A parceria entre a Saab e o Brasil vai entregar à Força Aérea Brasileira (FAB) os 36 novos caças Gripen, com muita inovação e tecnologia embarcada.



O programa de transferência de tecnologia e conhecimento suecos às indústrias brasileiras, incrementa defesa do País e promove um verdadeiro salto para o futuro da aviação brasileira.

Desde a sua criação em 1941, a Força Aérea Brasileira (FAB) vem se mantendo como pioneira em inovação no quesito defesa aérea do Brasil. Como parte do seu projeto de reestruturação, a FAB fechou uma parceria com a Saab para o desenvolvimento do novo Gripen, sinônimo de futuro e modernização dos caças.

É desta maneira que a FAB se manterá atualizada em relação ao planejamento e execução de suas missões, renovando-se a fim de garantir melhoria contínua e efetividade de recursos empregados.

O Gripen é um dos projetos estratégicos da FAB e fundamental para o cumprimento das missões da instituição, no que tange controlar, defender e integrar a ação.

Seguindo as especificações da FAB, o caça foi adaptado para operar baseado nas necessidades e no interesse de desenvolvimento da defesa aérea e espacial brasileira.



Para a FAB, era imprescindível um caça multimissão, com especificações técnicas peculiares, como, por exemplo, o desenvolvimento de aviões bipostos, tela de controle centralizada, menor tempo entre pousos e decolagens, grande autonomia, capacidade de realizar reabastecimento em voo (REVO), entre outros requisitos.

A aquisição do programa aprimora a capacidade operacional, promove a autonomia da FAB e fortalece os alicerces para garantir a soberania do espaço aéreo brasileiro.

“Sabemos que é de total importância para a FAB dispor de uma estrutura organizacional moderna e eficiente com equipamentos e sistemas de proteção aérea de alta tecnologia, capaz de operar múltiplas missões. Porém, além de levar equipamentos de ponta, também deixamos um legado de melhorias de processos para as empresas brasileiras e também para a FAB, incentivando a sua independência e capacidade de manutenção dos caças de forma colaborativa, a fim de fortalecer a cadeia de modernização”, comentou Mikael Franzén, Diretor da Unidade de Negócios do Gripen no Brasil da Saab Aeronautics.

As consequências positivas dessas movimentações tecnológicas da FAB estão se reestruturando não apenas no quesito de obtenção de novos aviões, mas também no aprimoramento do conhecimento dos seus militares por meio de treinamentos realizados na Suécia.

Com este intercâmbio de profissionais, foi possível afinar alguns exercícios praticados e mudar as táticas utilizadas no passado, refletindo-se diretamente na formação acadêmica da FAB. “Desde que voltamos da Suécia, várias reuniões já foram realizadas para contarmos tudo o que foi visto lá. A expectativa não podia ser melhor. É muito grandiosa essa experiência, e isso motiva os alunos e os cadetes com a possibilidade de poderem operar uma aeronave como o Gripen, que é tudo aquilo que os pilotos almejam”, conta o major Gustavo Pascotto, gerente adjunto do Projeto F-X2 na da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac).

A experiência dos especialistas ajuda a materializar essas mudanças mediante a aquisição de eficiências e soberania da FAB. Em resumo, toda essa transferência e aquisição de tecnologia converge na nacionalização do Gripen e na capacitação do mercado como um todo.

