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Oficial da forca aerea israelense, inspeciona Drone de vigilancia em Base aerea na regiao de Tel Aviv, em Israel

clippingAviões não tripulados foram usados em ações contra Líbano e Gaza. Há suspeita de que os aparelhos também sejam usados em ações ofensivas, o que o governo de Israel nega

Em uma espécie de caçamba estacionada na base aérea israelense de Palmachim, manches e botões coloridos se parecem com um grande e complicadíssimo videogame. Ali dentro se disputam, porém, as batalhas reais.

Conforme o capitão W. vai manejando o equipamento, uma tela mostra imagens em detalhe de uma rua movimentada. Essas são cenas vistas, em tempo real, pelos olhos de um drone israelense do tipo “Heron”.

Os drones (aviões não tripulados) são usados em Israel como apoio para ações militares, com uma importante participação na Segunda Guerra do Líbano (em 2006), na Operação Chumbo Fundido (na faixa de Gaza, em 2008-2009) e na Operação Pilar de Defesa (também sobre Gaza, em 2012).

O capitão, que por razões de segurança não pode ser identificado, afirma que o avião não tripulado que transmite o vídeo está em uma altura na qual não pode ser visto a partir do solo.

Silenciosas, essas pequenas aeronaves se tornaram as vedetes para a inteligência israelense. Israel não revela quantos são os seus drones. Oficialmente, o país afirma apenas usar essas criaturas eletrônicas para realizar vigilância.

Há suspeita, no entanto, de que haja também aviões que são capazes de carregar mísseis, como os utilizados atualmente pelos EUA em lugares com atividade da rede terrorista Al Qaeda, como Paquistão e Iêmen.

ORGULHO

Em visitas a bases aéreas israelenses recentemente, a reportagem da Folha conversou com pilotos e observou drones tipo “Heron” estacionados. Um deles pousou durante a vistoria.

“Eles são o nosso orgulho”, diz o major Gil, cujo sobrenome também é omitido a pedido do Exército. Os drones usados por Israel são produzidos no país, incluindo os seus componentes internos.

Israel utiliza os aviões não tripulados para recolher imagens e preparar ataques. Por exemplo, foi a partir da investigação visual de um drone que Ahmad al-Jabari, um dos líderes da facção militante Hamas, foi morto na faixa de Gaza, durante 2012.

A reportagem assistiu, durante a visita, às imagens de inteligência que levaram ao ataque contra Jabari. O vídeo da explosão de seu veículo está disponível na internet.

EXPORTAÇÃO

O major Gil, que pilota drones há sete anos, afirma que esses aviões têm sido os prediletos nas Forças de Defesa de Israel para esse tipo de missão. Eles são mais baratos, afirma. Além disso, “não arriscam a vida do piloto, e podemos usar em áreas arriscadas por mais tempo”.

Os aviões não tripulados usados em Israel podem ficar mais de 30 horas em voo. Isso é quase três vezes o tempo de um avião tripulado, diz o major. Além disso, seus pilotos podem ser alternados em rodízio, evitando que sofram de fadiga física.

A qualificação de um operador de drone toma seis meses adicionais, durante o treinamento militar. É necessário estudar a análise das imagens, que são reunidas e enviadas aos aviões de combate.
Israel é atualmente considerado o maior exportador de drones no mundo, tendo o Brasil entre seus principais clientes.

FONTE: Folha de São Paulo

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