A Marinha do Brasil empenhou o valor de R$ 381.081.500,00 (dependendo do câmbio, 79 milhões de libras esterlinas), para aquisição do porta helicópteros HMS Ocean (L 12), junto à Royal Navy. A assinatura deve ocorrer na segunda quinzena deste mês, quando então o navio será da Marinha do Brasil.

Diário oficial Nº 29, sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018 Página 14

DIRETORIA DE GESTÃO DE PROGRAMAS DA MARINHA

EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITACAO Nº 1/2018

CONTRATADA:

Secretaria de Estado para Defesa do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte;

VALOR:

R$ 381.081.500,00 (Trezentos e oitenta e um milhões, oitenta e um mil e quinhentos reais);

OBJETO:

Aquisição por oportunidade do HMS OCEAN;

ENQUADRAMENTO:

Art. 25, caput da Lei 8.666/93;

Rio de Janeiro, 08/02/2018;

VA PETRONIO AUGUSTO SIQUEIRA DE AGUIAR (Diretor) Ratifica o enquadramento legal de inexigibilidade de licitação, nos termos do art. 26 da Lei 8.666/93.



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14 Comments

 

  1. 10/02/2018  19:59 by Wolfpack Responder

    Alguma novidade das Type23 a serem descomissionadas pela RN?

  2. 10/02/2018  14:05 by RAFAEL DAMASCENO Responder

    Alguém saberia informar se o HMS ocean tem ala hospitalar ?como o NDM Bahia.

  3. 09/02/2018  21:36 by Andre Responder

    Pessoal vocês estão falando muito em compras. Não gostaria de estragar seus planos mas vamos ser mais administrativos e menos consumidores. É muito fácil falar em cheque, na prática a história é outra. Mais do que comprar é necessário manter esses meios, ainda mais usados. Navios são caros meu! Nem parece que estamos falando de embarcações - militares ainda por cima!

    Houve muita polêmica do custo das corvetas Tamandaré, então com esses navios que vocês pretendem (dada a devida proporção) não seria diferente - ainda mais se tratando de fragatas. Quando se adquire produtos desse tipo é necessário suprir sua manutenção. O Paulo comentou aqui a necessidade de auto-defesa que por sua vez tem custo de aquisição e operação. É como comprar um carro e esquecer que ele se alimenta constantemente de gasolina, de que tem impostos a serem pagos, custo de estacionamento, custo de um eventual acidente etc. É aquisição e consequência, ter e operar, avião e custo de vôo etc. Agora com a vinda do Ocean teríamos que pensar, por exemplo, em um navio de apoio logístico porque ele vai operar com vários helicópteros ao mesmo tempo (combustível, sobressalentes, armas, pilotos para falar apenas dos helicópteros), o próprio navio deve ter muita cede, combustível para as lanchas dos fuzileiros e uma tripulação bem numerosa para manter. Além disso o navio nem foi comprado ainda e já está previsto um custo de manutenção confirmando minha reflexão.

    A Marinha tem que pensar também na frota fluvial tão esquecida por nós que tratamos desses temas. Tem que pensar na modernização dos fuzileiros: qual estado de seus armamentos, veículos, e outros custos que precisam ser examinados. Se ficar só pensando em navios e se esquecer que tem outras prioridades acaba cobrindo o pé e descobrindo a cabeça. Vamos lembrar que a FAB também deve proteger nossos interesses oceânicos já que o espaço aéreo nacional é de sua responsabilidade.
    Mais consciência operacional e menos impulso no ter.

    • 10/02/2018  1:18 by Esteves Responder

      Está planejado no PEAMB.

  4. 09/02/2018  21:18 by Esteves Responder

    Que o Ocean venha com saúde.

    O PEAMB são e somente estratégico. Obsolescência, Inadequação, Insuficiência e Dependência são razões de estado. Nem quero saber quem está sentado na cadeira de presidente da república.

