O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) iniciou, no mês de julho, os voos de certificação da integração do míssil AM39 EXOCET no helicóptero H225M, operado pela Marinha do Brasil. O objetivo é avaliar o desempenho dos sistemas que foram integrados e as qualidades de voo e de pilotagem da aeronave H225M com o míssil instalado.

Os voos aconteceram nas instalações da Helibras, localizada na cidade de Itajubá (MG), realizados em conjunto entre as tripulações da Helibras, do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV).

“O processo de certificação da integração do míssil EXOCET, quando finalizado, garantirá a segurança para a aeronave e comprovará o cumprimento dos requisitos de desempenho operacional da aeronave e dos sistemas embarcados para a eficaz operação do míssil”, afirmou o Capitão de Corveta Rafael Gonzáles, Engenheiro formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), responsável pelo processo de certificação da versão naval do H-225M.

O EXOCET é um míssil antinavio de construção francesa, fabricado pela empresa MBDA, largamente empregado no mundo.

O processo de certificação é coordenado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) por meio do IFI com a participação do IPEV. A equipe de ensaio do IPEV foi composta pelo Major Aviador Bruno Roque Teixeira e pelo Tenente Engenheiro Luís Gustavo Leandro de Paula; já o IFI foi representado pelo Capitão Engenheiro João Otávio Falcão Arantes Filho.

FONTE: FAB

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5 Comments

 

  1. 22/08/2017  13:11 by Juarez Responder

    Sim pagamos, mas nao precisaríamos pagar de novo para trocar por um vetor cujo projeto remonta daqueles tempos e que vai cumprir exatamente a mesma missão, custando a bagatela de quase 58 milhões de Euros, lançando o mesmo míssil.
    E ainda, vai ficar limitado, e anota Wiltgen, no primeiro caturro do navio o radar vai ficar em P. Está a uns 15 cm de vão livre somente.Vai ficar limitado porque a anv está com limitações impostas pelo fabricante que neste modelo específico com payloado maior vão ficar mais críticas.

    • 22/08/2017  16:02 by Guilherme Wiltgen Responder

      Juarez,
      Não existe bônus sem ônus!
      O AH-15A não tem comparativos com o SH-3, só a suíte de guerra ASuW é muito superior...
      Com relação ao radome do radar, estranho que o do Seahawk fica muito mais próximo do convoo que o do AH-15A e, mesmo assim, não é impeditivo...
      Vamos aguardar para ver como vai se comportar nos testes embarcados...
      Abs,

  2. 21/08/2017  20:57 by Juarez Responder

    Sim, é uma coisa fantástica, estamos fazendo agora e pagando, por uma missão que já fazíamos a 30 anos atrás com o binômio Sea King x AM39.
    Coisa de"gênios e de sumidades"....

    • 22/08/2017  9:26 by Guilherme Wiltgen Responder

      Juarez,
      O Sea King já não voa mais na MB e com certeza, alguém lá atrás também pagou para ele poder lançar também...
      Abs,

  3. 21/08/2017  12:01 by Wellington Góes Responder

    Este é um passo interessante à FAB. Isto ajudará na criação de expertise para futuras integrações e na continuidade de desenvolvimento da família MAN nacional. Facilitando assim os trabalhos de uma versão ar-sup do MAN em aeronaves da FAB e da MB.

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