O primeiro caça Rafale da Força Aérea do Qatar ficou pronto. Pela imagem, o caça está com um novo padrão de pintura, bastante interessante.

Este é o primeiro de 24 caças Rafale fabricados pela Dassault, num contrato de € 6,7 bilhões (US $ 7,5 bilhões).

 

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13 Comments

 

  1. 16/02/2017  14:50 by Tamandaré

    US$ 7,5 bi só por 24 caças??? Deus do céu.... O.o

  2. 16/02/2017  16:52 by Wellington Góes

    Tamandaré, o contrato contempla, além das 24 aeronaves, o treinamento de 36 pilotos e 100 mecânicos (ao que parece a manutenção também está inclusa por um período de 5 anos), além dos seguintes armamentos:

    60 Exocet
    140 SCALP
    300 AASM
    150 Mica IR
    150 Mica EM
    160 Meteor

    Detalhe, um ano após a assinatura do contrato, a primeira aeronave já está sendo entregue.

    Claro que você está querendo, com este comentário, validar a seleção do Gripen NG, mas daí eu te pergunto, como está o projeto, já voou pelo ao menos?!

    Amigo, quem quer ter força aérea de verdade, investe em algo que preste e não em brinquedinho faz de conta. O Gripen, na melhor das hipóteses, é para complemento de frota. Como a FAB é uma força aérea de treinamento, está de bom tamanho, afinal, assim como a MB, prefere gastar nosso dinheiro com as filhotas sexagenárias.

  3. 16/02/2017  17:14 by Tamandaré

    Wellington, não me compreenda mal. Eu apenas me espantei com os valores! kkkk até porque meu caça preferido do FX-2, na emoção mesmo, sempre foi o Rafale. A Dassault sabe fazer aviões de combate como ninguém. Mas o preço.... :( Então, meu lado racional sempre preferiu o SH ou o Gripen. Mas meu comentário não se deu nesse sentido. Foi só um comentário solto mesmo, sem outras interpretações. Apenas me assustei com o valor de cada unidade, fazendo uma "continha de supermercado" bem básica! hehehe

    Mas voltando ao tema, você acha que o pacote vale o preço que foi pago? Eu ainda assim estou achando meio salgado... mas minha opinião não vale muito, eu sou apenas um leigo curioso... ;)

    Tenha uma boa tarde, meu caro!

  4. 16/02/2017  18:15 by Celso

    Wellington........acho q nao foi bem assim nao......estes cacas sairam da linha de producao justamente dos q iriam para a propria forca aerea da Franca e a Dassault deu um baita suspiro, pois a sua linha estava bem natimorta por falta de mais encomendas francesas ou pelo esticamento dos prazos . Nao houve nenhuma programacao excepcional pois a linha ja estava programada para estas entregas a Franca., so q em ritimo bem mais lento....cerca de 6 a 8 entregas por ano a serem confirmadas. Porem tbm acredito q algumas destas aeronaves ja em fase final, foram tbm entregues ao Egito ou daquelas ja em uso pela franca q foram revisadas para cumprir contrato e prazo. Estes valores declarados sao muito suspeitos tbm e qto a isso, toda e qualquer informacao merece um baita desconto ou acrescimo....so vendo e lendo o contrato.Outra coisa, q ojeriza eh esta em relacao ao Gripenn....sua comparacao nao encontra respaldo nem argumentos validos. Nao confunda alhos c bugalhos.

  5. 16/02/2017  21:42 by Pablo

    Rafale é um ótimo avião, mas a maioria do seu armamento é frances, se não comprar as armas francesas ele é praticamente inútil, coisa que até onde sei, não acontece com o Gripen.

  6. 16/02/2017  22:20 by Leonardo Rodrigues

    Com oS grifos há vantagens e desvantagens. Assim eram os demais concorrentes. Como aqui a frota não voa por falta de grana (menos pra parlamentares e ministros é claro) o gripen foi a melhor opção. Como fã do Mirage e conseqüentemente do Rafale este era meu preferido, mas valeu o bom senso.