    A parte estratégica do PEAMB vem após os 4 itens informados no plano. Como o sub nuclear que já consumiu 2 bilhões de dólares. Mais 2 bilhões compra um Zumwalt. O sub nuclear e estratégico. Nenhum país transfere tecnologia e/ou conhecimento sobre esse assunto. Tem que fazer tudo aqui e tem que fazer escondido. Lógico, haverá sabotagens. Mas ele será feito.

    O período militar ajudou a atrasar essa nação. Deixamos de respeitar as Armas. Ficamos conformados ao receber ordens de gente de Brasília. A defesa da pátria está na Constituição. É pra fazer o que está escrito lá.

    O presidente da república usa Gol da VW ano 2000 no exercício da função? Um senador da república usa computador de 1998 em seu gabinete? O valor médio de um almoço de qualquer deputado federal e 2 mil reais. Ele se contentaria com um Big Mac?

    Por que a Marinha deve se conformar com sucata? Por que a Marinha deve abandonar o PEAMB?

    Não é somente a gente de Brasília que dorme de pijamas. As defesas de todo o mundo estão subindo os gastos para mais de 2% do PIB. A França irá subir para 2,5%.

    A Previdência Social está quebrada porque leva calote. 50% da dívida ativa e lixo. São empresas que não existem mais. Fecharam. Faliram. Os outros 50% da dívida ativa não são cobrados porque se cobrar quem está pagando para de pagar. Se negociar a dívida não recebe de mais ninguém.

    Precisa reformar o sistema. Quem deve pagar a previdência? Quem se beneficia dela? Quem se aposenta? São os empregados. Por que a empresa deve descontar do salário e repassar ao governo? Cada um que pague a sua. 50% das empresas se apropriam do desconto então é melhor que o empregado pague via Receita Federal.

    Cada um pagando a sua temos a certeza que está pago. Quando a empresa desconta...

    Custeio de 75% não dá. Primeiro faz a lição de casa e baixa o custeio para 60%. Depois vai até Brasília e deixa bem claro que o PEAMB está em execução.

    Ora bolas.

    • 10/02/2018  19:58 by Wolfpack Responder

      Esteves, mais uma vez meus parabéns pela análise lúcita, clara e sem ideologia. Para muitos em Brasília e mesmo fora da Capital o Estado existe para servi-los, seus recursos nascem, ou brotam, em alguma nascente de dinheiro. O pior, a coisa ficou de tal forma escandalosa que o contrário virou exceção, e auxilio paletó, moradia e penduricalhos são tratados com um porque não?! Todos fazem, está lá, escrito na lei, enquanto sabemos que estes mesmos recursos faltam aos montes na segurança, educação, saúde. Existe muito dinheiro, mas muito dinheiro neste país, mas hoje ele serve a corte, que se esbalda em gastá-lo. Existe o que chamo de corrupção legal, institucional, dentro da lei e basta observar proventos e aposentadorias nos setores, judiciário, estatal, militar, e político. Não tenho nenhuma esperança que isso mude. Nenhum destes da corte vai criar leis que acabem com os privilégios. Olhemos para esta tentativa de reforma da previdência, onde se colocou tanta exceção, que quem pagará mais uma vez a conta serão os que trabalham e geram renda. Os militares tem culpa, basta observar as vilas militares no Rio, e quartéis das capitais deste país. Ficam aquartelados a maioria nos centros urbanos enquanto as fronteiras recebem pouco contingente, sem falar nas famosas pensões vitalícias.

  5. 09/02/2018  20:00 by Esteves Responder

    Se a Marinha deixar o PEAMB de lado que, conforme afirma o Padilha, não pode ser tocado por falta de recursos e, retornar a compras de momento, compras de ocasião, boas aquisições, oportunidades, melhor parar de planejar.

    Faz um plano enorme e volta às antigas práticas de comprar sucata. Depois reclama da vida.

