Submarino nuclear Audacious da classe Astute

Por Natalie Chapples

O Ministério da Defesa anunciou que assinará um contrato para o sétimo submarino da classe Astute, menos de 24 horas depois que os ministros disseram ao deputado John Woodcock, que ele não precisaria esperar por “boas notícias”.

John saudou o anúncio, feito em uma declaração escrita do novo ministro de compras de Defesa, Guto Bebb, como “um grande alívio para a força de trabalho e segurança naval do Reino Unido”.



O anúncio vem após vários meses retido, nos quais os funcionários do Ministério da Defesa e a administração da BAE foram pressionados a construir o sétimo submarino para aliviar a crise do financiamento do equipamento de defesa.

Na declaração formal, o Sr. Bebb informou aos deputados: “O Ministério da Defesa (MOD) recebeu aprovação, em princípio, do Tesouro de Sua Majestade (HMT) para reconhecer novos passivos contingentes associados ao Contrato do 7º submarino da classe Astute”.

O anúncio abre o caminho para que o contrato formal seja assinado antes do final do exercícios financeiro.

O primeiro submarino Astute foi encomendado em 2010, portanto, a menos que a classe tenha sua vida estendida muito além dos 25 anos planejados, é preciso que se comece a construção para as substituições em 2026, assumindo os cerca de 8 anos necessários para sua construção.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: In Cumbria



 

9 Comments

 

  1. 08/03/2018  10:58 by filipe Responder

    Para provar que não , pode ver isso :
    http://www.defesaaereanaval.com.br/wp-content/uploads/2018/03/PROGRAMA-DE-REAPARELHAMENTO-DA-MARINHA-PRM.pdf

    Lê isso ai , você vai ver que não foi delirio meu, são os planos estratégicos do nosso almirantado...

    São 15 SKK e mais 6 SSN até 2047.

    Claro para mim até 2047 , o pump jet e cauda X já não serão tecnologias caras quanto são hoje, daqui a 20 anos , o AIP deixará de ser tão complexo, até lá teremos o SBR com AIP sim.
    Daqui a 20 anos, haverá grandes desenvolvimentos na propulsão nuclear, teremos uma geração para cada projecto de SSN, no SNBR Alvaro Alberto teremos a 1ªGeração de Reactores Nucleares, muito provavelmente teremos novas gerações logo a seguir, até lá nacionalizaremos os sonares passivos da THALES, criaremos a nossa versão do SUBTICS, teremos o torpedo pesado nacional integrado com a nossa versão de SUBTICS, e não são delírios não.
    Temos 20 anos pela frente de muito trabalho e suor.

  2. 07/03/2018  17:14 by filipe Responder

    Até a RN terá SSK , quem sabe a USN segue o mesmo caminho, SSK são mais baratos de manter e produzir em relação aos SSN/SSBN. A relação custo beneficio será melhor com o AIP.
    Em boa hora temos o PROSUB, que nos dará 6 SSN e 15 SSK, em termos de relação custo beneficio é bem mais alto.

    • 07/03/2018  19:46 by Andre Responder

      O Tireless disse que a mídia especializada defende o retorno desse tipo de submarino Filipe, não quer dizer que efetivamente eles terão, como você faz parecer. A compra e operação de submarinos diesel são vantajosos porque são projetados para isso, para que países mais pobres possam adquiri-los e mantê-los. Mas esse não é o principal aspecto que norteia uma grande potência em adquirir submarinos nucleares e sim o conceito político-estratégico. Grandes potências exigem grandes poderes, caso não tivessem esses grandes submarinos não seriam potências! É só você perceber como era a rivalidade dos países ocidentais com a Rússia, e atualmente essa guerra fria parece estar esquentando.

      Portanto não é viável que os britânicos e norte americanos retrocedam a um submarino básico com a Rússia mostrando seus dentes cada vez mais afiados. Seria muito amadorismo dos ocidentais se isso acontecesse: é como se abaixassem a guarda justamente em um momento em que outros inimigos "de grande porte" se apresentam na arena. E outra, se com o fim da União Soviética essas grandes potências ocidentais não retomaram o uso de submarinos diesel, porque agora com esse cenário que descrevi eles o fariam? A França e Estados Unidos chegaram a anunciar uma frota exclusivamente se submarinos nucleares.

      Não pense que ser barato de operar signifique necessariamente vantagem frente a ameças atuais. Submarinos nucleares tem um papel de longo alcance e profundidade, e considerando que o Reino Unido é uma ilha isso exige uma negação do "mar" mais persuasiva, no caso do SSN, e intimidadora, no caso do SSBN. Literalmente tarefa de gente (submarino) grande!

