Passada a regulamentação da ANAC e DECEA o desafio agora é com o Ministério da Defesa

 

São Paulo, outubro de 2017 – Em maio, a tão aguardada regulamentação da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) foi divulgada e aqueceu o setor de drones. Há tempos aguardando por estas regras o mercado chegou a um novo patamar de maturidade e vem crescendo e lucrando cada dia mais com os novos negócios gerados. Contudo, um novo impasse se apresenta para o setor: o posicionamento do Ministério da Defesa frente ao uso de drones para mapeamento, uma das principais aplicações comerciais atuais da tecnologia. Este será um dos temas debatidos no IV Fórum Empresarial de Drones, que acontece no dia 26 de outubro, no Meliá Hotels International, em São Paulo, com a presença da ANAC, do DECEA, Polícia Militar e as principais empresas da cadeia produtiva do setor.

“Com a regulamentação de maio, o setor apresentou índices excelentes de crescimento. Até final de 2017 a expectativa é um crescimento de pelo menos 30%, mas em dois anos, a estimativa é dobrar de tamanho. Entendemos a preocupação com a segurança e com o espaço aéreo e também julgamos importante definir regras até para que haja uma seleção natural das empresas. Porém, o mercado deixa de contribuir com a economia a cada novo impasse imposto”, reforça Emerson Granemann, idealizador do Fórum e do evento DroneShow Latin America.

O Fórum terá um painel voltado a esta questão com a presença de Roberto Honorato da ANAC e do Coronel José Alberto Vargas, do DECEA e vem com a proposta de dialogar com o mercado sobre os pontos positivos da regulamentação e as melhorias necessárias. Contudo, o ponto alto e esperado do painel será a discussão e formulação de sugestões para o Ministério da Defesa flexibilizar a interpretação da arcaica legislação atual. Os principais players precisam viabilizar seus projetos que geram aos contratantes ampliações de produtividade, otimização de recursos e mais resultados a partir de tomadas de decisões mais inteligentes.

De acordo com o Ministério da Defesa, qualquer projeto de aerolevantamento executado no Brasil só pode ser executado se a empresa estiver inscrita no Ministério da Defesa e, todas as missões terão que ser autorizadas pelo órgão. As informações foram publicadas nas redes sociais oficiais da entidade em resposta às questões enviadas por empresários do setor (as respostas podem ser conferidas neste link).

“A dúvida que surge é em relação ao conceito de aerolevantamento que é muito vago na atual legislação e causa confusão no setor. A legislação de 1971 é muito antiga e não acompanha as novas tecnologias e necessidades do mercado. Existe uma proposta de modernização desta legislação que entrou em regime de urgência, mas foi engavetada em 2001”, explica Granemann.

Além do painel que discutirá questões legais, o evento terá uma programação intensa de melhores práticas e novidades do setor. Nos dias 24 e 25 e 26 acontece no mesmo local, cinco cursos: Como ganhar dinheiro com drones; Processamento de imagens obtidas por drones; Drones para Topografia; Drones para Agricultura e Drones para Mapeamento, além de uma mostra de drones e tecnologia embarcada das empresas: Gdrones, Dronestore, Gohobby, Futuriste, Aerials e Dahua.

Serviço:
IV Fórum Empresarial de Drones
Data: 24, 25 e 26 de outubro – 8 às 18h
Local: Meliá Hotels International – Av. Ibirapuera, 2534 – Moema
Investimento para cada atividade: R$ 597
*Fórum disponível também na modalidade online
**Cursos somente presenciais
Confira a programação e mais informações no site: http://www.droneshowla.com/forum/