No dia 12 de agosto, a Força Aérea Russa comemorou solenemente o seu Centenário, tendo sido dedicado a essa gloriosa data da aviação militar russa um programa de show grandioso na cidade de Jukovski, nos arredores de Moscou.

Durante dois dias, dezenas de milhares de espectadores tiveram a oportunidade de ver no ar e em terra os aviões históricos das épocas passadas e os poderosos aparelhos de combate modernos que equipam a atual Força Aérea da Rússia. A aviação militar russa percorreu um longo e atribulado caminho durante um século e hoje a Rússia é considerada de pleno direito como uma grande potência aeronáutica mundial. Mas tudo começou com os primeiros voos em aviões de fabrico estrangeiro, como refere o historiador da aviação Georgui Kumanev:

“Quando a Rússia se iniciou na construção de aviões, os primeiros modelos construidos eram estrangeiros, como o Farman, o Dux e outros. Já nesse período, quando a construção aeronáutica passava pela duplicação de modelos estrangeiros, surgiu a questão da necessidade de utilização para fins militares.”

O aparecimento da aviação introduziu sérias alterações no decorrer da Primeira Guerra Mundial. Foi tomada uma rápida decisão para usar os aviões em operações de combate, afirma o chefe de redação da revista Defesa Nacional (Natsionalnaya Oborona) Igor Korotchenko:

“Se tratava de missões de reconhecimento, de ataque ao solo com metralha e bombardeamento das posições inimigas e, o mais importante, de combate aéreo contra aviões inimigos. Nós não nos esquecemos que os primeiros aviadores russos se cobriram de glória eterna nas frentes de batalha da Primeira Guerra Mundial. Nós recordamos os nossos primeiros bombardeiros Ilya Muromets que, naquela época, eram um meio incontornável para desferir golpes em cidades e posições militares inimigas.”

Um lugar especial na história da viação é ocupado pela guerra da URSS contra a Alemanha nazista. Em menos de quatro anos os pilotos soviéticos conseguiram destruir a força aérea alemã, apesar de o início da guerra ter sido trágico. A escala do prejuízo sofrido pela aviação soviética nessa altura foi terrível. No entanto, depois da derrote dos alemães nas batalhas de Moscou e de Stalingrado que iniciaram a mudança radical na guerra, a situação nos ares começou a mudar.

Em 1943, a supremacia aérea estratégica passou para a Força Aérea Soviética. Os novos excelentes aviões, como os caças La-5 e Yak-3 e o Il-2 modificado, suportaram a maior parte do peso da guerra aérea. Depois da guerra, a Força Aérea Soviética começou a sua transição para a aviação a jato.

Já em abril de 1946, foram testados os primeiros caças Yak-15 e MiG-9 com propulsão a turbojato. Pouco depois eles entraram ao serviço da FA e da aviação de caça da DAA. No período pós-soviético, o desenvolvimento da FA produziu alterações significativas, conta Viktor Korotchenko:

“Hoje estão a ser criados importantes centros de formação científico-militar, onde serão garantidas excelentes condições de preparação dos engenheiros aeronáuticos já para a nova aviação russa. Segundo o Programa Estatal de Armamento, até 2020 está prevista a aquisição de 1200 helicópteros das diferentes classes e de mais de 500 aviões.”

FONTE: Voz da Rússia

 

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