Por Guilherme Wiltgen

Durante uma cerimônia realizada no último dia 25, no Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis, com as presenças do Governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira, do Prefeito de Florianópolis, Gean Marques Loureiro, do Comandante-Geral do CBMSC, Cel. BM João Valério Borges, do Comandante do 10º BBM, TC BM Sandro Martins, e demais autoridades civis e militares, foram entregues diversos equipamentos ao CBMSC.

Como parte do programa “Pacto por Santa Catarina”, que é um programa do Governo que reúne obras e aquisições para atender às principais demandas do Estado, foram entregues R$ 3,5 milhões em equipamento ao CBMSC, entre eles, mais três embarcações de Polietileno de Alta Densidade HPDE/PEAD modelos R110 e duas R90, fabricadas pelo estaleiro catarinense Rhino Defense.

O contrato foi celebrado com o Comando Geral do Corpo de Bombeiros e o 1º Batalhão Militar de Bombeiros, as três embarcações no “estado da arte” se juntaram a outras três que estão em operação a mais de cinco anos no CBMSC.

Dotadas de um robusto casco, que suporta impactos extremos (Heavy duty) de até 750 joules/metro, as embarcações fabricadas pela Rhino Defense, durante esses cinco anos de uso intensivo pelo Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), nunca apresentaram fadiga, ou dano estrutural, apesar das condições de mar severas da região, não requerendo manutenção, por conseguinte, mantendo alta taxa de disponibilidade.

       

As principais características das embarcações são a elevada resistência ao impacto e à abrasão, resistência à fadiga, imunidade às corrosões química e galvânica, baixíssimo efeito de incrustações, elevada resistência a grandes variações de temperatura, incombustíveis, estabilidade lateral, insubmergível e, principalmente, a durabilidade que ultrapassa aos 20 anos de uso contínuo em emprego extremo.

Essas novas embarcações possuem sistema de navegação e comunicação no estado da arte, o que vai proporcionar ao CBMSC um salto tecnológico, ampliando as suas capacidades. São capazes de transportar duas macas a bordo com todos os equipamentos médicos necessários para o atendimento às vítimas, aliado a isso, possuem velocidade e autonomia suficientes para contornar a Ilha de Florianópolis duas vezes antes de ter que ser reabastecida, ou seja, elas permanecem mais tempo em ação, o que pode determinar a chance de salvar a vida de vítimas em acidentes no mar.

       

Segundo dados do CBMSC, somente na última temporada, mais de 3 mil pessoas foram salvas por terem sido arrastadas em correntes marítimas. Outras 99 chegaram a sofrer algum grau de afogamento, mas foram reanimadas. Ainda de acordo com dados da última Operação Veraneio, 13 embarcações, das mais diversas, naufragaram no litoral catarinense, outras 60 foram resgatadas por estarem à deriva.

Além disso, as embarcações são providas de mangueira para combate a incêndio, no caso de um acidente envolvendo outras embarcações, acidentes também muito recorrentes durante o período de alta temporada.

As embarcações da Rhino Defense são construídas de polietileno de alta densidade (PEAD) de casco rígido com flutuação positiva em convés aberto ou com casario seco com sistema de esgotamento, possui a estrutura reforçada, moldado, com casco planante em forma de “V”, espelho de popa em peça única maciça, sem emenda. Flutuadores rígido em PEAD com diâmetro mínimo de 400 mm com câmaras independentes e estanques, com resistência mínima PN4, preenchido internamente com Poliestireno Expandido – EPS com densidade de 23 Kg/m³.

       

Seu casco em “V” em um ângulo do fundo de 18 graus medido na popa, com cantoneiras (chine) e costado mínimo de 100 mm de altura e uma grelha estrutural interna de chapa de PEAD, com o mínimo de 15 mm de espessura. As longarinas dão ao projeto a garantia de que as obras vivas da embarcação proporcionam uma navegabilidade mais suave com uma excelente estabilidade, aliada a resposta rápida de comando.

Segundo o engenheiro naval Jean Shinzato, a entrega do modelo R110 (a maior embarcação já fabricada no Brasil em Polietileno de Alta Densidade HPDE/PEAD), proporcionará ao Corpo de Bombeiros de Santa Catarina um aumento substancial em suas capacidades. Em testes realizados em alto mar antes da entrega, a embarcação com 10 tripulante e tanque cheio (640 litros), atingiu a velocidade máxima de 46 nós. Em uso normal, a R110 possui uma autonomia de 7 horas de navegação o que a coloca como uma excelente opção para Forças de Segurança e para a Marinha do Brasil.

Além das 6 embarcações entregues ao CB de Santa Catarina, existem 3 embarcações R90 sendo utilizadas pela Policia Ambiental do Estado de São Paulo, em Santos/Guarujá, Ubatuba e Cananéia, onde estão em operação há 5 anos sem nenhum problema em seus cascos, continuou Jean Shinzato.

A Rhino Defense agora se programa para a entrega de 2 embarcações R75 para a Marinha ainda este ano.

 

9 Comments

 

  1. 06/07/2018  19:21 by Alvaro Carrilo Responder

    Incrível esse país, aja falta de criatividade. Sabia que não demoraria muito para copiarem os barcos da DGS.

