T-72 Kadex 2016

Fotos de uma nova versão do T-72, provavelmente o melhor tanque russo-soviético das últimas décadas, foram publicadas ontem (30) no Facebook por Aleksei Zhárich, vice-diretor da Uralvagonzavod, principal fabricante de tanques da Rússia.

O novo tanque será apresentado no stand russo na feira de armas Kadex-2016, que começará no dia 2 de junho em Astana, capital do Cazaquistão.

O modelo, adaptado para o combate urbano, é equipado com um novo sistema de controle de fogo com um sistema de mira multicanal Sosna – o qual inclui um computador balístico digital e um conjunto de sensores bastante completo (velocidade do vento, temperatura de propulsor, temperatura e pressão do ar, velocidade do tanque e sensores de velocidade angular).

De acordo com o site Gazeta.ru, o novo T-72 foi concebido com base na experiência russa da guerra na Síria e em outros conflitos no Oriente Médio.

“Se você olhar bem, os conflitos armados no mundo desenvolvem-se principalmente dentro das cidades; ninguém se atreve a combater em campo aberto, pois isso levaria à destruição instantânea [dos veículos blindados]”, observou o vice-diretor da Uralvagonzavod, Viacheslav Khalitov.

FONTE:sputniknews.com

 

10 Comments

 

  1. 02/06/2016  2:04 by MalExGrimmjow Responder

    Só digo uma coisa e bato nessa tecla a muito tempo. Assad só está no poder ainda por causa, em grande parte, dos MBT's de vários modelos.

    MBT pra conflito urbano é ruim? Discordo dos colegas Assistam "Jobar Operations Anna News". Para destruir um enclave de rebeldes onde vc não dispõe de bombas ou misseis com precisão cirúrgica é a melhor pedida é o 155/125 e pra cima de 90.

    O grande sucesso hoje das investidas da SAA no Sul de Aleppo em 1/5 deve-se ao T-90. Que em pequenas quantidades e com tripulação inexperiente teve um sucesso considerável.

    T-90 vs Tow dois ataques e um relato. Os dois ataques acertaram dois T-90 em situações diferentes um deles sobreviveu sem maiores danos o segundo ataque pegou na lateral de outro T-90 ouve penetração sem destruição total do veiculo situação (unknown). Sobre o relato, um operador TOW morto e equipe com graves ferimentos. Eu acho que foram detectados pelo(ESSA Thermal viewer).

  2. 02/06/2016  0:16 by Topol Responder

    O conceito mais interessante de veículo blindado para guerra em ambientes urbanos continua sendo o BMPT Terminator

    • 02/06/2016  9:52 by HMS_TIRELESS Responder

      Amigo Topol, para combate urbano puro e simples acho que os veículos ideais são os VCIs, que oferecem boa proteção e podem levar consigo um grupo de infantaria, como é o caso do Puma alemão, o M-2/3 Bradley norteamericano e os Achzarit e Namer israelenses. Esse último é mais interessante pois é um derivado do Merkava mantendo suas virtudes de boa proteção. Da mesma forma esses veículos podem receber estações de armas remotamente controladas, dotadas de armamento de tubo de 12,7 mm, 20 mm, 30 e 35 mm e mísseis anticarro, ou mesmo terem torre com armamento de tudo como é o caso do carro alemão.

      • 02/06/2016  23:31 by Topol Responder

        Depende... em caso de infiltração de tropas sim, os VCIs oferecem a possibilidade de colocar soldados no front e ainda assim dispor de considerável poder de fogo, porém em casos específicos de patrulhas de busca e destruição o Terminator com seus 2 canhões de 30mm mais 4 mísseis realiza muito bem a tarefa, até por ser menor e mais ágil.

