O professor, engenheiro aeronáutico e aviador Wagner Farias da Rocha afirmou a que transferência de controle da Embraer para a Boeing está sendo apresentada ao público de forma irregular e alertou que se a transferência ocorrer dessa forma o Brasil vai perder a capacidade de projetar aviões, retroagindo ao estágio tecnológico que tinha na década de 1950.



“Esse ponto de vista estou apresentado por dever de consciência, como cidadão brasileiro, sem nenhum vínculo com qualquer organização pública ou privada”, afirmou o professor. Para Rocha, é preciso que, nesse processo, não se repita o “complexo de vira-lata” brasileiro, segundo o qual tudo que vem de fora é melhor.

Segundo ele, se o processo se concretizar, “o que vai sobrar” da Embraer não permitirá mais que a empresa desenvolva e fabrique aeronaves. Para o especialista, a solução seria estabelecer uma efetiva joint venture contratual e não societária, permitindo que cada empresa mantenha sua identidade, sem transferência de ativos.



 

25 Comments

 

  1. 14/01/2019  16:13 by Celso Responder

    Infelizmente e muito ruim de ler tyantos comentarios mediocres e enviezados. O conteudo tem uma dose absurda de uma certa ignorancia e atraso. Talvez seja por isso que aqui estamos debatendo o assunto. Qto a esse pseudo professor.....barrabas,....a profusao de adinhacoes que ele faz deveriam torna-lo o salvador do Brasil. Acredito aqui q ninguem tenha qualificacoes sequer para elaborar ou adentrar numa negociacao tao complexa quanto essa. Isso e outro nivel de outro universo que poucos conhecem ou sabem. Essa empresa nao e brasileira no sentido capital, a muito tempo ela e privada e sujeita as leis do mercado.. Vamos parar de escrever tantas bobagens, que tal serem mais criativos voces mesmos e fundarem uma empresa voltada a construcao de aeronaves ao inves de tentar criar ambiente negativo. Chega dessa baboseira nacionalista e vamos a luta no bom sentido. Vamos criar condicoes para a livre iniciativa ea longe das amarrras dessa policalhaa que tudo faz para manter o povo ignaro e inutil. arghhhhhhhhhhhhh. Parabens ao Esteves por sua visao mais realista , infelizmente ou nao, aindda restam poucos como ele. Sds

  2. 13/01/2019  18:11 by Esteves Responder

    Vale 15 e levam por 4. Não parece ser bom. A Boeing deve valer 100. Eles venderiam por 30? Eu ofereceria 50 só pra irritar.

    Nitidamente, penso eu, a Embraer entra em alguns mercados. Mas não entra nos bons mercados militares que estão reservados a países como França, Itália, EUA. O mercado que interessa hoje é a China que fechou a porta na cara da Embraer.

    É o mesmo problema da Engesa. Foi até aonde deu. E de outras empresas nacionais compradas por concorrentes maiores. Quem reclamou quando a Nestlé comprou a Garoto e a Lacta? Ou quando os françeses levaram Casas Bahia, Ponto Frio e Pão de Açúcar? Ou quando vendemos todo o setor leiteiro para outros franceses? O setor de bricolagem é também francês. Quem reclama do LeRoyMerlin? E do Atacadao? do Assai?

    Professor, doutor, engenheiro, aviador, palestrante, convidado, patrocinado e chato. Porque se fosse pertinente teria subido no palco no momento certo. Porque se interessado estivesse em apresentar motivos sólidos teria estado dentro das comissões nos momentos da decisão.

    Oportunidade. Oportunista. Mais um. Como afirmou o presidente do STF, passou da hora do STF retomar as suas obrigações constitucionais e deixar a política. Política é coisa pública. A Embraer é empresa privada.

    Culpar o presidente porque os ativos brasileiros seguem com baixo valor...o que fizemos com todo o dinheiro das privatizações das Teles, das rodovias, e do setor de energia?
    Como fazer para recuperar uma economia que tem sido devastada por economistas como a recente desoneração da folha de pagamento que retirou 400 bilhões dos cofres públicos? Ou a renúncia fiscal da redução do IPI que sumiu com 150 bilhões de reais?

    O que tento dizer é que tem muito assunto de interesse público nesse país. Mais de 200 estatais. Tem estatal que produz camisinha. Tem estatal pra vender viagra. Tem até cartório postal.