      Em relação ao Prosub o programa visa a construção de apenas 5 unidades. A continuidade de submarinos que você menciona terão como ponto de partida o Prosub, mas como aprendizagem. Será uma nova geração de submarinos mas dessa vez independente de outro país.

      • 08/03/2018  7:09 by filipe Responder

        Basicamente teremos 21 Submarinos, na primeira fase teremos 1 SNBR (1ª Geração do Reactor Nuclear) + 4 SBR, na segunda fase teremos 2 SNBR (com sistema VLS, 2ª Geração do Reactor Nuclear) + 5 SBR, na terceira fase teremos 3 SNBR (com propulsão Pump-Jet e sistema VLS para misseis de cruzeiro, 3ª Geração do Reactor Nuclear) + 6 SBR (com AIP), cada fase com um período de 8 anos, ou seja até 2040 teremos mais ou menos essa quantidade de submarinos,sem esquecer a nacionalização dos motores eléctricos, torpedos, mísseis de cruzeiro AV-300 Matador versão naval, sistemas de combate SUBTICS-BR, Sonares Passivos, é essa razão para o nosso Estaleiro ser tão grande.
        Com esses desenvolvimentos lá para 2040 , estaremos preparados para avançar com o SSBN Brasileiro, inicialmente será um Submarino com 8 tubos verticais para SLBM, esperamos que haja desenvolvimento no programa nacional de foguetes VLS, temos 20 anos pela frente de muito trabalho e engenharia.

        • 08/03/2018  9:47 by Jr Responder

          No começo do seu comentário eu estava propenso a dizer que "sonhar não custa nada", mas quando eu cheguei no final do seu comentário eu percebi que você não estava sonhando, mas DELIRANDO

  3. 07/03/2018  13:37 by HMS TIRELESS Responder

    Ainda assim o cobertor anda curto pois 7 SSNs é um número insuficiente para uma marinha com as responsabilidades da RN. Já há alguns setores da imprensa especializada do Reino Unido que defendem que o país deveria voltar a comprar submarinos convencionais como os Type 214 ou os novos SSKs suecos.

    De toda forma fica a pergunta: se um país como a Grã-Bretanha tem dificuldades em operar em manter 7 SSNs, como acreditar nas promessas do PROSUB?

    • 07/03/2018  13:50 by Jr Responder

      Tireless, meu caro, se você ficou atento ao quadro aonde mostra a linha do tempo e os submarinos que a RN já recebeu e ainda vai receber, você deve ter percebido que lá por volta de 2022 eles vão começar a construir 6 ssk(s) para começar a receber eles por volta de 2028. Eles não precisam comprar submarinos diesel elétricos nem de alemães ou suecos, a BMT tem o projeto de um submarino convencional chamado Vidar-36 de 79 metros que parece fantástico, creio que esse seja o caminho que a RN vai tomar

      • 09/03/2018  10:57 by HMS TIRELESS Responder

        Oi Jr! O gráfico acima é do (excelente) site Save The Royal Navy, justamente o site que defende a volta dos SSKs para a RN. E a julgar pela flexibilidade dos SSKs russos e o desempenho do HMS Onyx na guerra das Falklands, quando infiltrou comandos dos SAS e do SBS nas ilhas, eles estão certíssimos

    • 07/03/2018  20:49 by Andre Responder

      Respondendo sua pergunta HMS Tireless: se eles tivessem dificuldade de operar/manter submarino nuclear não encomendariam mais um. Perceba que estamos falando de submarinos novos aqui! Que por sua vez tem um pe$o enorme. Além disso não tem nada a ver o Prosub que prevê apenas um submarino nuclear para quem ainda engatinha no setor (na verdade está na fase de gestação ainda) com sete submarinos de um país já consolidado nessa tecnologia, a ponto de possuir SSBN. Ancião, portanto!

      Não faz sentido essa pergunta, são realidades bem diferentes: um país que passa anos vegetando um projeto estratégico desse, não se compara a um país que é "pressionado a construir" submarinos nucleares Tireless! Os britânicos desativarão um porta-helicópteros "jovem" para operar dois porta-aviões novos, olha que mundos opostos você confronta! Sem falar que o Brasil é o país que mais arrecada impostos no mundo. Então dinheiro não é problema, o problema é administrativo e político. Oh Tireless! Não fica fazendo essas comparações não!
      Quem dera se o Brasil tivesse esse tipo de "dificuldade".

Leave a reply

 

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.