  7. 17/02/2017  0:19 by Flanker

    Wellington, 7,5 bilhões de dólares por 24 aeronaves. Se tirarmos 1,5 bilhão por conta dos armamentos e treinamento, sobram 6 bi, o que dá a módica conta de 250 milhões de dólares por unidade. E isso sem ToT (sendo que você adora essa sigla). O Gripen, que você desqualifica sem motivo razoável (e deixo claro que meu preferido era o Super Hornet) vai sair por 150 milhões de dólare a unidade, sendo que esse tem a famosa ToT, com aproximadamente a metade das unidades saindo da linha de montagem da Embraer. Ainda bem que não compramos o Rafale. Ele está mais caro que um F-35!
    Quanto às filhotas sexagenárias, as que recebem tem direito adquirido, garantido por lei. Entretanto, há mais de 10 anos que todo e qualquer militar que queira deixar pensão para filha precisa contribuir para isso, com descontos mensais de seu soldo, sendo feito os cálculos proporcionais. As filhas de militares que recebem, sendo que seus pais não contribuíram para isso, vão diminuir gradualmente com o passar dos anos, até não existirem mais.
    E digo e afirmo que, se tirar o valor da folha de pagamento de pessoal do orçamento do MD, não vai aumentar um centavo da verba destinada a aquisições, investimentos e custeio. O GF, independentemente de qual for, vai manter os investimentos nessas áreas nos mesmos patamares de hoje. Engana-se, e muito, quem acha que tirando o pagamento de pessoal do orçamento do MD sobraria mais dinheiro para aquisições e melhoria de equipamentos.

  8. 17/02/2017  10:52 by Wellington Góes

    Celso, em momento algum eu citei processo de entrega, abertura ou não na linha de produção e mesmo assim este não é o caso, pois todos fazem isto, inclusive FAB e Embraer já o fizeram em alguns contratos. Não há problema algum. A questão é fato, e o fato é a entrega com cerca de um ano de contrato, ponto. No mais, quanto a valores e o que vai ser entregue, isto também é fato e tudo isto é muito, muito superior a todo poderio militar brasileiro, seja em quantidade e especialmente em qualidade, atual ou futuro, ponto. Não há o que se igualar. Só em Meteor (160) é o mesmo valor que estamos pagando por meia dúzia de mísseis Irs-T, bombas Spice e designadores de alvos. É por isto que este contrato do Gripen está sob investigação do MPF e não é só dedo de político que está no meio.

    Até mais!!!

  9. 17/02/2017  11:12 by Wellington Góes

    Flanker, outro dia, em outro site, este assunto dos contratos no mundo foi tema de matéria, se mesmo assim tu ainda acredita que o F-35 é um caça mais barato do que caças como o Rafale, fique a vontade, distorça o que quiser das informações. Quem não tem compromisso com a verdade, faz isto. Aliás, naquela discussão tu nem apareces-te, por que será?!?!

    Sobre ToT, diferente de ti, tenho coerência nas minhas colocações e convicções, não fico pulando de galho em galho de acordo com a conveniência. O Qatar pode não querer, mas nós exigimos e como tal a Dassault ofertou. Quem não tem coerência é a própria FAB e o comandante Saito, pois um dos requisitos era que a aeronave estivesse operacional, daí eu pergunto, o Gripen E/F está operacional, aliás, ele sequer voou?! A resposta, por mais que tu e outros queiram tampar com a peneira, é um estrondoso NÃO. E sabe-se lá quando e por quanto sairá esta empreitada. É por isto que o MPF está no encalço dessa galera e não será políticos os envolvidos, espere e aguarde. Quem quer ter força aérea de verdade e não de brincadeirinha investe e investe pesado, senão fica igual à FAB do faz de conta. Respeito muito a instituição e muito dos seus profissionais, tenho amigos dentro, mas não sou leniente com coisas que acho equivocadas.

    Quanto ao "direito adquirido" das filhotas, sou e serei crítico desta palhaçada, tanto nesta questão quanto o que acontece com o legislativo e judiciário (especialmente neste), este questão é, inclusive, um dos temas do meu projeto de pesquisa para mestrado em Economia de Defesa na UnB, justamente para mostrar que gastamos mal e porcamente o nosso expressivo orçamento (sim, nosso orçamento não é nada pequeno, somos o 11° maior do mundo, a frente de muita gente graúda). Dos 1,5% do PIB, gastar metade disto com inativos (com quem não contribuiu com um único centavo sequer) é um despautério. Se tu achas normal, é porque só mostra quanto corporativista tu és.

    Até mais!!!