FONTE: Saab
FOTOS: Ilustrativas



 

14 Comments

 

  1. 11/01/2019  15:28 by OSEIAS Responder

    Amigos, sem essa conversa de que a parte militar não foi vendida. Me responda, depois que fechar os 36 caças, vai produzir o que? Como a parte militar vai se sustentar? Com encomendas do governo?
    Nós compramos essa tecnologia da Suécia para ajudar e transferir conhecimento para área civil, igual ao projeto AMX. E assim desenvolver nosso indústria com inovação e não ir a falência como afirmou seu CEO. Vai fazer o que com essa tecnologia? O governo fará novos pedidos o que manterá a linha de produção aberta? Vai vender caças para a Argentina? Uruguai?.
    Nós perdemos uma grande oportunidade de desenvolvimento pela covardia de encarar o mundo, essa é a grande verdade. Se com o projeto AMX desenvolvemos as famílias E da Embraer, imaginem quanto avançaríamos no futuro com tecnologia do gripen. Mas só imaginem pois já era.
    O correto era a Embraer devolver essa tecnologia que o povo brasileiro comprou pelo mesmo valor que ela está sendo vendida. A outra empresa e assim desenvolvermos produtos civis e militares. Me responda, o que era a Embraer antes do AMX.
    Eu digo, era apenas um sonho.

  2. 11/01/2019  9:22 by Robert Coimbra Responder

    Boing

  3. 11/01/2019  9:18 by Robert Responder

    Todo investimento em pessoas ao vento! Carreira, Boeing ao norte!

  4. 11/01/2019  7:48 by Leandro Oliveira Responder

    Que venham logo os Gripen, estamos há anos-luz dos demais países desenvolvidos, e ainda falta uma defesa anti-aérea de verdade, quem sabe o Tio Sam nos dê uma forcinha ou até um S400 russo.

  5. 10/01/2019  22:11 by Raimundo Boaventura Responder

    Soberania... Tendo uma empresa estadunidense controlando a Embraer as prioridades serão determinadas pelo Departamento de Estado americano.
    Os poodles voltarão a ser poodles.
    Esqueceram de esclarecer que todo o arcabouço legal e material, para que nossas FAs dessem o atual salto estratégico, deve-se a decisão política dos .....
    Sub, Guarani, gripen, sisfron... Sem os ..... continuariam no papel.
    E mesmo assim, apoiariam um .....
    Triste Brasil!

    • 11/01/2019  2:05 by Rodrigo Santana Responder

      Quando escreveu "estadunidense" eu já percebi que é esquerda... A unidade militar da Embraer não foi vendida. Triste Brasil de pessoas desinformada...

    • 11/01/2019  13:03 by Leonardo Rodrigues Responder

      É apenas o começo, você está certo o correto é estadunidense, pois americano é quem mora na América e sendo assim todos somos do sul a norte deste continente. Já vi que pelo comentário crítico alguém faltou a aula de história e gosta de vestir a camiseta da seleção em manifestações. Desculpem os editores.

      • 11/01/2019  14:48 by 100canela Responder

        Mais é Estados Unidos da América, logo América tbm é o nome do país, assim como o Brasil tbm foi Estado Unidos do Brasil. Os americanos só foram mais espertos e rápidos em registrar o nome do país de America.

  6. 10/01/2019  21:56 by HUNTER Responder

    Que EMBRAER? a empresa não existira mais em 5 anos...

    Vejam bem, se o russos que fornecem todo o titanio que a boeing precisa estão tendo problemas com embargos por parte do governo americano, hoje a vitima foi uma empresa que nem militar é, mas fornece fibra de carbono pro MC21

    Imagina o Brasil

  7. 10/01/2019  21:20 by Carlão Responder

    Será que Boing-Embraer , vai afetar a Construção do Gripen , ? A Embraer vai absorver a tecnologia da SAAB , e Se juntar a Boing ? Meio esquisito esse negócio , kkkkkk

    • 10/01/2019  21:38 by João Carlos Responder

      Pelo acordo, a princípio, não.
      Pois a Embraer defesa, irá continuar a existir, independente o q se diz q será fundido, com americana, e o setor de aviação comercial.

  8. 10/01/2019  17:19 by Souto. Responder

    Amigos quando a FAB vai receber seu primeiro caça Gripen NG??

      • 10/01/2019  18:44 by Sidy Responder

        Sim, vão entregar um este ano, para a campanha de certificação.

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