Por Guilherme Wiltgen e Luiz Padilha

A Airbus Helicopters alcançou uma importante participação de 39% de entregas de helicópteros na América Latina e Caribe, nos últimos cinco anos.

Para o VP da Airbus Helicopters para América Latina, Mesrob Karalekian, “os helicópteros da empresa, do monomotor H125 ao bimotor H225M, servem na maioria das Forças Armadas da região, no Exército, na Marinha ou na Aeronáutica, devido aos baixos custos de operação e ao excelente rendimento em condições de calor e altitude”.



       

Em seu stand, a Airbus Helicopters apresentou alguns dos seus principais produtos da linha leve como o H125, H130, H135, H145 e a aeronave corporativa H155.

Durante a Fidae, a Airbus entregou o primeiro H145 a entrar em operação  no Chile, para a empresa Ecocopter.

Mercado Militar

Para o setor militar, as Forças Armadas chilenas apresentaram as aeronaves da marca em uso hoje no Exército e na Marinha. No stand da Brigada de Aviación Ejército (BAVE), foram expostos dois H215M.

       

Uma das aeronaves estava configurada para combate, armada com metralhadoras .50 e 7.62mm, na janelas laterais, estava equipada com Supressor de Radiação Infravermelho (JDD – Jet Dilution Device), dispositivo instalado na saída de gases do motor com o objetivo de diminuir a assinatura térmica, FLIR e com dispenser de contramedidas Chaff/Flare.

O outro helicóptero estava configurado para operações militares com capacidade para efetuar EVAM, equipado com guincho de resgate e com o sistema Bambi-Bucket para combate a incêndio, mostrando toda a versatilidade dos helicópteros de médio porte.

A Armada do Chile também expôs suas aeronaves Airbus, mostrando o AS332L Super Puma configurado para  interdição marítima e armado com uma metralhadora lateral de 7,62mm.

       

Adquiridos em 2012, os quatro helicópteros são empregados em missões de busca e salvamento, exploração aeromarítima, apoio humanitário, ligação, transporte, inserção de forças especiais e lançamento de paraquedistas.



A Armada chilena também opera o AS332F1 Super Puma (SH-32), equipado com o radar Thompson CSF Varan, sonar de imersão Thomson Sintra, sonoboias e ESM Thompson CSF DR2000U. Esses helicópteros são empregados para guerra anti-superfície (ASuW) e anti-submarino (ASW), sendo armados com mísseis anti-navio AM-39 Exocet e torpedos Mk-46, respectivamente.

Outro helicóptero exposto era o AS365 Panther, utilizado para emprego geral, e quando embarcado nos navios da Armada, possui capacidade de realizar OTHT (Over The Horizon Targeting), sendo também empregado em funções de busca e resgate (SAR).

Helibras

Ao DAN, Julien Negrel, VP de Vendas & Marketing da Airbus Helicopters para América Latina, disse que a empresa vê um quadro de melhora para a unidade brasileira, que completa esse mês 40 anos no Brasil, e que apesar da redução do ritmo de entregas das aeronaves H225M para as Forças Armadas brasileiras, dentro do programa H-XBR, a empresa vai entregar esse ano a primeira unidade do H225M Naval da Marinha do Brasil, designado na Força Naval como AH-15B, este possui capacidade de lançar o míssil anti-navio Exocet. Essa aeronave é um bom exemplo da engenharia no estado da arte da Helibras, que também tem apoiado a sede da empresa em Marignane.

Junto ao Exército Brasileiro, continua o processo de modernização das aeronaves HM-1 Pantera e HA-1 Fennec, este último vai ser o primeiro helicóptero da Força Terrestre a receber o HMD (Helmet Mounted Display) e ter capacidade de lançar mísseis.

A empresa também continua as tratativas para um possível programa de modernização dos helicópteros Super Puma (UH-14) e Cougar (HM-3), da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro respectivamente.

A subsidiária brasileira também está focando no mercado de Oil & Gas, com as aeronaves H175 e H225, e no mercado civil, executivo e de segurança pública, com o H125 (Esquilo), o seu grande sucesso de vendas.

NOTA do EDITOR: O DAN agradece ao Sr. Julien Negrel, que nos recebeu no chalé da Airbus e as Sras. Gloria Illas (Airbus Helicopters-Corporate Communications, External Communications & Media Relations) e Carla Metne (Gerente de Comunicação da Helibras) que organizaram a nossa visita.



 

2 Comments

 

  1. 11/04/2018  22:08 by Juarez Responder

    Realmente, o lobby desta empresa não tem fim. Não tem que reformar coisa nenhuma, principalmente os UH 14, os famosos tortinhos da MB, famosos por ter que voar cabrados porque a bela engenharia de produto da Airbus os fez dobrar a cauda na marra.
    Quanto aos SP do EB, que leiloem de uma vez, pois já tem uma salda de fruta que chega, mal e porcamente conseguem voar com 35% da frota, dada as diversidades.

  2. 11/04/2018  18:49 by Tomcat3.7 Responder

    Realmente necessário a modernização dos Cougar e Super Pumas, máquinas excepcionais que ainda podem dar muito às forças.

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