  3. 01/06/2016  14:57 by Gilberto Rezende Responder

    Veículos blindados num ambiente urbano são peixes fora d'água, melhor são elefantes na loja de cristais.
    A evolução das armas anti-tank de infantaria começa desde os primeiros RPG russos com carga moldada RPG-40 na II WW.
    No estágio atual destas armas, as mais modernas baseadas em mísseis não podem mais ser contrapostas só pela tecnologia de blindagem das viaturas.
    Entendo que existem 3 caminhos principais que isolada ou simultaneamente podem ajudar na autodefesa das unidades blindadas:
    1) A mais simples é que no ambiente urbano a principal deficiência dos MBT é a lentidão e o calibre exagerado da arma principal para se opor a alvos (homem com RPG ou míssil de ombro) em grande ângulo de elevação e próximo. Faz-se necessário incorporar um estação de canhão de pelo menos 30 mm, totalmente automatizado e da maior velocidade possível de conteira e elevação que possa ser instalado no MBT em operação urbana. Um exemplo próximo é a torre TORC-30 que pode ser instaladas no Guarani que podem dar tiros com 85° de elevação com munição 30mm ou com a metralhadora 7,62 incorporada. Este design básico se puder ser um pouco mais reduzido e ser incorporado como uma estação de armas a ser colocada sobre a torreta de um MBT em operação urbana DEVERIA ser o alvo de desenvolvimento. Embora impensável no campo de batalha por elevar demais o perfil do veículo, no ambiente urbano seria a arma principal de defesa incluindo o uso de munições especiais para fogo de barragem usados nos sistemas navais de defesa de ponto.

    2) Drones, a penetração de blindados em ambiente urbano dependerá cada vez mais do acompanhamento de drones tanto aéreos como de solo. A cobertura aérea sofre o mesmo problema dos tanques onde uma arma de ombro pode liquidar um armamento dezenas/centenas de vezes mais caro que o RPG/Míssil, seja o MBT ou a aeronave ou helicóptero que lhe dá cobertura.
    A equação econômica indica o desenvolvimento de drones de batalha para vigilância e oposição antecipada tanto no solo quanto aérea contra IEDs, RPGs e Shouder Missiles.

    O desenvolvimento deste dispositivos deve ficar na faixa 20 a 50 mil dólares (considerando o custo de 246 mil dólares de um FGN-148 Javelin. De modo que um MBT isolado disponha de 2 drones terrestres e um aéreo ou grupos maiores protejam grupos de MBT sempre numa maior proporção de drones terrestres que aéreos. A linha de custo/efetividade e a substituição rápida dos drones perdidos (lançamento aéreo por para-queda ou transporte do Drone terrestre pelo Drone aéreo a partir de aeronave cargueira fornecedora).

    3) automação e controle automático das armas dos drones e do MBT no cenário com acesso em rede de sensores e armas para responder a ameaças imediatamente com tiros de barragem;

    Claro que este é um conjunto de desenvolvimentos ideal e no momento utópico mais várias iniciativas correm em paralelo, me parece que a incorporação de drones auxiliares é o caminho tanto para os MBT e os caças tripulados pois, minha opinião pessoal, os drones 100% independentes com controle remoto ou inteligência artificial estão muito longe de serem viáveis em uma guerra simétrica onde o telecomando pode ser Jammeado ou Hackeado por um inimigo de nível tecnológico aproximado. Mas o controle próximo de drones pelo veículo tripulado é uma tendência de potencial e mais viável.
    OBS. No caso dos MTB significaria ainda a reintrodução do terceiro tripulante para controle dos drones e da estação de defesa urbana auxiliar. (tendência do Armata Russo)

  4. 01/06/2016  8:13 by Igo_Marron Responder

    Só estou na dúvida sobre quem sofreria a destruição total, se seria a infantaria ou os blindados.

    Eu acho que seria a infantaria.

  5. 01/06/2016  3:24 by Topol Responder

    Não adianta nada se um TOW continua conseguindo explodir ele do mesmo jeito que antes.

