Punta Arenas (Chile), 06/02/2017 – O ministro da Defesa, Raul Jungmann, vistoriou nesta segunda-feira (05) as obras da nova Estação Antártica Comandante Ferraz, base de pesquisa que pertence ao Brasil, no continente gelado.

O ministro desembarcou por volta das 13 horas (hora local) na base antártica chilena presidente Eduardo Frei Montalva e de lá, seguiu de helicóptero até o canteiro de obras da estação brasileira, onde recebeu as informações sobre o andamento do trabalho.

“Aqui são desenvolvidas pesquisas do mais alto nível e o Brasil mostra sua bandeira. Mais uma vez demonstra que é um país que se preocupa com a humanidade e o meio ambiente”, declarou Jungmann ao final da visita à estação, que está sendo reconstruída após um incêndio em 2012.



Devido às condições climáticas extremas do inverno antártico, as obras de reconstrução só ocorrem entre os meses de novembro e março de cada ano. Nesse ritmo, a previsão é que a nova estação esteja pronta no próximo verão, em 2019.

Atualmente, cerca de 200 operários chineses da empresa CEIEC (China National Electronics Import & Export Corporation), vencedora da licitação, trabalham na obra da nova estação na Ilha Rei George. O custo total da obra, sob a supervisão da Marinha, é de US$ 99,6 milhões.

O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, que também acompanhou a inspeção, afirmou que a Força Naval e diversos parceiros fazem um grande esforço em prol dos interesses brasileiros na Antártica. O embaixador brasileiro no Chile, Carlos Sérgio Sobral Duarte, também acompanhou a visita, além de outras autoridades militares.

A nova base de 4,5 mil metros quadrados, com modernas instalações e uma vista privilegiada para a geleira azulada Wanda, terá 17 laboratórios, ultrafreezers para armazenamento de amostras coletadas pelos pesquisadores do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), que desde 1982 desenvolvem pesquisas em áreas como oceanografia e biologia, entre outras. A estação poderá abrigar até 65 pessoas.

O PROANTAR é um projeto interministerial coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O Ministério da Defesa, por meio da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira, presta apoio aos pesquisadores de Instituições de Ensino Superior (IES).

De acordo com o secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, almirante Renato Batista de Melo, a Marinha dentro do PROANTAR é responsável pela parte logística. “A Marinha provê aos pesquisadores todas as condições básicas para realizarem suas pesquisas, selecionadas pelo CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) ou MCTIC. “Realizamos o transporte até a Antártica e proporcionamos facilidades para a pesquisa, seja na estação Comandante Ferraz, ou nos acampamentos ou a bordo dos navios da Marinha: o almirante Maximiano e o Ary Rongel”, disse.

O pesquisador e professor Carlos Fugita, da Universidade Federal de Rio Grande (FURG) é um dos profissionais que neste momento encontra-se a bordo do navio polar Ary Rongel. “Estamos iniciando uma expedição para mapear propriedades físico-químicas na região da Península Antártica, que tem uma grande contribuição para aspectos relacionados a variações climáticas. O que acontece na Antártica tem um reflexo global”, comentou.

A estudante Mariah Borges, da mesma universidade, participa pela segunda vez do programa. “A previsão é ficar 20 dias no mar a bordo do navio almirante Maximiano”, afirmou.
Anualmente, a Marinha apoia 200 pesquisadores em 21 projetos de pesquisa. Esta versão de 2018 já é a 36ª da PROANTAR.

FONTE e FOTOS: MD



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9 Comments

 

  1. 07/02/2018  14:22 by pgusmao Responder

    Estou louco para ver o general Mourão sentado na cadeira de Ministro da Defesa, daí veremos o tal Jungmann que mandou puni-lo com a cara de bobo.

  2. 06/02/2018  23:58 by Gil Responder

    Deu xabu, resposta pra vc saiu mais acima.

  3. 06/02/2018  23:54 by Gil Responder

    Que tal os nossos batalhões de engenharia apoiado em alguma das muitas construtoras ou algum assesor no tema.
    Ao final não se trata de construir motores de aviões, ICBs, ou nada complexo, se trata de construir uma base cientifica, algo que outros paises inclusive de terceiro mundo levam anos fazendo ali, cito Argentina, Chile, etc..

    E não tem uma reles base não, tem varias.
    Daqui a pouco vamos pedir pros chineses plantarem a nossa soja pra gente já que faram melhor e mais barato.

    • 06/02/2018  23:55 by Gil Responder

      Digo: ICBMs

  4. 06/02/2018  21:37 by romario Responder

    Desenvolvimento cientifico e tecnológico brasileiro pra que? Para quando despontar entregar aos states? Vejam o petróleo do pré-sal e tecnologias desenvolvidas para a sua exploração; vejam a excelência da Embraer. Essa elite política que ai está é podre. Amaldiçoados sejam.

    • 06/02/2018  23:57 by Gil Responder

      Não existe politicos indecentes, com povo decente.

  5. 06/02/2018  19:44 by Helano Moura Responder

    A maioria das empreiteiras estão respondendo processo na justiça quem iria fazer ????

  6. 06/02/2018  19:29 by J. Neto Responder

    Quando os custos de projeto, fabricação e montagem de qualquer instalação ficam mais dinâmicos com a simples contratação de expertise externo, nada fica de anormal, pois recentemente parceria muito similar foi realizada com Vital de Oliveira, inclusive com participação de mais de um país contratado. Nada tem de desmérito nesta operação.

  7. 06/02/2018  18:29 by Gil Responder

    Que vergonha, não temos nem conheçimento pra montar uma base decente na Antartida.

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