A mídia iraniana publicou um vídeo do caça Qaher-313, desenvolvido localmente. Por ocasião do Dia do Exército, o aparelho tentou realizar o voo de demonstração, mas não conseguiu decolar.

O caça foi mostrado para o público pela primeira vez em fevereiro de 2013. Muitos analistas notaram imediatamente que o caça é muito pequeno, não tendo espaço suficiente para o conforto do piloto.

Segundo Ahmad Wahidi, antigo ministro da Defesa do Irã, o novo caça é furtivo para os sistemas de defesa do adversário e, do ponto da vista da forma da sua fuselagem ele está entre os caças mais sofisticados do mundo.

Apesar das declarações de altos responsáveis iranianos, os analistas têm dúvidas quanto às capacidades do Qaher-313. É verdade que a sua forma e o seu exterior são insólitos. Mas a parte frontal é demasiada pequena para acomodar um radar moderno. As turbinas são muito próximas da fuselagem. Isso quer dizer que os gases de escape podem simplesmente afetar o caça.

Naturalmente, a mídia iraniana publicou um vídeo do caça voando. Mas, mesmo a olho nu, se vê que não é um caça da quinta geração, mas um modelo pequeno telecomandado. Além disso, o vídeo não nos mostra a decolagem ou a aterrissagem do avião, as imagens não permitem estabelecer a dimensão verdadeira da aeronave.

FONTE: Sputnik

 

21 Comments

 

  1. 18/04/2017  11:40 by James

    Deve ser da Revell esse ai hehehehe... Se os americanos enfrentam dificuldades, os russos também estão penando para desenvolver e os chineses ainda engatinham na quinta geração, esse aí deve ser bom sim.. Ah claro! Mas ao menos estão tentando algo. :D

  2. 18/04/2017  11:42 by Wellington Góes

    Por incrível que pareça, este aí está em pé de igualdade com o Gripen NG, já deu uma voltinha pelo pátio do hangar. Rsrsrsrs

  3. 18/04/2017  11:59 by Kemen

    So rindo mesmo os iranianos são tão ridiculos com essas mentiras, so enganan a eles mesmos, hahahahaha

  4. 18/04/2017  12:48 by alan

    esta aéronave não é a mesma do B.O (farça) que rolou a uns 3 ou 4 anos atras ?

  5. 18/04/2017  13:02 by Alê Godoy

    Esse caça foi inspirado no Batmovel , se voar já é lucro !!!

  6. 18/04/2017  13:11 by Iran P. Moreira Necho

    ACERCA DAS CAPACIDADES TÉCNICAS IRANIANAS

    Em que pesem os trolls desinformados de plantão, basta verificar que o Irã possui MUITO dinheiro, e vontade de investir em sua própria indústria nacional. Para além do fato básico, possuir MUITO dinheiro e vontade disponíveis, o Irã:

    - manteve sua frota de f-14 americanos por décadas. E voando;
    - desenvolveu mísseis sofisticados, de curto, médio e longo alcance;
    - foi capaz de desenvolver usinas nucleares próprias, com centrifugadoras fabricadas localmente;
    - possui a maior indústria automobilística da região;
    - desenvolve, não importa (como o Brasil), diversos de seus sensores embarcados;

    Para uma lista mais extensa, verifiquem na Wikipedia a LISTAGEM COMPLETA DE ARMAMENTOS FABRICADOS NO IRÃ:
    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_military_equipment_fabricated_in_Iran

    Assim sendo, construir uma aeronave de mediana complexidade não nos parece nada que vá além das capacidades técnicas de tal país.

    E, em que pese parecer exagero chamar de "5ª geração", o fato é que não duvido que os iranianos tenham comprado dos chineses os esquemas técnicos para fabricação de material para revestimento externo (RAM). Juntamente com o pequeno tamanho, a baia interna de armamentos e o design "liso", podem tornar a aeronave de fato de difícil detecção. Muito embora possa estar longe de se comparar com um F35, é claro.

    Some-se a isso o fato de que o país está recebendo (e possivelmente pagando a peso de ouro...) consultoria externa para o desenvolvimento local. Prática que até mesmo nossa Embraer usa, ao se aliar, por exemplo, a outros países para desenvolver o KC-390.

    A diferença óbvia é que tal "assessoria", claro, jamais poderia ser pública, sob pena das empresas envolvidas sofrerem sanções por parte de uma conhecida potência global...

    Um último paralelo que faço é, se o Brasil, que investe MUITÍSSIMO menos em P&D militar que o Irã consegue desenvolver um KC390, o que faz alguns leitores pensarem que o Irã não conseguiria?

    Menos trollagem, mais fatos.