  10. 17/02/2017  12:23 by Wellington Góes

    *não será APENAS políticos envolvidos.

  11. 17/02/2017  17:49 by Flanker

    Wellington, sempre arrotando grandeza, se achando superior a qualquer um! Você é patético e digno de pena. E quem distorce a verdade é você. Pelos valores publicados, o Rafale é, sim, mais caro que um F-35! Nunca torci pelo Gripen, mas agora que foi o escolhido, torço para que seja o melhor para a FAB. Se há ilegalidades no processo, quero que todos os paguem, seja quem for. Mas qualquer coisa que você diga, não apaga o fato do Rafale ser uma aeronave caríssima de adquirir e operar. E repito, se tirar a folha de pagamento dos militares da rubrica do MD, a verba para custeio e investimento não vai aumentar um centavo sequer. Vai continuar a mesma. Ou você esquece que estamos no Brasil? O orçamento do MD só é grande por conta da folha de pagamento. É ilusório. Só não vê quem não quer! E quanto às filhas dos militares jã está mais que explicado, se você não tem capacidade de entender a culpa não é minha. Aliás, discutir com você é o mesmo que falar com uma parede.

  12. 18/02/2017  3:20 by Pedro Tavares Nicodemos Filho

    O GRIPEN E e o GRIPEN E/F BR acabam de receber uma boa noticia: Esperam aumentar a potencia e a durabilidade do motor GE F414, que viria a se chamar GE-414 EE(Enhaced Engine), isso pode aumentar o TBO(Time Between Overhauls = Tempo Entre Grandes Manutenções), e aumentar o desempenho do SUPER HORNET F-18, GRIPEN E e do GRIPEN E/F BR, o que vai significar que o caça terá mais velocidade, uma razão de subida maior, e provavelmente levará mais carga. Para a FAB é uma ótima notícia, e será uma notícia igualmente boa para a MB se a compra dos 2 porta-aviões e dos 24 caças GRIPEN E/F BR NAVAIS de cada um não demorar o que demororam os 2 programas FX-1 e FX-2, se passar muito tempo para isso vamos acabar usando um caça de 5ª geração, o que não sei se sairá muito mais caro, pois USA, COREIA DO SUL, CHINA, JAPÃO, SUECIA e agora a INDIA estão trabalhando nos próprios caças de 5ª geração, e se quiserem reduzir custos terão de usar OTSC = Of The Shelf Components = Componentes de Prateleira, copiar soluções já provadas, e exportar esses caças, mas todos eles irão competir com os custos em queda do F-35, que tem ao redor de 2.500 encomendas só da US AIR FORCE e MARINES, fora que já tem vários países que já compraram o F-35, mesmo o JAPÃO, que tem caça de 5ª geração já em testes. Para o Brasil, entrar para esse clube, afinal já compramos a transferência de tecnologia do GRIPEN E/F para poder projetar nossos próprios caças, o ideal é se associar a outro país, como já fizemos com a SUÉCIA. A COREIA DO SUL não queria se associar a ninguém e agora se encontra numa sinuca de bico, pois não sabe desenvolver motores e o radar de varredura passiva = AESA, e quem já tem essas tecnologias não quer repartir.