    A Embraer é boa de custos de montagem. Mas não entra em qualquer mercado. Poderia entrar em mercados maiores se conseguisse montar aviões maiores. Poderia faturar mais. Quem sabe como estará o mercado aeronáutico daqui a 30 anos?

    Mas a vida não é assim. Os padeiros que segurem suas padarias antes que se transformem em pastelarias.

    • 15/01/2019  11:40 by Hélio Responder

      Muito interessante essa equiparação estratégica entre o Kc-390, o Super Tucano e o AMX, entre outros, com o batom garoto...

  3. 13/01/2019  12:47 by Daniel Salotto Responder

    Infelizmente já era, perdemos a Embraer. E não há mais talvez o que fazer, infelizmente. Este novo governo parece entreguista

  4. 13/01/2019  12:21 by Athos Responder

    Em futuro próximo a aviação será feita de pequenos aparelhos, não necessariamente aviões e helicópteros.
    A embraer que fica( defesa e executiva ) poderia entrar no ramos de fabricação de automóveis elétricos e híbridos (marca nacional reconhecida internacionalmente), "carros" voadores com ou sem "piloto", aviões supersônicos até 65 passageiros, robôs humanóides , drones, além de manter os demais segmentos das empresas do grupo.
    Com a inteligencia artificial estradas aéreas serão criadas e filas destes carros voadores tomarão as cidades de todos os portes em um transito constante sem colisões e acidentes.

  5. 12/01/2019  21:59 by Kommander Responder

    Professor, engenheiro, aviador... Mas quem é Wagner Farias perto dos comentaristas especializados presentes no site?

  6. 12/01/2019  19:07 by Esteves Responder

    Uma questão de opinião.

    As partes envolvidas (empresas e sócios das empresas) querem, recomendam e assinam. O assunto é velho. Se deveria ter acontecido fato relevante que tornasse o negócio lesivo ou tolo, não ocorreu. Não surgiu. O que prevaleceu foi a vontade dos donos.

    Por que qualquer governo deve usar uma ação dos anos 1970? Quando foi que a Golden Share serviu a um propósito social e público? Quando foi utilizada para garantir direitos supostos do estado? Por que um chefe de estado deve impedir a venda de uma empresa privada?

    Há conteúdo suficiente na internet para formar a opinião de quem é contra e de quem é a favor. Arrisco a escrever que após algumas horas de leitura é possível até fazer uma palestrazinha. E cobrar alguns trocados. É pra isso que serve a internet.

    Quando o assunto estava nas comissões, nas discussões, nos congressos, nas assembleias, nas empresas, nos governos, nos ministérios, não teve palestrante vendendo palestra ou em audiência.

    Zas! Raft! Pow! Zig! Eis que surge no STF, o qual segundo o próprio presidente, tem a missão única de resguardar a constituição, um palestrante. Quer competir com os poderes eleitos. Há ações aguardando a decisão do STF por décadas. Mas o STF atende pelo rótulo, não pelo conteúdo.

    Na minha opinião tá barato. Deveria vir acompanhada de outras ações para garantir negócios e abertura de mercados. Vendas. A Embraer está vendendo jato regional. O restante do portfólio está encalhado. Como o KC390. Na opinião do vizinho, já vai tarde. Bota outra no lugar.

    O presidente é um militar reformado. Faz continências às bandeiras, às autoridades, aos representantes dos governos. Um dos ex teria dificuldades já que falta dedo e não se podia garantir que a outra mão não estava metida em algo ilícito.

    A missão de um presidente é tomar conta de seu povo. Governar pelo bem da população. Gerir o bem estar. Trazer políticas que garantam renda e grana no bolso. Atrair investimentos para empregar e alimentar os brasileiros. Não é missão de presidente se meter em negócio privado. Goldenshare...anos 1970...Margaret Tatcher...partido conservador inglês...tudo moderninho. Bem atual. A China passeando na Lua, a Índia construindo porta-aviões, os americanos usando o raio da morte, os russos superpotências astronomicamente absolutas comendo caviar...e o Brasil olhando os anos 1970.

    Tá tudo certo.