  7. 18/04/2017  14:08 by marcos.poorman

    Srs., se esta aeronave voar um dia (nesta escala) a impressão que deixa que foi somente uma base de testes, um demonstrador. Se existir a aeronave real deverá ser maior. Vejamos um exemplo recente o demonstrador de tecnologia Mitsubishi X-2 Shinshin temos esta mesma impressão de completa falta de proporção. Não há espaço para radar, sem espaço para combustível, sem espaço para piloto, imagina então o espaço das baias internas. Caso voe e permaneça nestas dimensões vai ter que demonstrar a que veio. No mais vale a máxima: Tempus dominus rationis est.

  8. 18/04/2017  15:20 by Dalton

    Iran...
    .
    já li em diversas ocasiões sobre contrabando de peças do F-14 para o Irã...com vários condenados por tentar, mas,
    evidentemente muita coisa passou. Os iranianos aprenderam a fazer algumas peças localmente, mas, o contrabando
    é considerado o maior responsável pela manutenção dos F-14s, não fosse assim porque tantos tentaram vender peças
    de F-14 ao Irã ?

  9. 18/04/2017  15:50 by ed75

    Eles tem mérito pela iniciativa, mas na verdade esse avião (se é que podemos chamar disso) deve ser made in paraguay, rssss

  10. 18/04/2017  16:18 by olivier

    Iran, escreveu um livro inteiro no comentário para nada. Falou, falou e não apresentou NENHUM FATO. Creio que o desinformado aqui é você. O Irã não ao está nem de longe atingindo capacidade para fabricar aeronaves de alto desempenho para fins militares. Menos meu jovem, muito menos para não passar vergonha.

  11. 18/04/2017  17:00 by Iran P. Moreira Necho

    Dalton,


    Não disse em nenhum momento que seria interessante ao Irã "fabricar" peças do F-14, muito embora algumas (de aplicação múltipla) sejam atualmente. Em especial em razão da escala necessária para justificar tal investimento.

    O que quero dizer é que se o país consegue peças EXTREMAMENTE difíceis de serem encontradas, como as do F-14, quanto mais as necessárias para montar um avião de complexidade muito menor. Caso não se justifique (como é o caso) produzir TODAS as peças localmente.

    Além disso, outra necessidade iraniana para o contrabando de peças (e não somente de peças de F-14) se refere, em parte, à necessidade de unidades suficientes para engenharia reversa, para diversas iniciativas industriais. Em especial sensores, que de fato DEVEM ser fabricados localmente, devido à grande dificuldade de compra (leia-se contrabando) no mercado internacional. Nesta categoria estão sensores em geral, cabeças de guiagem e radares.

    Trata-se de um jogo que foi feito igualmente por chineses, e tem funcionado. "Copiar e aperfeiçoar" foi algo feito pelo Japão, em especial na década de 50 e 60.

    O fato é que o país em questão investe maciçamente na área militar, e tem obtido razoável sucesso, em especial em seu programa de mísseis, e agora recentemente na defesa antiaérea.

    Com relação à aeronáutica, não é "A PRIORIDADE", pois a estratégia toda é baseada em mísseis para pronta retaliação em caso de invasão.

    Entendo o desenvolvimento de aeronaves, como a HESA Saeqeh (7 unidades produzidas desde 2016) como um plano de desenvolvimento a longo prazo. Mas sem grande importância para a estratégia geral, toda ela focada em poder retaliatório (misseis), forte defesa antiaérea e força terrestre.

    No passado também riram do país quando iniciou sua indústria automobilista. E hoje é a maior do oriente médio. Falaram o mesmo dos mísseis, e hoje é o país com maior número de silos de lançamento da região.

    Por fim, o projeto do avião não tem nada de "revolucionário" ou "inovador", trata-se de uma cópia de um projeto russo dos anos 90 feito pela Sukhoi, o SU-47. Um versão menor, e com menor alcance (até pelas dimensões do país e foco em defesa), mas basicamente uma cópia.

    Talvez tenham conseguido a redução nem tanto graças aos avanços da tecnologia desde 1997, mas em especial à muito menor necessidade de alcance, e ao papel desejado pelos iranianos para o mesmo.

    Não me surpreenderia nem um pouco se, daqui uns anos, se descobrir que projetistas russos estiveram por trás disso, desde o início (parece quase óbvio...). Basta ver o tamanho da relação comercial entre os países.

    Com dinheiro, persistência, vontade política (e uma ajudinha Russa...), se consegue chegar longe.

  12. 18/04/2017  17:16 by JCosta

    De novo esse pretenso avião? É feriado de quê no Irã?

  13. 18/04/2017  20:09 by Warpath

    Nem a Sputnik levou este projeto a sério!

  14. 18/04/2017  22:33 by Ari

    o piloto nem cabe direito no avião

  15. 19/04/2017  0:06 by Antônio

    Essa notícia deve ser para assustar Trump...
    Na verdade,, se eles quisessem, até poderiam desenvolver um caça stealth
    Pelo menos tentar...
    Hoje em dia se faz até avião em fundo de quintal.
    Aeromodelos, ultraleves, parapentes, etc.

