Instalada no Porto de Santos, unidade ganhará seu primeiro navio de grande autonomia em fevereiro

O Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste, instalado no Cais da Marinha, no Porto de Santos, receberá o seu primeiro navio no próximo mês. Com ele, serão deslocados cinco oficiais e 25 praças, que ficarão sediados entre os armazéns 27 e 29 do cais santista.



Trata-se do navio-patrulha Guajará, da classe Grajaú, que tem autonomia para permanecer 10 dias em alto-mar. Ele vai permitir ações de patrulhamento a cerca de 200 milhas náuticas (o equivalente a 370 quilômetros da costa), alcançando a região das plataformas de petróleo.

A informação é do capitão de fragata Carlos Marden Soares Pereira da Silva, comandante do Grupamento de Patrulha. Segundo o oficial, com o Guajará, será possível realizar atividades de patrulha naval que hoje ainda não são feitas na região.

“Atualmente, o patrulhamento é feito com embarcações pequenas no mar territorial e nas águas interiores, contra ilícitos transfronteiriços, transnacionais e ambientais. A patrulha naval é mais ampla. Tem um comandante de um navio que pode dar uma ordem de parada de um navio. Pode dar tiro de advertência para cima, para a água ou até para afundar o navio”, destacou o oficial.

De acordo com o capitão de fragata, o navio-patrulha Guajará virá do Rio de Janeiro e sua tripulação já tem alojamento garantido em um prédio localizado em Guarujá. As residências foram cedidas pela Força Aérea.

“Vamos conseguir cobrir além das 12 milhas náuticas, na região das plataformas. Recebemos diariamente uma série de denúncias de pesqueiros se aproximando, de navios de esporte e recreio se aproximando em um perímetro de segurança e operacional. Muitas vezes, uma embarcação dessa acaba parando a operação de uma plataforma”, afirmou o comandante.

Posteriormente, ainda sem data definida, será a vez de um navio da classe Macaé chegar ao Porto de Santos para atuação no Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste. Com isso, será ampliado o efetivo da unidade, que hoje conta com 48 militares.

O Grupamento já opera duas embarcações do tipo aviso-patrulha, o Barracuda e o Espadarte, que têm pequeno porte e foram modernizados para atuarem na região. Eles fazem o monitoramento de áreas mais próximas da costa, como o canal de navegação do Porto de Santos.

“Os primeiros meses de atuação do Grupamento foram dedicados à execução de tarefas de patrulhamento e defesa do Porto, realizando ações ostensivas no canal, desde o terminal de Cubatão até a área de fundeadouro dos navios mercantes e na faixa costeira dos municípios de São Sebastião, Cananeia e Paranaguá (PR), coibindo, assim, possíveis infrações cometidas no mar territorial e nas águas interiores no entorno do Porto, no litoral de São Paulo e do Paraná”.

Grupo de mergulho

“Também, a partir do ano que vem, iremos receber nosso grupo de mergulho e resgate, composto de 4 militares mergulhadores habilitados a realizar socorro e salvamento e busca subaquática a embarcações que venham a naufragar”, destacou o oficial.

Segundo o comandante do Grupamento de Patrulha Naval, ainda está prevista a transferência de uma lancha blindada. Isto deve acontecer assim que as atividades da embarcação sejam concluídas em outras unidades da Marinha.

FONTE: A Tribuna
FOTO: CPSP
COLABOROU: Boiler



 

9 Comments

 

  1. 10/01/2019  13:42 by Marujo Responder

    Pensei que o navio que ia para Santos seria o Clyde, quando ele chegasse. Parece o leasing deste navio foi desmentido. Alguém tem informação?

    • 10/01/2019  13:59 by Guilherme Wiltgen Responder

      Marujo,
      Nós conversamos com os representantes do MoD e do UK Trade, durante a Exponaval, sobre o Clyde. O que nos foi dito é que, por enquanto, não tem nenhuma negociação do Clyde com a MB, tanto que estavam surpresos com o que foi divulgado. Mas isso não quer dizer que a MB não tenho interesse no navio. Vamos aguardar o início da gestão do AE Ilques para ver o rumo que vai tomar esse assunto.
      Abs

  2. 09/01/2019  22:58 by Mattos Responder

    Os maiores inimigos do Brasil são os culpados e todos nós sabemos quem são.

  3. 09/01/2019  16:02 by Carlão Responder

    Tira o Navio de um Lugar r põe em outro , Feito Cobertor de Albergues , mas Whisky Johnnie Walker,, Black Label ,e Cervejas e Queijos não Faltam ,,,

  4. 09/01/2019  13:08 by Tomcat4.0 Responder

    Precisa ser resolvida a questão do dindin do fundo da marinha mercante pra MB poder construir as dezenas os navios patrulha de 500 toneladas viu. Tomara que ainda este ano já batam o martelo e liberem isso.

    • 09/01/2019  17:56 by Luiz Padilha Responder

      De vque adianta termos 50 NPas se todos ficam atracados em suas bases? Ontem no Rio de janeiro, todos os NPas estavam atracados. Pergunto: Quem estava patrulhando a costa?

  5. 09/01/2019  10:25 by Jefferson A. Responder

    Deus do céu...o que acontece com a nossa marinha?

    • 09/01/2019  15:18 by Fernando Preto Responder

      Nada acontece. Esse é o problema. Nada de investimento. Nada de desenvolvimento.

      • 10/01/2019  8:39 by Juarez Responder

        Mas enquanto isto no reino encantado da Guanabara Bay temos maisde 100 almirantes na ativa......

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