Investimento é necessário para cobrir os períodos de revisão do Charles de Gaulle.

Os marinheiros franceses estão na ofensiva para convencer o executivo para adquirir um segundo porta-aviões em 2040. “Um segundo porta-aviões pode ser uma ambição”, afirmou nesta segunda-feira (4) o Almirante Christophe Prazuck, Chefe do Estado Maior da Marinha. “Os chineses querem construir quatro, os britânicos terão dois. Esta é uma ferramenta militar mas, também é uma ferramenta política que permite agregar nossos parceiros europeus”, argumenta.

Em 2016, navios aliados formaram uma Força-Tarefa capitaneada pelo Charles de Gaulle no Mediterrâneo. Durante o seu mandato, Hollande usou o navio aeródromo na sua política externa.

O assunto segundo porta-aviões volta periodicamente ao debate sobre Defesa, após a baixa dos dois porta-aviões da classe Clemenceau (Clemenceau e Foch). Em meio a contínua redução no orçamento de defesa, o Charles de Gaulle (R 91) segue sozinho.

Quando o capitânia francês entra no período de manutenção, como é o presente caso desde o início do ano e com previsão de durar dezoito meses, a França fica sem a sua ferramenta de “projeção de poder”. A revisão completa de “meia-vida” do porta-aviões vai custar 1,3 bilhões de euros, voltando ao setor operativo no início de 2019.

FOTOS: Ilustrativas

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5 Comments

 

  1. 05/12/2017  21:46 by Gilbert Responder

    Quem sabe eles convence a turma lá a entregar um segundo NAe até 2030 e ai o Charles vem para o Brasil e assim não ficamos mais de 20 anos sem NAe.

  2. 05/12/2017  19:32 by César Pereira Responder

    Porque os franceses não compram o Nae São Paulo de novo,eles tem até um plano para revisa-lo,ai todos nós ficamos satisfeitos ! kkkkk!

  3. 05/12/2017  13:52 by Andre Responder

    Bem colocado essa tarefa entre aspas porque os porta-aviões não projetam poder e sim controlam área marítima, a não ser que esse conceito tenha sido ampliado pela capacidade tanto da plataforma naval quanto aérea. Se o porta-avião é um instrumento político, os Estado Unidos tem uma supremacia incontestável nesse quesito, e nem estou me referindo á propulsão.
    Quanto ao Ocean, se vier será bem vindo mas na minha opinião ainda é mais uma oportunidade do que uma necessidade. Se for para substituir o Garcia D'ávila ou para compor a segunda frota seriam justificativas mais convincentes, mas o mais importante são um novo esquadrão de escolta (fragatas e corvetas) e apoio logístico, além de caça minas para substituir a atual frota.

  4. 05/12/2017  12:20 by Dalton Responder

    O "Charles De Gaulle" será retirado de serviço por volta de 2040...então o "segundo NAe " simplesmente será um
    substituto...o ideal seria voltar a ter 2...mas entre outras coisas a França precisará planejar a substituição de seus
    4 grandes submarinos estratégicos e isso não será barato.

  5. 05/12/2017  10:25 by FERNANDO Responder

    Bom dia,
    No blog PODER NAVAL, está sendo noticiado que o Brasil irá comprar o HMS OCEAN.
    O Defesa Aérea e Naval confirma???

    • 05/12/2017  11:00 by Luiz Padilha Responder

      Prezado leitor. O DAN aguarda o posicionamento da MB e do MD.

      Nós tínhamos sido informados antes que a MB desejava o navio. Se você ler a entrevista com o DGMM que o DAN fez, verá que o almirante afirma que a compra se ocorrer, teria a participação do MD.

      Nós trabalhamos com fatos e até que a MB ou o MD confirmem, não podemos confirmar. Pelo que li na Aeromagazine, a informação carece de confirmação oficial.

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