Por Nobuhiro Kubo

TÓQUIO (Reuters) – O Japão pretende acelerar um programa de construção de navios de guerra para fabricar duas fragatas por ano e patrulhar os extremos do Mar do Leste da China, onde disputa a posse de ilhas com Pequim, disseram três pessoas a par do plano.

Tóquio já estava construindo um destróier de 5 mil toneladas por ano, mas agora irá produzir duas fragatas de 3 mil toneladas anualmente a partir do ano fiscal iniciado em abril de 2018, disseram as fontes, que não quiseram se identificar por não ter autorização para falar com a mídia.

Os japoneses pretendem criar uma frota de oito das novas embarcações menores e mais baratas, que também podem servir para atividades de remoção de minas e antissubmarino.

Operadoras de estaleiros como Mitsubishi Heavy Industries, Japan Marine United Corp (JMU) e Mitsui Engineering and Shipbuilding devem participar da licitação para as obras, segundo as fontes.

Japão e China disputam a propriedade de um grupo de ilhas no Mar do Leste da China, cerca de 220 quilômetros ao nordeste de Taiwan. No Japão elas são conhecidas como Senkakus, e na China como ilhas Diaoyu.

Autoridades militares japonesas de primeiro escalão têm dito temer que Pequim possa tentar aumentar sua influência no Mar do Leste da China nas proximidades de Okinawa, cadeia de ilhas do sul japonês.

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O Japão proporciona ajuda militar a países do sul asiático, como Filipinas e Vietnã, que se opõem às reivindicações territoriais chinesas no vizinho Mar do Sul da China.

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6 Comments

 

  1. 18/02/2017  18:53 by Fred Responder

    Disse que manipulações são feitas, más não me referi especificamente a você, que parece ter suposto isto.

  2. 18/02/2017  18:09 by Dalton Responder

    E eu simplesmente disse que a "marinha japonesa" não é tão forte como se pensa...os novos navios estarão substituindo
    navios mais antigos...como os 2 da classe "Hatakaze" a meia dúzia de "Abukumas" , etc. e por melhor que um meio novo seja com relação ao anterior, não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.
    .
    Não há manipulação nenhuma aí e sim que não há e continuará não havendo meios suficientes para todas as missões designadas em que pese a qualidade do equipamento e o profissionalismo.

  3. 18/02/2017  17:01 by Fred Responder

    Eu simplesmente disse que marinha japonesa é forte, não a mais forte.

    De resto, obviamente que conceitos como "fraco e forte " podem ser sempre relativizados, inclusive são frequentemente manipulados...

  4. 18/02/2017  10:34 by Dalton Responder

    Fred...
    .
    a "marinha japonesa" não é realmente assim tão forte...se ela possui cerca de 40 principais combatentes de superfície e cerca
    de 20 submarinos convencionais é porque não possui submarinos de propulsão nuclear de ataque e estratégicos, que são
    extremamente caros, caso contrário, seria uma marinha bem menor do que é.
    .
    A "marinha japonesa" não tem que lidar apenas com a marinha chinesa...há uma frota russa no Pacífico, por mais modesta que seja e também uma Coreia do Norte potencialmente hostil, não admira que os navios Aegis da "marinha japonesa" se mantenham em alerta quando são anunciados testes de mísseis da Coreia do Norte.
    .
    Falando em navios Aegis, existem apenas 6 deles que por conta de períodos de manutenção, treinamento, etc, resultam em um número ainda menor disponível, razão pela qual outros 2 serão incorporados em breve, elevando o número para 8 e mesmo assim, serão em menor número do que os navios Aegis da US Navy baseados no Japão, 11 unidades.
    .
    A "marinha japonesa" é forte quando comparada a muitas outras marinhas, mas, mesmo adicionando os mais de 20 navios da
    US Navy baseados no Japão, incluindo um imenso NAe e os demais navios da US Navy que são rotineiramente enviados da
    costa oeste dos EUA para o Pacífico, o resultado é missões demais e navios de menos.

  5. 17/02/2017  21:27 by Renato Responder

    Já estão atrasados.
    Poderiam encomendar umas 50 fragatas a Coreia...

  6. 17/02/2017  19:19 by Fred Responder

    Este é um exemplo de corrida armamentista, o Japão que já possui uma marinha forte, para fazer frente ao crescimento da marinha chinesa, reage intensificando a aquisição de navios de guerra.

    O detalhe é que o Japão é um país com grandes deficits orçamentais anuais, traduzindo: O governo gasta mais do que arrecada em impostos...

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