    • 09/02/2018  20:35 by Andre Responder

      Por um lado você até esta certo Esteves: se a Marinha sabe dos tradicionais problemas de liberação de verba por parte do governo era melhor que nem existissem projetos de grande porte, ficando com compras de oportunidade mesmo.
      Por outro, tal opção de simplesmente comprar sem desenvolver também tem seu preço: dependência. Projetos como o PEAMB são de longo prazo, caros e estratégicos o que significa que não pertencem a um plano de governo mas do Estado Brasileiro. (Des)interesses políticos tem efeitos desastrosos, e claro fatais, em todos os ramos da sociedade, onde o mais esperto acaba levando vantagem. Pouco para muitos e muito para poucos. É!
      Que o Ocean venha com saúde, é o que importa.

  6. 09/02/2018  19:29 by Beto Santos Responder

    Padilha me explica uma coisa, como funciona este sistema de ofertas pois tenho algumas dúvidas pois o frança ofereceu o Siroco pra nós e parece que tivemos digamos uma exclusividade ou uma diferenciação para comprarmos ele, pelo menos eu achei lendo as notícias aqui, agora me parece que a Inglaterra fez o mesmo, parece que nos bastidores eles escolhem o cliente potencial e planejam um valor X com condições ótimas para serem aceitas já se este cliente não quiser o próximo da fila não teria tantas regalias digamos assim pois poderiam ser retirados alguns dos equipamentos militares que pro primeiro estaria junto na oferta.
    Claro que o Brasil é um ótimo parceiro destes países e um aliado além de ter mais capacidades de pagar o valor pedido além claro que aqui esta faltando tudo então estamos abertos as compras pois praticamente todos os meios ou estão no limite de uso ou já esta faltando meios para compor o que precisamos, não sei se me fiz entender mas gostaria de entender um pouco mais sobre estes bastidores de ofertas de oportunidade e suas preferências.

  7. 09/02/2018  18:27 by Paulo Responder

    É uma boa aquisição mas a MB deveria investir um pouco na capacidade de autodefesa do navio. Ele está equipado com um radar muito bom (Artisan 3D) e muito mais capazes que qualquer outro navio que temos hoje. Seria muito interessante equipá-lo com os Sea Ceptors que a Royal Navy está instalando nas fragatas type 23. São misseis compactos e que dispensam radares de controle de tiro - ou seja podem ser instalados em lançadores verticais em diversos pontos do navio. Apesar de serem misseis de "curto alcance" otimizados para combater misseis à baixa altura, tem alcance de mais de 25KM (10 Km que os Aspide das fragatas Niteroi)

  8. 09/02/2018  13:50 by Wlton Responder

    Aproveitem e ja inspecionem as Type 23.
    Se tiver tudo ok, ja faz outro cheque pra trazer umas 4 (2 está bom kkk)

    • 09/02/2018  13:53 by Jr Responder

      As type 23 não estão disponíveis, os que estão e poderiam ser interessantes são os classe river que estão dando baixa aos poucos, parece que a MB já foi avisada pela RN sobre isso

      • 09/02/2018  14:01 by Luiz Padilha Responder

        Eu visitei o HMS CLYDE e achei um bom OPV. Já os que vão dar baixa, me parece não possuírem hangar. Mas, se o estado dos navios e o preço estiverem Ok, são grandes as possibilidades face ao fato do PEAMB não poder ser tocado por falta de verbas no momento.

        • 09/02/2018  16:44 by Jr Responder

          Concordo, dos quatro river batch I, três serão retirados de serviços, são navios novos, construídos de 2002 para cá, dependendo do preço pedido pela RN, seria uma ótima oportunidade para a MB. Vi a lista da RN e o Clyde seria um dos três que seriam retirados de serviço, pelo que me lembre a baixa dele será no ano que vem. O HMS Severn deu baixa em Outubro do ano passado.

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