Por Marcelo Brandão

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse hoje (7) que a atuação das Forças Armadas em operações de segurança pública no Rio de Janeiro “tem sido exemplar”. A declaração foi uma resposta a um discurso do alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Zeid Raad Al Hussein, em que ele diz estar preocupado com o emprego das Forças Armadas no estado fluminense.



Jungmann usou como exemplo os casos em que foi autorizada a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), quando militares entram em ação em situações específicas, em cidades brasileiras. “Nós já fizemos 11 GLO. Me digam que desrespeito aos direitos humanos foram feitos pelas Forças Armadas até aqui? Qual denúncia que teve? São mais de 90 mil homens e mulheres, somando as 11 [operações]. Acredito que a performance das Forças Armadas nas GLO tem sido exemplar”, disse o ministro.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, também defendeu a atuação dos militares, ao mesmo tempo em que reconheceu a ocorrência de violência em incursões nas comunidades da cidade. “Tudo na vida pode ser perigoso, mas o Exército tem competência e tecnologia para reduzir os danos. É impossível também fazer uma incursão numa comunidade carente sem que haja uma certa ação de violência, porque a criminalidade ali é muito forte”.

Crivella citou o uso de drones em uma operação do Exército hoje, na cidade, como exemplo de redução de danos: “Para que não tenha danos colaterais à população, [é importante] o uso de drones e outras tecnologias, uso de inteligência, “plantar” pessoas antes para verificar onde é a ação dos traficantes e onde estão as armas. Isso o Exército sabe fazer e com certeza fará”.

O alto-comissário da ONU também condenou um suposto pedido de anistia prévia para eventuais atos que possam ser cometidos durante o período da intervenção. “Eu condeno apelos de oficiais do alto escalão do Exército por medidas que equivalem, na verdade, a uma anistia preventiva para quaisquer tropas que possam cometer violações de direitos humanos”.

Jungmann rebateu a possibilidade de tal anistia. “Eu não entendo onde existe uma intenção, uma regulação no sentido de anistiar previamente qualquer possível delito. Isso não existe. Eu nem aceitaria qualquer tipo de anistia preventiva, algo que significasse um delito e não passasse pela Justiça do nosso país. Isso seria inaceitável”.

FONTE: Agência Brasil
FOTO: Ilustrativa



 

10 Comments

 

  1. 11/03/2018  13:33 by Lippe Salles Responder

    O Jugman foi muito infeliz nesta declaração, os Traficantes e os Direitos Humanos tem mais liberdade do que as próprias Forças Armadas e Polícias, se ele realmente falou isso mostrou para todos nós que ele e o governo está a favor do Tráfico e contra a Nação Brasileira!

  2. 09/03/2018  21:59 by Teropode Responder

    A mesma ONU acusada de vassalagem em relação aos EUA servindo para os propósitos da esquerda mundial, nem vale a pena discorrer sobre isto, eu passo!

  3. 09/03/2018  18:26 by mauricio matos Responder

    A ONU fica preocupada do que esta´ acontecendo no Brasil e fecha os olhos da morte de milhares de pessoas na Síria.

  4. 09/03/2018  14:25 by Igor Andreati Responder

    Manda essa ONU catar coquinho... nunca fez absolutamente nada para ajudar o desenvolvimento do Brasil; há décadas não faz nada em relação ao protecionismo injusto dos europeu e norte-americanos da agricultura deles; nunca mexeu um palito pra nos ajudar na defesa da Amazônia; não fazem nada em relação ao Maduro... Brasil está nessa guerra civil há mais de dez anos e nunca vi ninguém da ONU tentar resolver a solução, daí quando alguém tenta fazer alguma coisa vem falar que tá errado e que não é assim que é pra fazer...

    São uma piada no mundo todo daí ficam metendo o bedelho em país com fama de ser frouxo diplomaticamente pra tentar recuperar um pouco da sua imagem

    E esse senhor Al Hussein devia estar preocupado é com os inocentes que morrem às dúzias nas mão de bandidos diariamente aqui.... e com as crianças da Síria... e com as meninas sequestradas pelo Boco Haram... e com as mulheres islâmicas que são mutiladas para não sentirem prazer... e com os milhões de chineses forçados a trabalhar em condições de escravidão... ahh, mas isso é difícil de resolver, então vou lá encher o saco dos brasileiros e defender um pouco os bandidos... só sabem cobrar, mas nunca resolveram nada

  5. 09/03/2018  13:27 by Esteves Responder

    Jovem Jungmann. Já perdeu uma cadeira. Se continuar desse jeito perde outra.

    Temer, dá um brinquedo pra distrair o menino.

  6. 09/03/2018  12:12 by ghutoz Responder

    brasileiro é um bando de boca murcha mesmo! pra que rebater a fala da ONU??? é só retirar-se imediatamente de qualquer força tarefa da ONU que participe oras! se não somos bons o suficiente que achem outros que sirvam para eles!

    • 09/03/2018  12:52 by Gil Responder

      Exatamente.
      e de passagem a gente poderia perguntar o que a ONU acha do narcotrafico.

  7. 09/03/2018  10:00 by Andre Responder

    A ONU está preocupada com a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro mas não está preocupada com a criminalidade que prejudica tanto o fluminense. Os direitos humanos da sociedade esta sendo violada historicamente pela bandidagem e eles vem com esse papo furado de direito humanos contra as tropas.
    Onu sendo Onu.

  8. 09/03/2018  9:52 by Sandro Responder

    É exemplar de como não se fazer uma intervenção! Exemplar de como perder os soldados colocando-os em grande perigo sem poderem atira pra se defender! É exemplar de como os direitos humanos protegem os criminosos aqui no Brasil!!!

    • 09/03/2018  12:55 by Gil Responder

      Os direitos humanos, apoiados por uma especifica ideologia que da e deu suporte juridico para o bandido.

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