  7. 12/01/2019  13:54 by Kemen Responder

    Falou e falou certo na minha opinião, Wagner tem consciência do que vai ocorrer com a aviação comercial da Embraer, PODE até vender mais o que já desenvolveu (ou não) mas da forma como esta a "joint venture" a Boeing domina por completo a empresa e novos projetos podem ser vetados ou determinar como devem ser pela Boeing, tem mais, engenheiros, gerentes e diretores norte americanos ao longo do tempo substituiram os brasileiros, quem duvida ? Adeus emprego na Embraer aos profissionais formados pelo ITA e pelas universidades brasileiras, todavia resta um consolo tem outras empresas...até serem vendidas!

    • 12/01/2019  18:22 by Jose Augusto Pimentel Responder

      Um professor merecer respeito mas talvez esteja politicamente influenciado! Como não é Professor de Negocios e não tem experiêm dirigir empresas justifica seu pensar. Por que ele não apresenta um plano de futuro para a Embraer sem a Boeing? O mundo da interdependencia é cada vez mais real; o isolacionismo ou nacionalismo são movimentos que a Historia mostrou que não funcionam.
      Com a Boeing o Brazil vai ter acesso a oportunidades de mostrar seu potencial criativo/talento e criar mais produtos e tecnologias. Bom para o Brasil e bom para os Brasileiros.

      • 13/01/2019  11:54 by Kemen Responder

        Tudo isso com a Embraer tendo 20 % de participação na "joint venture" ??

  8. 12/01/2019  12:45 by Marcelino Responder

    Negócio lesa Pátria, deveria ser esquadrinhado com diligência e melhorado .

  9. 12/01/2019  6:53 by Sérgio Cintra Responder

    É isso que dá ficar mamando. Quando a "teta" sai é um chororo só!
    Ao invés de ficar "esperniando", arregaça a manga e vai a luta!
    Faça um projeto - mostre a capacidade de fazer-, corra atras de recursos - mostre a capacidade de empreender-, produza e mantenha a sua criação respirando - mostre a capacidade de vender.
    Tivemos e temos vários exemplos de empreendedores privados que fizeram e fazem sucesso.
    A capacidade criativa esta no ser que pensa, age e trabalha e infelizmente tivemos um ciclo de formação que produziu muitos críticos sociológicos e pouca ação.

  10. 12/01/2019  0:31 by Wolfpack Responder

    Discordo. Será criada uma empresa para cuidar da aviação regional, e esta estará dominada pela Boeing, sendo 20% da ações ficando nas mãos da Embraer. A Embraer permanece com as divisões de Defesa e Executiva. Nos moldes que ocorreu com a Bombardier. A Embraer poderá contonuar a porjetar e desenvolver aeronaves com número de assentos reduzidos até 50 assentos. Inclua-se turbo-helices. Nossa capacidade em projetar e desenvolver aeronaves estará mantida. O que é preocupante são os valores. USD 5 bilhões é uma merreca. Fica a pergunta, a Embraer manteria esse sucesso sem esta fusão? Num primeiro momento sim, mas estaria em situação complicada se a Boeing resolvesse entrar neste mercado.

  11. 11/01/2019  22:26 by Flavio Costa Responder

    ....
    O que esperar de alguém que bate continência para a bandeira dos EUA ?
    O .... está a serviço dos gringos do Norte e a missão dele é transformar o Brasil em uma Não Colônia Americana.
    Na trilha desse descaminho descobrimos generais que são nacionalistas só no discurso se aliando a esse entreguismo deslavado.

    Tristes brasileiros que nele votaram (e ainda há os que hoje ainda o apoiam). Vamos regredir aos anos 50

    MODERAÇÃO: Flávio, no que pese não gostar do Presidente Bolsonaro, solicitamos que quando se referir ao mesmo o faça com respeito, observando o item 5 das nossas regras de condutas. Contamos com a sua colaboração.

  12. 11/01/2019  20:23 by José Responder

    O Brasil deixará de projetar, desenvolver e construir os seus próprios aviões tanto civis como militares, seremos um País definitivamente dominado pelos EUA! Seremos colônia dependendo e dominada pelos EUA, e isso graças ao Bolsonaro. Chega a dá vergonha de ser Brasileiro por essa atitude entreguista desse governo.
    Se isso acontecer o Brasil deixará de ser uma Nação soberana.