    • 07/07/2018  16:57 by Rhino Defense Responder

      Boa Tarde Sr.Alvaro Carrilo, entendo e compreendo perfeitamente sua indignação. Uma admiração a um determinado produto se deve ao fato do mesmo apresentar características positivas do ponto de vista do cliente. Não cabe aqui identificar quais são esses pontos positivos mais da sua aprovação e apreço para a marca. Cabe informar que não se trata de uma copia, não existe essa pretensão. Ambos os estaleiros possuem conceitos e projetos muito distintos. A Rhino Defense teve início em 2008 com o desenvolvimento no Brasil iniciado na Petróleo Ipiranga e concluído na Braskem. Teve registro na Capitania dos Portos de Florianópolis com o primeiro barco militar em 2009 produzido com polímeros robustecido fabricado no Brasil. Convidamos para conhecer nossas instalações, produção e navegar nas embarcações. Esperamos que se torne um novo admirador da marca, defensor e amigo da Rhino Defense. Desejando maiores informações, por favor, entre em contato com o Eng.Químico Sr.Pedro Francisco Springmann pelo contato comercial no site da empresa. Temos todo interesse de esclarecer suas duvidas e de quem as tiverem.

  2. 05/07/2018  18:49 by Marcelo Responder

    Essas embarcações são surpreendentes. Eu as conheci na prática e mostraram ser eficientes e extremamente resistentes. Parabéns à Rhino Defense pela seriedade e competência em oferecer excelentes embarcações com ótima relação custo benefício.

    • 06/07/2018  7:58 by Rhino Defense Responder

      Obrigado Marcelo, ficamos honrados pelo seu comentário. Nossa produção é ao estilo taylor-made, onde as necessidades do cliente são exploradas ao máximo. Quando o operacional de uma organização militar solicita uma embarcação, destacamos para a engenharia os pontos prioritários para o projeto como a performance desejada e a logística de funcionalidade interna da embarcação. A segurança, estabilidade, robustez e navegabilidade são prioridades padrão em todos projetos da Rhino Defense.

  3. 05/07/2018  18:07 by Fabio Ricardo Responder

    Esses números apresentados são reais ou um estimativa de projeto? Achei muito para um barco de 11 metros com toda a capacidade de carga. Esse material é robusto, temos uma aqui mais pesa muito. Se conseguiram mesmo 46 nós, parabéns.

    • 06/07/2018  8:17 by Rhino Defense Responder

      Obrigado Sr.Fabio Ricardo, os números são reais. Antes da produção física da embarcação, enviamos as necessidades do cliente para estudo no departamento de engenharia do estaleiro. Recebemos uma estimativa com a curva de performance e repassamos ao pré-venda para ajustar se for necessário. Se existir desvios grandes entre custo e dimensões, volta a ser realinhado. Mas na maioria das vezes acertamos de primeira. Depois da embarcação pronta fazemos os testes com prova de mar, daí é que saem os números que publicamos. Tratando-se de licitações com parâmetros de desempenho não tem como não entregar o que pedem. O material construtivo permite absorver impactos de até 750 joules/metro sendo indicados para serviços extremos (Heavy duty).

  4. 05/07/2018  10:03 by Fernando Responder

    Interessante o barco, imaginava que só existia um barco deste mamute. Gostei da qualidade de acabamento. É fotoshop? kkkk
    Queria ver uma desta aqui toda negra blindada no comando.

    • 05/07/2018  15:42 by Rhino Defense Responder

      Obrigado Fernando pelo o elogio. Verdade que pra chegar nisto foi muito trabalho e estudo. Não foi fotoshop não, são imagens reais! Esse é o padrão do estaleiro, todas as embarcações comercializadas e entregues tem esse acabamento. Espero em breve ver uma destas com vocês, faço votos.

  5. 02/07/2018  19:20 by Ivan BC Responder

    É preciso alterar o Estatuto dos Militares de SC urgentemente. A idade limite para concursos militares preciso ser alterada, passar de 30 para 40 anos. Atualmente é exigido nível superior, graduação que só é conseguido com 22-23 anos de idade pelos acadêmicos, ou seja, fica uma margem de apenas 7 anos para fazer o concurso. O agravante é que só há concurso a cada 4 anos, isso quando tem concurso dentro do prazo (sem imprevistos). O Estatuto quando alterou o requisito mínimo: Ensino Médio* para ensino superior* simplesmente esqueceu que a esmagado maioria das pessoas não entram na faculdade com 18 ou 19 anos e que nem todos passam em todas as matérias e que tem cursos de 5 -6 anos de duração (engenharias, direito, área médica) etc...
    Meu irmão sonha em ser bombeiro em SC, mas infelizmente há esse grande empecilho que trava o sonho dele. Infelizmente em SC o jovem só tem 1 chance de ser aprovado, se reprovar na prova em 1 das 7 etapas adeus, se perder a inscrição acabou!
    PRF, PF, policiais civis não tem limite de idade, em alguns Estados o limite de idade é de 35-40 anos (para ensino médio). Nas forças armadas há limite de idade para as funções, porém há coerência: ensino médio há várias chances, na ESA o limite é 24 anos, ou seja, o estudante pode tentar 6-7 vezes o concurso. para nível superior nas forças armadas o limite costuma ser de 36 anos, sendo que há concurso TODOS os anos.
    Muitos bombeiros e policiais trabalham no administrativo, o argumento de idade é ridículo, sem falar que o teste de aptidão física é a voz que diz quem é ou não apto, não apenas a IDADE de forma isolada.

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