Os Estados Unidos retiraram o convite para a China participar da próxima edição do RIMPAC, disse um porta voz do Departamento de Defesa.



Citando ações no Mar do Sul da China, que vão contra a normas internacionais que busca mares livres e abertos, o porta-voz do Departamento de Defesa, o Lt. Col. Christopher Logan, disse que a Marinha Chinesa (PLA Navy) não seria um dos participantes no exercício, apesar da sua presença nos exercícios em anos anteriores. “Os Estados Unidos está empenhado em um livre e aberto Indo-Pacífico. A China continuou a militarização e disputas no Mar do Sul da China, que só servem para aumentar a tensões e desestabilizar a região. Como uma resposta inicial para a China, retiramos o convite para que a PLA Navy participe do exercício “Rim of the Pacific 2018″ (RIMPAC). O comportamento da China é incompatível com os princípios e efeitos do RIMPAC”, disse Logan. “Temos fortes evidências de que a China tem implementado mísseis anti-navio, sistemas de mísseis terra-ar (SAM) e jammers nas Ilhas Spratly. O recente pouso de um bombardeiro na Ilha Woody, também elevou as tensões”, completando, “Acreditamos que estas últimas implantações e a manutenção da militarização desses recursos é uma violação da promessa que o presidente Xi fez aos Estados Unidos, e ao mundo, de não militarizar as Ilhas Spratly”.

A porta voz da U.S. 3rd Fleet,  Lt. Cmdr. Julie Holland, disse que a China estava programada para ser parte da Força Tarefa Combinada (Combined Task Force – CTF) 175, liderada pelo Cutter Bertholf (WMSL-750), da Guarda Costeira dos EUA (USCG), acompanhado por navios de Marinhas várias Nações, bem como da CTF 171, liderada pela U.S. Naval Expeditionary Dive and Salvage. A Marinha Chinesa traria quatro navios, incluindo o seu navio Hospital Ark e uma equipe de mergulho.

A China participou no exercício de 2016, apesar das tensões no momento. Em 2012, a China foi convidada a participar da edição de 2014 do exercício, enviando quatro navios convidados e um não solicitado navio espião, mesmo assim, foram convidados para se juntar novamente em 2016.

Apesar das tensões no Mar do Sul da China, além de outras entre dos dois países, líderes navais há muito tempo falam sobre a importância do treinamento de assistência humanitária e socorro em conjunto a desastres naturais, comunicação no mar para evitar colisões e resgate em caso de emergência.

A Rússia, no entanto, não teve permissão para participar em 2016, devido à sua anexação da Crimeia e as agressões no leste da Ucrânia. Ainda assim, a Marinha russa enviou um destróier para seguir o USS America (LHA 6) e um navio espião para monitorar o exercício.

FONTE: USNI
FOTO: Ilustrativa



 

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