Phillipe Gomes Falcão Vilela é 2º Sargento do Quadro de Material Bélico/Manutenção de Armamento.

A aquisição dos carros de combate Leopard 1A5 pelo Exército Brasileiro trouxe consigo a doutrina de manutenção alemã, com foco na manutenção preventiva. Periodicamente são feitas revisões para testar todos os sistemas da viatura, o que gera grande consumo de óleo diesel e desgaste das baterias.

Foi aí, que entrou a participação decisiva do sargento Falcão ao desenvolver uma fonte de alimentação externa, independente das condições das baterias e sem necessidade de usar o motor da própria viatura para gerar energia.

O projeto iniciou-se em 2014 ao realizar o Curso de Manutenção da Torre do Leopard 1 A5, no Centro de Instrução de Blindados, em Santa Maria/RS, com o objetivo de reduzir custos e foi concluído em 2017 com apoio do Comando do 5º RCC.

A atitude do militar reflete as tradições de pioneirismo e modernidade do Regimento Tenente Ary Rauen. Se for implantado nas Unidades Blindadas, trará maior eficiência e economia de meios para toda a cadeia logística de manutenção.

Phillipe Gomes Falcão Vilela é 2º Sargento do Quadro de Material Bélico/Manutenção de Armamento, turma de 2005. Além do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), possui os cursos de especialização em Mecânica de Instrumentos e Manutenção da Torre do Leopard 1 A5.

FONTE: RMIX

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11 Comments

 

  1. 13/05/2017  15:15 by Spectre

    Parabéns,,,, ,,ao **Sargento Falcão ,,pela força de vontade e por sua sagacidade ,,,é admirável e uma Raridade pessoas com essa Lucidez ,,,,,,,,,,,,,,UUuurraaa ,,,AÇOOO

  2. 13/05/2017  19:49 by Andre

    Os senhores estão meio sumidos!
    Fala-se muito em tecnologia, desempenho (hoje "performance"), avanço etc. Mas a manutenção é um aspecto tão importante quanto essas qualidades, porém de menor ou nenhum destaque. Parabéns ao sargento pelo trabalho e que sirva de exemplo, já que em um país como o Brasil ser "expérto" é virtude é de se admirar uma capacidade técnica dessa importância.

  3. 13/05/2017  20:18 by marco antonio

    sensacional, parabens ao sargento falcão, toda economia é muito bem vinda nestes dias de cobertor curto.

  4. 14/05/2017  8:03 by James

    Andre, uma boa parte do povo que posta aqui não pensa em manutenção e seus custos. Por isso que alguns lunáticos postam sempre criticando as FA e o ministro, dizendo que o Brasil deveria comprar 15000 Armatas, 10000 SU-35, 999 Submarinos e ao menos uns 35 porta-aviões kkkkk

  5. 14/05/2017  11:45 by Celso

    Prezado James, esta correta sua observacao, muitos so se preocupam com qdes como se aqui no Brasil isso fosse necesssario neste momento. Na na verdade e a muitas decadas o objetico das FAs eh a de manter o meio termo necessario c excelencia na manutencao e isso pode ser constatado no EB e na FAB. Os meios tem q estar sim disponiveis no momento necessario e em boas condicoes e nesses casos a qde nao vai valer nada sem o bom aprestamento da tropa e os meios prontos.

  6. 14/05/2017  15:55 by XO

    Parabéns por ser proativo !!! Espero que o exemplo.arraste !!! BZ !!!

  7. 14/05/2017  18:12 by _RR_

    Excepcional!

    Parabéns ao sargento.

  8. 14/05/2017  23:31 by Nonato

    Tenho duas opiniões aparentemente conflitantes.
    Primeiro parabéns ao militar. O que ele fez não foi algo típico de especialista. Foi algo típico de generalista. Eu sou assim.
    Esse cara tem o meu estilo. Sou fã dessas soluções.
    Agora não entendi a vantagem dessa fonte externa de energia.
    O normal é testar sistemas que demandam energia usando as baterias que, por sua vez, são alimentadas pelo motor?
    Com essa solução se economiza diesel ou o desgaste do motor e bateria do tanque?
    E qual é essa fonte externa? É ligado na tomada com um transformador?
    Ou usam um motor convencional?
    Segunda opinião.
    Ele não teria feito nada demais.
    Não sei até que ponto há economia financeira ou de combustível...
    Em outras palavras, encontrou uma solução que parece muito simples. E que só é considerada interessante porque outros não a aplicam. Traduzindo, no meio da mediocridade, ele se destacou com uma solução simples.
    O país estaria muito melhor se todos fizessem esse feijão com arroz.
    Algo parecido com o gripen.
    Um caça comum mas que se destaca por fazer o básico com uma estrutura básica e simples.
    Seria algo como a polícia comprar uma Ferrari com motor super moderno para perseguir assaltantes quando poderiam fazer o mesmo com um gol 1.6 e depois alguém achar incrível a ideia de usar um gol para esta função.
    Os EUA estão gastando uma nota com o f35.
    Talvez a Rússia consiga funcionalidades muito próximas com um.decimo de despesas.
    Os militares tragam esses problemas para a trilogia que desenrolamos...

  9. 15/05/2017  13:42 by XO

    Nonato, o cara é Sargento e não ficou esperando o Enc. de Divisão reclamar ou haver "emoção" do "Sistema"... e são as soluções mais simples as que precisamos, não falo da "gambiarra", mas daquelas sacadas que só o pessoal que labuta nas unidades operativas sabe "parir"... precisamos de mais iniciativa e esse militar demonstrou isso, associado a conhecimento técnico para, de forma singela, aprimorar... mera opinião minha... abraço....

  10. 15/05/2017  17:14 by Operacional

    É aquela velha história, depois que se coloca o ovo em pé, fica mais fácil entender o problema...mas como o ótimo é inimigo do bom, foi pró-ativa a iniciativa do militar, o arroz c/ feijão é a melhor maneira de reduzir e otimizar uma questão prática diária.Pelo jeito ele deve ter dado uma espécie de "chupeta" no sistema do Leo 1A5 e continuou alimentando o sistema elétrico sem necessidade do próprio meio ( ....)...positivo a iniciativa!

  11. 15/05/2017  18:39 by Flanker

    Nonato, por mais que essa fonte externa fique ligada na tomada de 110 ou 220 V, o que ela vai consumir é muito menos do que se considerrarmos o gasto com diesel, o desgaste dos motores dos CC e de suas baterias e a manutenção que esse uso vai demandar. Quanto menos precisar usar/ligar/energizar os sistemas dos CC, mais sobra para eles serem usados em uso de verdade. Essa é a ideia.

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