Complexo que foi destruído em incêndio deveria ser reconstruído até 2015, mas licitação das obras foi suspensa

EACF

clippingA Marinha diz que optou por postergar processo após considerar dúvidas levantadas por empresas interessadas.

A reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, destruída em um incêndio em fevereiro de 2012, vai atrasar. A inauguração do novo complexo, que estava prevista para 2015, foi adiada para março de 2016.

A principal razão do atraso é a suspensão da licitação das obras. A concorrência deveria ter acontecido no início de dezembro, mas o processo foi interrompido um dia antes da abertura dos envelopes com as propostas.

O adiamento foi motivado por uma série de questões logísticas e técnicas levantadas pelas empresas interessadas em participar do processo.

“Esses questionamentos foram considerados relevantes, pois se basearam em experiências anteriores de construção na Antártica e levaram em conta a complexidade logística e a pequena janela temporal para trabalhos naquela região”, informou a Marinha, em nota.

Havia, segundo alguns militares, o temor de que a concorrência pudesse ser contestada e, posteriormente, anulada. Optou-se, assim, pelo adiamento.

A nova base, por enquanto, custará quase o dobro previsto inicialmente. O valor saltou de R$ 72 milhões, no início das negociações, para R$ 137 milhões. As mudanças foram atribuídas sobretudo a variações cambiais.

Segundo a Marinha, o processo será retomado em janeiro de 2014.

Mas, devido às condições climáticas extremas da Antártica, o tempo útil para fazer as obras é limitado quase que somente ao período entre novembro e março, quando é verão no continente. Ou seja: um pequeno atraso pode empurrar todo o cronograma para a frente.

Apesar de a estação não ser o único recurso científico do Brasil na Antártica, o atraso nas obras fará com que os pesquisadores levem mais tempo para começar a usar seus novos e modernos laboratórios.

Escolhido em um concurso de design, o projeto prevê que prédio principal tenha cerca de 4,5 mil m², com capacidade para receber 64 pessoas. Serão 14 laboratórios na sede e mais quatro isolados, atendendo pedidos da comunidade científica.

Enquanto eles não entram em funcionamento, há atualmente uma estação científica provisória, composta por contêineres pré-fabricados, com alguns laboratórios, embora não tão sofisticados.

O Brasil tem também dois navios com instalações para pesquisa. Além disso, são comuns acampamentos em parceria com outras nações com bases na região.

FONTE: Folha de SP

 

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