A campanha de certificação do míssil de treinamento Python-4 está sendo realizada em Canoas (RS). O armamento será integrado aos caças F-5EM da Força Aérea Brasileira (FAB). A campanha, denominada Operação Python, começou em março e termina no dia 6 de junho.

As atividades são desenvolvidas pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em conjunto com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Fomento Industrial (IFI) e Instituto de Pesquisa e Ensaios em Voo (IPEV).

“A preparação para a campanha de ensaios envolveu várias análises e relatórios técnicos, abordando os aspectos aerodinâmico, aeroelástico e estrutural do míssil acoplado ao caça”, afirma o Coronel Aviador Carlos Afonso Mesquita de Araújo, coordenador da Operação Python.

Como são feitos os testes

O novo míssil de treinamento Python-4 fica conectado à aeronave o tempo todo, mas não é lançado. Contudo, possui características físicas próximas à do míssil real, além do sistema ativo de busca e apontamento de alvos por meio da radiação infravermelha emitida principalmente pela turbina da aeronave “inimiga”. Dessa maneira, os pilotos conseguem realizar treinamento de combate aéreo mais próximo da realidade, incluindo a informação de que o alvo se encontra ao alcance do armamento.

Os voos de ensaios servem para avaliar o desempenho da aeronave em situações mais críticas das fases de decolagem, subida, cruzeiro, combate, descida e pouso, além de verificar a integridade estrutural da aeronave F-5EM.

Fonte: DCTA
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Raquel Sigaud
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9 Comments

 

  1. 17/05/2017  2:04 by Gabriel Oliveira

    Acho que deveriam buscar integrar ele ao Grippen isso sim o F-5 só tem mais alguns anos.

  2. 17/05/2017  8:19 by Macho alfa

    Tem que ter e treinamento de campo real nao podemos comparar uma cousa tao seria. Ja basta ta ensinando o e.u.a para que nos proximos anos eles ja estejam ensinando o seu exercito americano.pra falar a verdade nao e so eles sao varios outros que nao vou nem citar. Onde ja se viu ensinar formas de defesa interna pra outros paises. Isso e traicao de primeiro grau. Selva

  3. 17/05/2017  10:26 by Celso

    Gabriel, com toda a certeza se tiver q integrar algum missil ao Gripenn, c certeza nessa categoria sera o Pyton 5 pois o 4 ja esta integrado ao Gripenn c Sds

  4. 17/05/2017  12:07 by Gabriel oliveira

    Interessante Celso .Por falar nisso seria interessante uma matéria a respeito dos armamentos do Grippen aqui.

  5. 17/05/2017  17:25 by Pablo

    Pessoal do DAN poderia fazer uma matéria sobre o desempenho do Super Tucano no Afeganistão desde que começaram a ser empregados a um ano atrás?

  6. 18/05/2017  14:46 by Flanker

    O míssil Python 4 já está integrado nos F-5M. O que estão certificando agora é a versão de treinamento desse míssil. E tanto o Python 4 como o 5 já estão integrados nas versões C e D do Gripen. Daí a serem integrados nos E/F é basicamente mais simples, pois o desempenho aerodinâmico dos C/D e dos E/F deverá ser praticamente idêntico.

  7. 18/05/2017  23:32 by Juarez

    Flanker, integrar é fácil, agora, como devem ter comportamento aerodinâmicos diferentes, Gripen C/D e NG, serão necessários ensaios estáticos e em diferentes padrões de voo para homologar a família P IV e V no NG. A Força Aérea Sueca fará a homologação dos Iris T e a FAB se valerá destes ensaios para inicialmente usa-lo com arma padrão curto alcance ar ar até se ver como vai ficar a novela A Darter.

    G abraço

  8. 19/05/2017  0:21 by Mf

    Até o inicio da década de 2000 a FAB possuía 120 misseis Pyton III e 44 misseis AA-1 Piranha, voltados para equipar os F-5E e Mirage III.

    Posteriormente com a chegada do Mirage 2000C que operamos entre 2008 e 2013 vieram também 10 misseis R-530D, nosso primeiro BVR, e 22 misseis Magic II, depois com a desativação dos caças franceses não sei o q houve com estes misseis.

    Com a modernização dos F-5 foram comprados misseis Derby, cerca de 38 misseis, mas segundo o SIPRI seriam 200, o que acho muito exagerado.

    Mais adiante compraram o Pyton 4, mas a quantidade não é conhecida. Recentemente compraram 10 misseis A-DARTER e 10 misseis IRIS-T para equipar os primeiros Gripen NG.

    A dúvida que fica, quantos misseis ar-ar tem a FAB em condições de uso no presente, não adianta ter caças e não ter garras para por neles.

    Só o Chile sei que comprou 84 Derby, 84 Pyton 4, e um número não conhecido de AIM-120 e Pyton 5, estão muito melhores que nós que aparentemente ainda usamos majoritariamente misseis de terceira geração e eles tão na 4 e 5 geração.

    Em relação ao Piranha é bom observar que a FAB comprou 44 unidades e 25 misseis foram vendidos para Colombia junto os Super Tucanos que este país comprou. Depois desenvolvemos o Piranha II, mas já tamos comprando o A-DARTER, e nenhuma compra do Piranha II ou exportação foi feita, depois de anos de desenvolvimento.

    Pelo que sei a validade de um missel desses é de 5 anos, podendo o mesmo ser recondicionado e ter a vida útil estendida.

  9. 19/05/2017  9:42 by Flanker

    Sim, Juarez, concordo. O que eu disse é que é mais simples partir da homolgação que já existe para os C/D do que partir do zero. E entendo tb que haverão mudanças nos desempenhos aerodinâmicos entre uma versão e outra do Gripen, mas no geral, acredito que não serão de grande monta. Isso, levando em conta o que vc disse sobre o Iris-T e A-Darter, pois se a FAB optar por esses, e levando em conta a vida útil restante nos Python, talvez esses nem sejam integrados nos Gripen fabianos. Mas vamos aguardar.
    Um abraço.

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