    No caso do RAFALE F3 ele tem o mal dos produtos franceses: são vendidos por mais do que valem. Basta você lembrar quando foi comprar um perfume de procedência francesa. Na realidade você está pagando horrores por conta do Marketing, os japoneses também fazem bons perfumes. Se você partir para os vinhos, compare, com as mesmas uvas os produtos chilenos e argentinos com franceses e italianos. O RAFALE é uma solução velha, de projeto canard, com uma assinatura no radar diminuída,IRST, HUD, GLASS COCKPIT, mísseis e armas francesas, e ESSE CAÇA NÃO TEM ARQUITETURA ABERTA COMO O GRIPEN, e o que vem a ser isso? É como o seu PC de torre, você compra peças de vários fabricantes, porque a construção é modular, e instala o LINUX, ENDLESS OS ou WINDOWS, ou se você seguir uma receita monta um HACKINTOSH, um PC que roda MAC OS 10.12.3. Isso é arquitetura aberta: você não fica preso a um único fabricante, ou a uma receita, como os HACKINTOSH, que simulam um Mac. Não dá para usar armas de terceiros no NORTHROP F-5, nem no SUPER HORNET, E NEM NO RAFALE F-3 … que pode ter qualidade, mas você só pode comprar da França! Com o GRIPEN e demais caças suecos sempre foram aeronaves com componentes de prateleira, não é a toa que a DENEL desenvolveu um míssil de 5ª geração para ele, que vai ser usado também no no caça europeu THYPHON(Sei lá se escrevi correto …). O Brasil vai co-produzir o A-DARTER e exportar ele, porque os sul-africanos são bons de mísseis, e temos um produto no estado da arte, A Apple está mais e mais fechando o cerco contra o consumidor, fazendo máquinas em que só ela tem os componentes, tornando os upgrades impossíveis porque os SSD são soldados na placa mãe, e as memórias RAM também, e com isso ela aproveitou para mais que triplicar seus preços no Brasil, e lá fora também subiu muito. Isso é arquitetura fechada: você só pode comprar daquele fornecedor, e não adianta se queixar do preço … A compra de um RAFALE F-3 ou de um F-18 SUPER HORNET ia nos deixar numa sinuca de bico, por isso que o GRIPEN C/D já era o favorito no FX-1 e continuou favorito no FX-2 com o GRIPEN E/F BR. Se você acha que estou falando uma coisa muito distante, experimente comprar uma CANNONDALE com suspensão LEFTY, ou uma bike da MOONDRAKER, ou uma bike da LOOK … você vai enterrar os 2 pés na jaca bonito, e não vá dizer que não foi avisado … você ficará preso aos 3 fabricantes de bicicleta, E NA REVENDA VAI PERDER MUITO DINHEIRO. A SAAB sabe o que faz, e sempre foi famosa nisso, de uns tempos para cá abriram a indústria de armas deles para a exportação, com arquitetura aberta, e baixos custos de aquisição e operação, com altos índices de disponibilidade. E não há como fazer melhor …

  13. 18/02/2017  20:21 by EDUARDO LOBO

    Obrigado pela aula, Pedro Tavares Filho! Isso explica muita coisa e bate com tudo o que eu já li nas diversas matérias a respeito do assunto nas revistas, além de outras postagens do tipo em diversos sites especializados na Internet. Já foi divulgado diversas vezes que a escolha pelo GRIPEN E/F, ou NG, efetuada pelos militares da F.A.B. foi absolutamente técnica e de total lisura. Tanto é que Lula, quando presidente, queria porque queria que o escolhido fosse o RAFALE e os militares não cederam um milímetro nas suas convicções mantendo o relatório final em prol do GRIFO NG. Quando ficou claro que tanto o preço de aquisição quanto de operação, o que era na verdade o grande calcanhar-de-achiles que se fazia ver no horizonte, mais do que a aquisição em si, eu, que sou totalmente leigo no assunto mas gosto de acompanhar tudo sobre militaria, comentei com a minha mulher "eu gosto do RAFALE mas os suecos vão vencer a concorrência do FX-2, o preço que os franceses puseram é alto demais para a F.A.B.". Ora, os militares brasileiros podem ser tudo, menos desonestos e incompetentes! Aliado a isso estava a aplicação didática sueca do conceito de "mão na massa", ou o de "aprender fazendo", na qual os brasileiros poderiam desenvolver o projeto de aperfeiçoamento do GRIPEN, pois ao contrário do que li acima, o jato já existia, sim mas o projeto de aperfeiçoamento dele é que foi o xis da questão e era o grande interesse dos técnicos da F.A.B. e demais empresas coligadas e engajadas no Programa FX-2. Todas as tecnologias mais prementes e atuais, com exceção de materiais compostos RAM, estão em uso no jato sueco, incluindo empuxo vetorado, além de armamento de última geração como o míssil METHEOR e o canhão alemão de 23 mm RHEIMETHALL. Se por um lado o GRIPEN E/F não tem a mesma autonomia de um jato da família Flanker por outra, estarão com o tempo distribuídos em bases aéreas do norte, do sul, de centro-oeste e do sudeste, e acho que futuramente até no nordeste, fechando os céus do país inteiro com cobertura aérea adequada. E até o mar terá tal cobertura. Então, acho que a aquisição foi muito bem pensada e planejada, pois de bobos os nossos oficiais aviadores não têm nada. Melhor para o Brasil! Apesar das críticas de uns e outros.

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