    • 12/01/2019  6:25 by Leonardo Costa da Fonte Responder

      Dominado pelos EUA? Mais de 90% dos produtos empregados nos aviões da Embraer, incluindo o alumínio aeronático, vem dos EUA. Onde está a indendência? Entendo a importância de projetar e integrar tecnologias e produtos fabricados por diferentes países, para formar os aviões da Embraer... Mas o conceito antigo, de autosuficiência, nacionalismo e independência, está mais do que ultrapassado. Apenas EUA, Russia e talvez a China, consigam produzir integralmente uma aeronave. Mesmo a Rússia, com seu Sukhoy 100 superjet teve que incluir componentes americanos no seu avião. Portanto, eles também não são completamente independentes...O mundo mudou. Precisamos nos adaptar aos novos cenários e aprender a tirar proveito disso.

    • 12/01/2019  10:38 by EricWolff Responder

      Graças a Deus colônia americana!!!! (Adoro porto rico por isso, senão seriam uma cuba)
      Pq foi f.... Ser colônia bolivariana-cubana, só faltou voltarmos a viver em árvores!

      • 12/01/2019  17:53 by Kemen Responder

        Colega, em parte concordo que não temos que ser colonia de ninguém, mas va para territorio norte americano (não do estado associado Porto Rico) e diga que é porto riquenho ou mesmo diga que é brasileiro e tratarão você chamando-o de hispanico ! Legal não ???

  13. 11/01/2019  19:51 by Sebastião Moraes Junior Responder

    É necessário muita ideologia para afirmar que a Embraer, empresa privada, não terá capacidade de desenvolver e fabricar uma aeronave após fusão com Boeing. Vejamos:
    1- Como posso efetuar uma afirmação sem ter conhecimento dos detalhes da transação;
    2- Parte do principio que as áreas militares/executivas não produzirão novas aeronaves;
    3- Acionistas/executivos não venderiam parte da empresa para ficar com outra sem capacidade técnica de desenvolver novos produtos, não seriam investidores/empresários;
    4- Não tenho informação que a Embraer não poderá desenvolver uma nova linha de aviões comerciais, turbo-hélice por exemplo.

    • 11/01/2019  23:28 by Tiago Silva Responder

      Caro Sebastião.

      As nuances desta negociação nunca vamos saber por completo, mas o que posso te dize respondendo a sua pergunta de número "4" é que para a Embraer desenvolver uma nova aeronave regional sim a mesma terá que ter o aval da Boeing já que a gigante norte-americana dominará justamente esta parte e que é a mais rentável.

  14. 11/01/2019  19:32 by Guacamole Responder

    Poxa, mas vai me dizer isso agora, aos 45 do segundo tempo?
    Realisticamente, não sei se há mais tempo de parar isso.

    Negócio é ver o que acontece e se der errado, investir na Novaer.

  15. 11/01/2019  19:25 by Larri Gonçalves Responder

    Parabéns ao Profº. Engº. Aer. Wagner Farias da Rocha pelos seus esclarecimentos para nós, mas infelizmente a situação está perdida, pois após a pulverização do capital da EMBRAER o controle acionário caiu nas mãos de estrangeiros, e aí foi o começo do fim de uma empresa brasileira como tal; hoje em dia me questiono sobre a necessidade de privatização de empresas estratégicas, tais como a EMBRAER, quando essas alcançam a excelência são entregues a grandes empresas internacionais, e ai adeus, o que posso dizer que é lamentável. Talvez esse país nasceu mesmo para produzir grãos, carnes, e fornecer ao mundo desenvolvido matéria prima básica (minérios, etc...), mão de obra barata. Nós devemos fazer uma auto-analise para ver o que acontece conosco como povo, antes de investir em tecnologia de ponta, para depois entregarmos aos estrangeiros, porque temos medo de competir, essa é a verdade.

    • 12/01/2019  10:42 by EricWolff Responder

      Nessa auto-analise q vc propõe, muita gente vai chegar a conclusão, assim como eu, q o ploblema ( q começou lá pelos anos 1500): é a terra certa, com o povo errado!

  16. 11/01/2019  16:49 by Augusto Responder

    Finalmente apareceu alguém com bom senso.

    • 11/01/2019  18:35 by Sinesius Responder

      Há muitas outras pessoas do bem como este senhor. O problema é que quando os bons se calam o mal prevalece.

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