Por Joe Hinton em 01/08/2018

Soldados da SAS em uma missão secreta contra o Estado Islâmico na Síria tiveram a sorte de escapar com vida quando o avião se acidentou no pouso. O avião das forças especiais da RAF saiu da pista na escuridão a mais de 100 mph. O Hércules C-130J de £ 65milhões ficou bastante danificado e foi considerado uma perda operacional.



Sua tripulação foi saudada como heróis depois que eles conseguiram controlar o avião e pará-lo. O incidente aconteceu em sua base no norte do Iraque, segundo o Daily Star Sunday.

Operando com o indicativo de chamada “Jezebel”, o avião do 47º squadron (Forças Especiais) estava carregando uma força de assalto da SAS. As tripulações da RAF designadas para forças especiais aterrissam regularmente em pistas de pouso remotas na Síria para transportar as tropas da SAS de volta à base. Os detalhes das operações sensíveis são mantidos em sigilo, mas um relatório destacou o acidente em um resumo de rotina dos incidentes.

De acordo com uma fonte sênior, o Hércules aterrissou em uma pista remota do deserto na Síria em agosto passado para resgatar as tropas britânicas e americanas após um grande ataque às forças do Estado Islâmico perto da cidade de Raqqa.

Ele disse: “Uma força de mais de 100 pessoas esteve no terreno por alguns dias e se envolveu em uma luta contra os remanescentes do EI, enquanto forças de coalizão apoiadas pelo Curdistão se mudavam para Raqqa.

“Eles foram embarcaram no Hércules junto com dois veículos 4×4, mas o avião foi projetado para transportar 88 pessoas e um pallet de munição e água. Pode ser que a aeronave tenha estourado um pneu ao sair do deserto da Síria, mas o que quer que tenha acontecido, todos tiveram a sorte de sair com suas vidas. Não tenha dúvidas de que os pilotos e tripulação fizeram um trabalho fantástico. A aeronave varou o final da pista ao pousar e fez o que só pode ser descrito como um pouso forçado.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: dailystar.co.uk


 

7 Comments

 

  1. 10/07/2018  18:50 by joseano Responder

    Ação desprezível haja vista que de acordo com a Carta da ONU da qual o Reino Unido faz parte e assinou, é garantida a inviolabilidade do território de um pais soberano como é o caso da Siria. Portanto tal ação é um atentado contra a boa relação entre as nações e totalmente ilegal, baseada apenas na lei do mais forte, o que deve ser condenado veementemente, não podemos tolerar esse tipo de comportamento em pleno sec XXI. O que acharíamos se tal invasão fosse feita na amazonia, seria razoável? não então tb não o é na Síria, e se forças russas fizessem o mesmo em território britânico, seria legal ? não etao tb não o é na Síria.

    • 10/07/2018  22:20 by Agnelo Responder

      Esse é o problema.
      Soberano?
      Aquilo está um mafuá danado...
      Cabe lembrar que muitos dos guerrilheiros no Iraque eram Sírios.
      Soberanamente, apoiaram aqueles contra os quais a OTAN lutava.
      Enfim, cutucaram a onça com vara curta.
      Aliás, eles já invadem a Amazônia, e nosso povo ainda apoia...
      Quanto aos russos, mais apoio que deram ao IRA...
      A análise do que ocorre no OM vai muito além de qq explicação em poucos parágrafos.
      Uma soma de erros, direitos, atentados, ilegalidade, boas e más intenções de todos os lados.

  2. 10/07/2018  18:04 by Agnelo Responder

    Uma missão com efetivo tão grande de operadores?
    Uma Ação Direta foi frustrada.
    Não entendi o comentário sobre reabastecer... com um grande efetivo internamente mais meios, impossível estar abastecendo alguém.

  3. 09/07/2018  11:45 by César A. Ferreira Responder

    Missão contra, ou à favor...
    Considerando o que as nações da OTAN fizeram e ainda fazem na guerra síria, é mais fácil entender como uma tentativa de abastecer os insurgentes do EI neste voo do C-130J acidentado, do que como uma missão de transporte de combatentes por conta desta sinistrada aeronave...

  4. 07/07/2018  23:53 by Tupinambá Responder

    O que deu nos EUA para irem "contra" o ISIS agora ? Desistiram de derrubar o governo do Assad ?

    • 09/07/2018  7:27 by IntenseMX Responder

      RAF... SAS...

    • 09/07/2018  9:09 by Gustavo Responder

      Além de serem os britânicos (RAF, SAS), esquece um pouco os anos 80/90, Tupinambá. Se alguma potência (Russia, EUA, UK...) quisesse, a guerra na Síria/Iraque já teria acabado. O que eles querem é que o conflito dure eternamente, pra poderem vender, usar e testar suas armas e manter suas indústrias bélicas gordas.

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