Por Aspirante Cristiane dos Santos

A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu nesta sexta-feira, 16 de junho, nova aeronave SC-105 Amazonas equipada para busca e salvamento. A cerimônia de entrega ocorreu na fábrica da Airbus, em Sevilha, na Espanha, e contou com a presença do Ministro de Defesa, Raul Jungmann, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, além de militares que serão os responsáveis pelo deslocamento do avião para o Brasil.

Após esta entrega, a aeronave participará da feira internacional Le Bourget, em Paris, e, em seguida, fará um tour de demonstrações por países da Ásia e América do Norte, como Japão, Coreia do Sul, EUA e Canadá. A aeronave será operada pelo Esquadrão Pelicano (2º/10º GAv), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS).

Segundo o gerente do projeto na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela aquisição de aeronaves na FAB, Major Aviador Fabio Affonso da Silva, receber o avião é a consagração de todo um trabalho. “É gratificante entregar ao operador exatamente o que foi pensado e atingir todos os resultados. É o coroamento de todo o nosso esforço, ainda mais quando vemos uma tripulação preparada – e que participou de treinamentos para tal – podendo decolar com um avião destes”, ressalta.

O Major Aviador Leonardo Machado Guimarães, chefe de operações do 2º/10º GAv, afirma que a nova aeronave representa um novo passo para a atividade do Esquadrão Pelicano. “Esta é uma aeronave planejada, customizada inteiramente para a missão, com um aparato de novas tecnologias, que vão com certeza aumentar a operacionalidade da unidade”.

Diferencial – Dentre os equipamentos a bordo da nova aeronave, três itens farão total diferença na operação, atualmente restrita à visual: radar com abertura sintética, imageamento por infravermelho e integração de sistemas.

O radar tem capacidade de monitorar em 360 graus e simultaneamente até 640 alvos em um raio de 200NM (370 km). Pode detectar alvos tão pequenos quanto um bote e acompanhá-los em movimento na superfície com até 75kts (139 km/h). Além disso, pode captar imagens com resolução de até um metro quadrado dentro de uma área de 2,5km x 2,5km.

O sistema eletro-óptico infravermelho, que permitirá operação 24 horas, tem a versão mais recente da câmera FLIR (Forward Looking Infra-Red). Além de registrar imagens coloridas, pode aproximá-la em 18 vezes e operar em ambiente de baixa luminosidade. O modo de operação em que o sensor de infravermelho é usado conta ainda com zoom de 71 vezes e funciona detectando o contraste termal, ou seja, por diferença de temperatura. Ele consegue gerar uma imagem independente de luz ambiente. O sistema pode gravar até 6 horas de imagens.

Fonte: Agência Força Aérea

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8 Comments

 

  1. 16/06/2017  16:43 by Celso

    Afinal, qtas dessas aeronaves foram adquiridas.....2 ou 3..............ainda assim acredito q sao poucas.

  2. 16/06/2017  16:47 by Luiz Padilha

    2

  3. 16/06/2017  17:28 by Tomcat3.7

    Com a entrada do Kc em operação acredito que se terá um aumento na quantidade de aeronaves a desempenhar esta função, fora que já há um kit que transforma o C-295 (do qual a Fab já opera 12) em aeronave apta ao SAR e se não me engano a Fab estava usando justamente esta adaptação .

  4. 16/06/2017  18:12 by Marcos Andrey

    São duas com opção para mais uma!!!!

  5. 16/06/2017  18:40 by Adriano Madureira

    Tudo no Brasil é adquirido em poucas unidades Celso,seja no caso dessa aeronave,dos Gripen e dos mísseis Harpoon e Penguins...

  6. 17/06/2017  13:11 by Renato

    São poucas?
    Afinal de contas quantos desastres e buscam ocorrem no Brasil?
    Não há dinheiro para nada.
    Não faz sentido ter 20 aeronaves de busca, 20 de transporte, etc.
    Acredito que cada país deve se adequar a seu próprio orçamento.

  7. 17/06/2017  17:17 by Celso

    Prezado Renato, a pergunta q fiz e comentario tem precedencia sim. Eh fato q qto ao tipo da aeronave, quem tem 1 nao tem nada, 2 onde geralmente 1 esta disponivel 100 % e a outra por razoes obvias via de regra estara indisponivel, qdo muito em menos de 70 % dos momentos possiveis. Vc esquece q essas aeronaves irao atender nao so a vastidao terrestre do Brasil mas tbm por compromisso internacional a uma extensao enorme do Atlantico Sul. Sabe em valores de KM 2 estamos falando aqui.........OK, vc podera atentar q tbm temos os demais c 295 alem no caso Atlantico os P 3...porem......mas somente essas aeronaves estao 100 % aptas a esse tipo de operacao.....certo. Mais uma coisa, se vc obserar bem o dia a dia , ano inteiro, chegara a conclusao q temos sim desastres de todas as matizes ano inteiro, ate mesmo a queda de um pequeno monomotor , heli , inundacoes, desmoronamentos etc......embarcacoes perdidas no mar, ....nao pense q eh pouca coisa nao.. Concluindo, aeronave especializada como essa seriam ao menos 6, mas percebo uma tendencia do comando da FAB a avancar em certos assuntos c mais calma e paciencia e principalmente, recuperar a doutrina q estava em pedacos.. Sds

  8. 19/06/2017  15:36 by Gilberto Rezende

    Aeronaves não são contadas pelo número de desastres e sim pelo TERRITÓRIO que tem de cobrir.
    Duas ou Três aeronaves são SIM muito poucas tanto pela área costeira brasileira e pelo FATO que sempre há períodos de manutenção de aeronaves.
    Dinheiro há e com sobras o que não há é prioridade de atender as necessidades do país e da sua população.

    O que interessa ao desgoverno Temer e ao seu Congresso Caixa 2 é atender as necessidades escravagistas dos empresários brazileiros, alimentar a fome insaciável e "jurada" dos bancos financiadores do "esquema" brasileiro e ao Capital Internacional...

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