No segundo dia, simpósio sobre o Gripen tratou da questão logística envolvida na operação dos caças

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Nesta terça-feira, 22, acontece o segundo dia de palestras do simpósio sobre o novo caça brasileiro, o Gripen NG, que reúne oficiais da Força Aérea Sueca e futuros operadores da Força Aérea Brasileira. Hoje, a experiência compartilhada pelos militares esteve focada na questão logística: nos sistemas de manutenção dos caças, na estrutura e segurança das bases de solo e na disponibilidade das aeronaves.

Segundo o Tenente-Coronel Mattias Hansson, os suecos estão mudando seu foco no que diz respeito à disponibilidade, pois isso significa “muito mais que horas de voo”, afirma. Para os militares da Força Aérea Sueca, a disponibilidade está relacionada a ter o avião certo, no lugar certo, com o equipamento certo. Utilizar o parâmetro de horas de voo como único aspecto a ser considerado para a manutenção dos caças também é uma questão doutrinária que está sendo repensada pelos suecos, segundo o Major Seth Waara. Ele explica que a formação do staff responsável pela manutenção do Gripen pode demorar por volta de 4 anos até a obtenção do certificado.

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Um dos participantes do simpósio é o adjunto à gerência do projeto F-X2 Tenente-Coronel Renato Leal Leite. Para ele, o mais importante do encontro é que os suecos são usuários do sistema Gripen, como a Força Aérea Brasileira será, em breve. “A partir da experiência deles, podemos prever alguma dificuldade ou desafio, e antecipar soluções”, afirma.

Na quinta-feira, após o término do simpósio, os militares da Força Aérea Sueca seguem para Anápolis (GO), onde vão falar para os futuros pilotos de Gripen, que compõem o Primeiro Grupo de Defesa Aérea.

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Segundo o Comandante da unidade, Tenente-Coronel Paulo Cezar Fischer da Silva, o encontro vai possibilitar que os operadores entendam como é a rotina dos suecos e em que aspectos isso será adaptado à realidade da base brasileira. Ele também explicou que já existe um layout, sugerido pela fabricante Saab, a respeito das mudanças físicas necessárias ao recebimento do futuro caça, e que essa planta será debatida com os militares estrangeiros. “Outro aspecto que pretendemos dialogar é sobre como é feito o treinamento deles, para que possamos aproveitar ao máximo essa experiência”, planeja o Tenente-Coronel Fischer.

FONTE: FAB

 

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