Com duração de dois anos, novo contrato contempla aplicação do conhecimento adquirido no projeto de nacionalização de tecnologia

A Fundação Ezute firmou contrato com a Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa), em novembro, em continuidade ao apoio no projeto preliminar do Sistema de Combate do Submarino com Propulsão Nuclear Brasileiro (SN-BR), dentro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). O contrato contempla, ainda, o apoio às atividades técnicas de preparação para a fase de detalhamento de tal projeto.

Este é o terceiro contrato firmado dentro do Programa PROSUB e terá duração de dois anos, período no qual a equipe da Ezute dará suporte ao corpo técnico da COGESN (Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear) para a Amazul.

Durante o primeiro contrato, que se iniciou em 2011, a Fundação Ezute foi responsável pela absorção de tecnologia do Sistema de Combate dos submarinos convencionais. Uma equipe de engenheiros da Ezute foi para Toulon, na França, receber treinamento da DCNS (Directions de Construction Navales et Services). Com a absorção dessa tecnologia, o país será capaz de realizar a manutenção e até mesmo a evolução do Sistema de Combate dos submarinos do PROSUB.

“Após as atividades na França, com a nacionalização da tecnologia, o treinamento terá continuidade no Brasil, com a montagem do laboratório de integração local e do primeiro submarino”, explica a diretora de Defesa da Fundação Ezute, Andrea Hemerly.

Com esse novo contrato, a Fundação Ezute atuará aplicando o conhecimento adquirido na França, para apoiar a finalização do projeto preliminar do submarino de propulsão nuclear e realizará atividades de suporte e consultoria para o início do desenvolvimento do submarino.

Essa nova etapa reforça o compromisso da Fundação Ezute em ser a organização brasileira parceira da Marinha na manutenção e evolução dos Sistemas de Combate de Submarinos com Propulsão Nuclear, do PROSUB.

“Somos uma organização de alta tecnologia, parceira do governo, que busca desenvolver e acelerar soluções que beneficiem toda a sociedade. Com a participação no PROSUB, a Fundação Ezute reforça essa parceria em prol da soberania nacional”, conclui o presidente da Fundação Ezute, Eduardo Marson.

 

10 Comments

 

  1. 29/12/2016  0:03 by Braulison Responder

    Boa noite Padilha! Os problemas que vêm passando a Odebrecht podem desencadear atraso na integração do submarino nuclear?

    • 29/12/2016  7:06 by Luiz Padilha Responder

      Não. Tudo continua funcionando normal até o momento.

  2. 22/12/2016  2:52 by Mateus Responder

    Se não me engano o reator consegue enriquecer o urânio até 19.6℅, e é um reator relativamente pequeno.

  3. 21/12/2016  21:34 by Luciano Andrade Responder

    Padilha, primeiramente, obrigado pela atenção. Não estava querendo nada muito secreto, não, só algo do tipo : o corte de verbas atrasou a construção do protótipo ? Se não, qual a previsão p/ ele entrar em funcionamento ? Por exemplo.
    Abs.

  4. 21/12/2016  2:14 by Filipe Prestes Responder

    Será que com a tecnologia absorvida no PROSUB e da construção do reator nuclear, pode-se pensar em produzir reatores nucleares tb pra o PRONAE (presumindo que este de fato saia da papel)?

    • 21/12/2016  21:05 by Luiz Padilha Responder

      No futuro será possível, mas a MB segue a linha do "um passo de cada vez.

      Primeiro os submarinos, testes e mais testes e ai quem sabe?

      Temos que entender que para colocar um reator em um porta aviões, talvez seja necessário que o combustível tenha um nível de enriquecimento do urânio em um nível maior.

      Vamos aguardar.

  5. 20/12/2016  22:08 by Luciano Andrade Responder

    Boa noite Padilha, há muito não leio nenhuma novidade quanto a construção do reator protótipo. É em torno dele que tudo mais gira : determinação do diâmetro do casco, desempenho ( depende da capacidade de geração dele ), casamento da conversão elétrica/motriz que pode tornar o sub discreto ou não, etc. Me dá uma luz aí meu friendi, rs.

    • 21/12/2016  21:09 by Luiz Padilha Responder

      Luciano, as informações que você deseja não estão disponíveis.

      Ainda existem muitas coisas sendo definidas. Lembre-se que por se tratar de um submarino nuclear, muitas coisas essenciais no programa não são simples de se conseguir.

  6. 20/12/2016  19:00 by André Macedo Responder

    Qual a chance desse SNBR ganhar um par, com pelo menos o contrato pra esse possível segundo sub firmado a um relativo curto prazo? Depois da transferência de tecnologia poderemos construir um sem ajuda dos franceses?

    • 20/12/2016  21:12 by Luiz Padilha Responder

      Sim. O segundo está previsto e certamente será uma evolução do primeiro. Em breve serei mais específico com o artigo que estamos construindo.

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