O primeiro porta-aviões fabricado na China iniciou os testes no mar neste domingo, informou a mídia estatal, enquanto o país se prepara para adicionar um segundo navio de guerra a sua frota naval.

A embarcação, conhecida apenas como Tipo 001A, partiu para os testes na manhã de domingo, segundo a agência de notícias oficial Xinhua, enquanto a emissora estatal CCTV informou que o navio deixou um porto no nordeste da China por volta das 6h45.



Com entrada no setor operativo previsto para até 2020, o navio dará à China um segundo porta-aviões para reforçar a sua marinha enquanto reafirma suas reivindicações no disputado mar da China Meridional, e busca deter quaisquer movimentos de independência em Taiwan.

O único porta-aviões operacional da China, o Liaoning, é um navio soviético reaproveitado comprado da Ucrânia, que entrou em serviço em 2012. A posse de um porta-aviões nativo coloca a China entre as poucas potências militares com esses navios, incluindo os Estados Unidos, a Rússia e a Grã-Bretanha.

Mas ainda não seria compatível em tamanho ou alcance com as embarcações nucleares da Marinha dos Estados Unidos, que tem 11 porta aviões. Pequim embarcou em um amplo projeto para construir uma marinha “azul” e modernizar o seu Exército de dois milhões de militares, o maior do mundo.

A embarcação Tipo 001A irá deslocar 55.000 toneladas e usar propulsão convencional em vez da nuclear, de acordo com o Ministério da Defesa. Especialistas chineses estimam que o porta-aviões pode estar pronto para a ação em cerca de dois anos após novos testes.

FONTE: Sputnik



 

4 Comments

 

  1. 13/05/2018  22:50 by Nonato Responder

    Trump tem que tomar uma atitude urgente.

  2. 13/05/2018  20:29 by Samuca Responder

    Se eu fosse responsável pela doutrina militar chinesa, deixaria claro para os dirigentes do país que a China jamais poderia cometer a burrada de embarcar numa fútil corrida armamentista com os EUA sobre 'quem tem mais porta-aviões, quem tem mais caças steath, etc.', vide o que aconteceu com a URSS no final dos anos 80 ao tentar se equiparar numericamente com os EUA na área militar. Claro que isso não significa que o atual processo de modernização das suas forças armadas tenha que parar. Só acho que os chineses deveriam ir 'direto ao ponto', isto é, investir em armas verdadeiramente de dissuasão que, no meu conceito são as armas nucleares, especialmente os ICBMs: que sejam multiogivas, além de, no futuro, quem sabe serem dotados de hipervelocidade, cuja tecnologia a China é um dos países que a estudam no momento.
    Qual a moral de ter 10 ou 11 ou 12 porta-aviões??? Li em algum lugar que a China planeja meia dúzia de porta-aviões! Kkkkk Bobagem! Porta-aviões é só pra questão de 'status' - seria muito mais 'ameaçador' se a China se retirasse de um tratado que assinou nos anos 90, onde se comprometia a não usar armas atômicas como meio ofensivo, empregando somente em caso de 'contra-ataque'.

    • 13/05/2018  21:07 by Topol Responder

      Samuca

      Tudo depende de como o governo de Pequin encara e como conduzirá sua política externa... porta aviões são armas de projeção de poder (convencional ou nuclear) então confirmando a direção com que seus governantes tangem os rumos da nação, ou seja, expandindo a influência chinesa em áreas distantes como América do Sul, África e almejando ser um legítimo e onipotente líder regional a China deverá possuir sim uma frota de porta aviões para levar adiante sua projeção de força e mostrar presença nas diversas áreas de interesse em que está fincando sua presença e seus pesados investimentos...

      O poder nuclear vem atras disso tudo como uma salva guarda de dissuasão frente a outros grandes players e competidores que terão então que observar os chineses desfilarem suas frotas em áreas antes dominadas sem poder realizar um ataque direto sob pena de iniciarem uma retaliação nuclear

      • 14/05/2018  11:58 by Samuca Responder

        Topol!
        Sou fã da China como nação há tempos, a ponto de comprar livros (sugestão: 'Quando a China governar o mundo' do Martin Jacques), procurar sites que tratem sobre a geopolítica chinesa e, até andei fazendo curso de mandarim aqui onde moro. Não estaria muito certo qual seriam os objetivos dos dirigentes da China atual, mas se caso eles persigam os ditames da antiga China, não creio em expansionismo visando influenciar o planeta no sentido de 'chinesar' o Ocidente, tipo exportando socialismo, ou confucionismo ou seja lá o que for, tentando emular o Ocidente que passou os últimos 200 anos vendendo 'democracia, livre mercado e liberdade de expressão' (me engana que eu gosto ;-) ), isto é, tentando 'ocidentalizar' o planeta, como se ocidentalização fosse a última bolachinha do pacote.
        A impressão que a China me passa é que eles querem mercado pros seus produtos, mas não um mundo 'chinês' culturalmente. Por isso, que ainda teria dúvida em ver uma força expedicionária chinesa no futuro. E eles não têm essa vontade expansionista, porque os chineses parecem considerar como 'seu' mundo, toda aquela massa de terra que no passado foi de seu domínio, seja direto seja através da política de Estado tributários que as várias dinastias chinesas usaram no passado como uma forma de 'colonizar' outros Estados. Por isso que no conceito de 'Grande China', o pensamento chinês considera toda a população chinesa descendente dela espalhada por toda a Ásia, algo como quase 2,5 bilhões de pessoas.
        Acho que aqui no Ocidente, mesmo tirando aquele pessoal que têm segundas intenções, tendenciosas no sentido de serem anti-China no campo político-ideológico, os demais setores da sociedade ocidental, como o setor acadêmico, na verdade, pecam por não terem pleno entendimento da China e na falta deste, comodamente apenas 'substituem' os EUA pela China em se tratando de política geopolítica, daí imaginando a China como estado expansionista tal qual os EUA.

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