  16. 19/04/2017  4:21 by Leonardo Rodrigues

    Como gostam de subestimar o país que luta sozinho contra a influência americana no oriente médio. Este não está em escala, não tem dimensões apropriadas, nem sei se voa, mas num país ocidental das terrras de antigos tupinambas suas belonaves civis só voam com peças estratégicas da nação do "Deus salve a américa" e se tentar vender para algum país que eles não queiram a retaliação aparece. A ignorância é um estigma e uma benção.

  17. 19/04/2017  8:11 by Tomcat37

    Nos ironizamos de uma naçao q cheia de embargos esta muito a frente do Brasil no q tange a tecnologia e desenvolvimento belico.

  18. 19/04/2017  13:47 by Gilberto Rezende

    Independentemente se o projeto vai satisfazer a necessidade de comparação dos fanboys com os aviões ocidentais gostaria de colocar alguns pontos sobre o projeto iraniano Qher-313 sobre as lógicas de projeto que PODEM estar por trás deste exótico projeto:
    1) Ser pequeno significa mais barato de produzir e mais difícil de detetar, parece ser a base mais fundamental do projeto;
    2) a aeronave se destina a DEFESA do Irã, portanto não ter grande espaço visível de combustível é uma desvantagem para quem quer estabelecer comparações com F-22, F-35, J-20 ou T-50 os iranianos não estão nem aí eles deve ter feito um planejamento para um alcance médio curto e não duvido que esta aeronave seja sequer super sônica;
    3) não tem espaço para o radar no bico porque PROVAVELMENTE sequer tenha radar, ACREDITO que esta aeronave esteja sendo desenvolvida para atacar plataformas americanas navais ou de mísseis cheias de emissões EM e térmicas. Pensando como iraniano o foco seria em sensorea PASSIVOS EM, IR, laser e óticos. O projeto é para ataque surpresa de unidades americanas não há espaço ou utilidade de um radar ao projeto;
    4) a asa grossa reforça minha impressão que a aeronave será subsônica, terá boa parte do combustível ali e a forma de aba para baixo indica que a aeronave se chegar a utilização operacional usará mísseis e bombas de menor porte "protegidos" de detecção pela a aba para baixo se modo que o perfil de aproximação deve ser numa diagonal bem aberta a partir do litoral iraniano;
    5) o fator mais importante para o sucesso desta ideia de aeronave reside em dois fatores básicos, a capacidade iraniana de produzir a aeronave em quantidades significativas (principalmente as duas turbinas mesmo que sejam genéricas do F-5) e PRINCIPALMENTE o Irã ter acesso a uma tinta anti-EM de alta qualidade desenvolvida internamente ou ajudada por parceiros externos (Rússia, China ou mesmo outros) de forma a se tornar uma "pain in the ass" dos planejadores militares Americanos e israelenses. SE este projeto tiver capacidade SUPERsônica seria devastador para os inimigos do Irã;
    Não subestimem os persas...

  19. 19/04/2017  14:08 by Mario s

    Não vou julgar o Iran, até pq além de um parque fabril próprio que e capaz de manter a soberania do país, afinal apesar de tantas ameaças ninguém ataca os iranianos certo, até pq Israel viu oque aconteceu em 2006 quando enfrentou o Líbano que usava armamentos iranianos, mas oque a nós brasileiros resta e ficar assistindo o desenrolar desse conflito geopolítico mundial, de um lado EUA e Inglaterra, e de outro China, Índia e Rússia, América Latina e África resta apenas fornecer matérias primas, a União Europeia, que significava o sonho alemão de ser super potência e outra que está com os dias contados devido a sabotagem americana, bem mas pra alegria do nosso povo ano que vem tem copa...

  20. 20/04/2017  8:22 by Farias

    Pelo menos eles estão tentando fazer algo. É decepcionante ver como certos brasileiros ficam zangados com países que se contrapõem aos USA.
    Cachorro vira-latas é escorraçado e maltratado pelo seu dono, entretanto está sempre disposto a defendê-lo. É a síndrome que atinge muitos brasileiros apátridas.

  21. 20/04/2017  18:55 by ZorannGCC

    O pessoal devia ficar mais atento ao que está acontecendo no Irã.
    .
    O país está investindo pesadamente em educação. Estão criando universidades, dando acesso ao ensino superior de qualidade á boa parte da população, melhoraando a educação básica.
    .
    Hoje o Irã forma anualmente mais de 250.000 engenheiros. É o terceiro país do mundo (dependendo da fonte, o quarto) que mais forma engenheiros, ficando atras apenas de China e Rússia (em algumas fontes atrás da Ucrania). Formam anualmente 20 mil engenheiros a mais que os EUA, e mais de 6 vezes oque formamos aqui no Brasil.
    .
    É um processo lento, que leva décadas, mas eles chegarão lá.

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