Por Guilherme Wiltgen

Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ), Ilha de Mocanguê, segunda-feira 11 de junho, data Magna da Marinha do Brasil.Não haveria dia mais apropriado para iniciar o primeiro embarque do Defesa Aérea & Naval com a nossa Marinha, principalmente a bordo da Fragata Niterói, a “Pioneira”  de seis unidades da classe que leva o mesmo nome. Iniciava assim a fase naval da PASSEX com a Marinha da França.

As 8:00hs da manhã, o Contra-Almirante Marcio Ferreira de Mello, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra (ComDiv1), e seu Estado-Maior, foi recepcionado no portaló pelo Capitão-de-Fragata Daniel Américo Rosa Menezes e Antonio Braz, respectivamente Comadante e Imediato da Niterói.

   

Pontualmente as 9 horas da manhã, o GT 706.2, composto pelas  Fragatas Niterói (F 40) e Greenhalgh (F 46), Submarino Tamoio (S 31) e Navio-Tanque Alte. Gastão Motta (G 23), suspendeu da BNRJ. Nesta mesma hora, a FASM Georges Leygues (D 640), também desatracava do cais do pier da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, para se integrar a força tarefa.

   

 

   

Pouco antes, acompanhamos a saída do BCP Dixmude que rumava para a baía de Sepetiba, afim de conduzir a fase anfíbia desta Passex.

QRPB – Qualificação e Requalificação de Pouso a Bordo

Tão logo cruzamos a boca da barra, a Fragata Niterói entrou em postos de voo e minutos depois, já se aproximava para pouso a aeronave AH-11A Super Lynx N-4009 (Lince 09), pertencente ao 1° Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1), que iria compor o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) para esta comissão.

Tendo como pano de fundo a cidade do Rio de Janeiro, o Lince 09 realizou o seu primeiro pouso a bordo, iniciando a partir daí a qualificação e requalificação de pouso a bordo (QRPB) de três pilotos do HA-1, dentre eles, o próprio Comandante do Esquadrão, o Capitão-de Fragata André Marcet de Oliveira.

O QRPB consiste em realizar vários pousos e decolagens, circuitos e aproximações por ambos os bordos do navio.

Durante a realização do QRPB, a equipe de manobra (EQMAN), vai se adestrando e seguindo as ordens do orientador, peiando a aeronave no convoo.

As operações aéreas se estenderam até o final da manhã.

   

 

   

 

   

 

Cerimônia alusiva a Batalha Naval do Riachuelo

No período da tarde, estava prevista para acontecer no convoo a cerimônia alusiva ao 11 de junho, data Magna da Marinha do Brasil, comemorando os 147 anos da Batalha do Riachuelo. Porém, devido as alterações metereológicas, esta foi realizada no interior do navio.

O CA Ferreira de Mello presidiu a cerimônia, onde foi lida a ordem do dia n°02/2012 do Comandante da Marinha e a mensagem da Presidente da República.

   

Durante a cerimônia, o SO-AM Juarez Francisco Sales foi condecorado pelo CA Ferreira de Mello, por ter completado 2.000 dias de mar.

Operações Aéreas: VERTREP, Pick Up e HIFR

No período da tarde, mesmo com o tempo não muito favorável, deram-se sequência as operações aéreas com o Lince 09, que realizou VERTREP (Vertical Replenishment).

   

O VERTREP consiste de transferência de material entre navios, utilizando o helicóptero para realizar tal serviço, podendo ser transportado vários tipos de cargas, desde munição a gêneros alímentícios. Para isso, o helicóptero utiliza o seu guancho de carga (Cargo Hook) localizado na parte ventral, exigindo concentração total do Fiel da aeronave e da equipe de convoo.

   

Apesar de ser largamente utilizado, o VERTREP é considerado uma faina relativamente perigosa (em comparação com outros métodos de reabastecimento), pois envolve perigo para o pessoal que manobra a carga, abaixo do helicóptero, além dos potenciais riscos para a aeronave devido a Danos por Objetos Estranhos (DOE), uma vez que o helicóptero permanece “hoverando” a baixa altitude sobre o convoo.

No caso em que haja necessidade de se realizar transferência de pessoal ou de carga leve, comumente é realizada a manobra de Pick Up, quando o Fiel, operando o guincho (Hoist), iça ou baixa a pessoa/carga para o navio, ou a partir deste para a aeronave.

   

Na sequência, foi realizado o reabastecimento em voo da aeronave ou HIFR (Helicopter In Flight Refueling), manobra utilizada para que se possa reabastecer a aeronave, sem a necessidade da mesma ter que pousar no navio, ou quando a aeronave não está homologada para o convoo, ou seja, o convoo não é dimensionado para o tamanho da aeronave ou ainda pela ausência do mesmo. O HIFR possibilita que qualquer embarcação possa ser adaptada para se tornar um abastecedor, permitindo assim a permanência da aeronave “on station” por mais tempo.

   

Operações Aéreas Noturnas: QRPB e OTHT

Próximo ao início da noite, as intensas atividades aéreas que ocorreram durante praticamente o dia inteiro, não pararam, pois se iniciou o QRPB noturno e as missões de esclarecimento e designação de alvos além do horizonte ou OTHT (Over The Horizon Targeting) e ataques vetorados a alvos submarinos, uma vez que durante o período noturo, o Grupo Tarefa entrava em trânsito sob ameça submarina, tendo o Submarino Tamoio (S 31) como figurativo inimigo.

   

Em breve, mais matérias sobre a Fase Naval da Passex com a Marinha do Brasil.

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7 Comments

 

  1. 21/06/2012  18:50 by japa

    Onde foi parar o lançador de Aspide da Niterói?

  2. 21/06/2012  21:11 by Guilherme Wiltgen

    Japa,
    Seguiu com a Liberal para o Líbano!
    Assim que terminar a manuteção do lançador da F43, vão instalar na F 40.
    Abs,

  3. 22/06/2012  23:35 by Celso

    lamentavel esta informaçao, sera q pode haver marinha mais desdentada do q a nossa ????/ mas c certeza nao faltam verbas para rasgaçao de seda (entrega de ordens e outros quetais)fardas alvas e brancas impecaveis, impolutas (verdadeiros pavoes inuteis) ,, coqueteis e.....ufaaaaaaaa ja to c asco disso................

    sds

  4. 25/06/2012  8:19 by Luiz Padilha

    Celso, não podemos misturar as coisas. A MB não é desdentada, pois o exemplo que vc seguiu não serve para isso. O lançador do Aspide está passando por reforma e é muito comum, incluso ai, a maior marinha do mundo, usar peças de navios que estão parados para utilizar em outros. Quanto a rasgação de seda, vc precisa entender que cerimoniais são a parte politica do negócio e seu custo nunca poderá servir para qualquer tipo de comparação, como foi o caso. São universos completamente diferentes ( Valores absolutos).
    Mas você precisa saber que a MB só não é mais e melhor equipada porque ela não recebe a verba necessária. Nós que queremos ver nossa marinha com meios modernos, temos que, infelizmente, rezar para o governo federal, seja de que partido for, pois o Brasil é maior do os partidos.

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