2015  19:31 by César Pereira Responder

    Já li tantas matérias como essa que resultaram em nada,tomara que agora seja diferente !

  9. 05/10/2015  18:20 by Foxtrot Responder

    Boa sorte para a Imbaré( Imbel), com seus produtos mal acabados e de baixa tecnologia.
    Exeto os equipamentos de comunicaçoes, que são muito bons.
    Esse elefante branco até hoje não dotou o Brasil de tecnologias e equipamentos necessários.
    Ou mudam a ótica empresarial da empresa, transformando-á em uma empresa pública voltadapara o lucro,com um grupo de P&D forte e atuante,ou essa empreitada será mais uma pá de cal na empresa.
    Me recinto até hoje pela escolha do fuzil IA-2( Esse mod.. Fal mal feito),em detrimento do moderno fuzil nacional ART 5.56 Taurus.
    O mesmo nem ao menos teve a oportunidade de ser testado pelas FAA,s.
    Enquanto que na Argentina a Citefa já desenvolveu até canhões de divesos tipos.
    Ou então transformem essa empresa no braço fabril do Ctex e IME.

    • 05/10/2015  19:47 by Bardini Responder

      Se optassem pela Taurus iriam fechar a Imbel... Rsrs

      O fuzil da Taurus em aparência, funcionalidade e acabamento da um banho nesse IA2. E tem um apoio na frente do carregador, desenvolvido especialmente visando a doutrina de emprego do exército.

    • 06/10/2015  1:34 by Carl Responder

      Pelo que sei o ART 5.56 foi considerado inadequado pelo fabricante e teve seu interior modificado, por fora pode ser um ART mas por dentro é um M-16, sim isso mesmo interior de M-16. Nenhuma novidade, nenhuma tecnologia alienígena.Já o IA-2 é um fuzil conforme o que o exército pediu, uma vez terminado passou pelos testes e se caracteriza como uma arma de boa precisão, confiável e de fácil manutenção (talvez a de manutenção mais simples do mundo).

    • 06/10/2015  8:05 by Bardini Responder

      O IA2 foi o escolhido pelo exército, isso é um fato inegável, e talvez seja mais bruto e eficiente que o Fuzil da Tauros, mas o que quis dizer é que o FAT 556 era mais bem acabado, mais "funcional" e com uma melhor pegada, e se fores ver o preço do IA2, você também acharia ele mal acabado... Mas no frigir dos ovos, o que importa é o quanto cada um duraria nas mãos do exército, e se optaram pelo IA2 é por que tiveram seus motivos e devem-se ser respeitados, pois creio que houve algum profissionalismo durante a escolha...

      Até onde eu sei, o FAT 556 foi desenvolvido baseando-se no funcionamento do M4, que é uma Carabina. E não sobre a plataforma do M16, que é um Rifle. Existe uma certa diferença entre o funcionamento dos dois, assim como algumas diferenças internas.

      Se é a arma de manutenção mais simples do mundo ai eu já não sei se pode-se alegar isso... Tem muita arma boa no mercado.

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