    Na minha opinião o que precisa evoluir na categoria dos MBTs é a capacidade de sobrevivência a sistemas de mísseis portáteis, que é a realidade que encontramos hoje em conflitos pelo mundo afora... a disseminação das armas ATGMs diminuiu demais a confiabilidade desses veículos a um custo muitas vezes menor que outro carro de combate... Para mim mesmo com sensores mais rústicos o que mais importa é permanecer vivo, mesmo que tenha que efetuar três disparos para acertar o alvo, é melhor ter sistemas Shtora e Arena e blidagem Kontakt em todos os carros do que sensores e controles modernos em um carro vulnerável a armas anti tanque disparadas por um muleque de 16 anos escondido atrás de uma parede.

    • 01/06/2016  9:50 by HMS_TIRELESS Responder

      Amigo Topol, a eficácia de blindados em guerra urbana depende principalmente da coordenação dos mesmos com a infantaria. A progressão dos tanques dentro de uma cidade depende da infantaria fazer o trabalho sujo de entrar de prédio em prédio fazendo a varredura se ali não existem Snipers ou operadores de armas ATGMs, até porque o alto de um prédio é o lugar perfeito para o disparo de um míssil anticarro pois como sabemos a blindagem de um tanque é menos espessa na parte de cima. No Iêmen os sauditas estão operando MBTs sem a cobertura da infantaria e estão colhendo pesadas baixas.

      De igual forma, também ajudam sistemas de proteção instalados nos MBTs. Vimos isso durante a operação Protective Edge, quando o Sistema Trophy conseguiu mais de 15 interceptações bem sucedidas contra Mísseis Kornet e RPGs-29. Tanto que os israelenses não perderam um Merkava sequer, tendo tido apenas um com a blindagem lateral danificada.

      • 01/06/2016  12:09 by _RR_ Responder

        HMS Tirelles,

        Topol,

        No que concerne a guerra urbana, ainda vigora um princípio basilar: cobertura aérea...

        Drones e helicópteros, monitorando quaisquer instalações e movimentações suspeitas, são fundamentais para se prever ataques e, caso haja oportunidade, eliminar a ameaça.

        Helicópteros também são pronta resposta caso tropas em solo se vejam isoladas ou seja necessário uma extração.

        Considero que ameaças maiores são sistemas AT portáteis sem orientação ( RPG, AT-4 ), que podem ser disparados de forma totalmente independente e, literalmente, de qualquer buraco... Mísseis, além de relativamente caros para guerra assimétrica ( e logo se constituirão em minoria ), precisam ser orientados, o que normalmente exige, além de uma linha de visão clara, certa distância para permitir um "lock" legal do alvo. Também há, para a maioria dos sistemas, o inconveniente de precisar ser armado em tripe e/ou em alguma posição que ofereça apoio, o que normalmente exige mais de um operador... São, sem dúvida, terríveis quando se tem campo aberto. Mas em espaços mais confinados, como prédios e construções, a utilização é mais limitada.

        Mas, de longe, a maior ameaça em cenário assimétrico são os IEDs... Furtivos e bem posicionados, podem ser detonados a distância e ( aqui a vantagem maior ), manter aquele de detona em completa segurança...

        Por fim, creio que MBTs não são o melhor pra guerra urbana... O próprio tamanho e peso de convertem em grande inconveniente; principalmente se for atingido e imobilizado... Sistemas como Trophy, blindagem tipo "grade" e uma proteção balística capaz de resistir a projéteis de até 14.5mm é normalmente o suficiente para aguentar a esmagadora maioria do que se espera encontrar em área urbana... Logo, um VBCI ou, no máximo, um IFV, são mais que suficientes para a esmagadora maioria do que se prevê por aí... A coisa apenas muda de figura se se tem a certeza de encontrar outros carros de combate.

        • 01/06/2016  14:37 by HMS_TIRELESS Responder

          RR
          Interessante sua colocação sobre os IEDs e o fato dos mesmos poderem ser detonados à distância, majoritariamente via telefones celular hoje em dia. Durante a Protective Edge as IDFs mantinham sempre um Beech King Air em vôo que além de operações de COMINT certamente também deveriam contar com algum dispositivo para interferir nos celulares e impedir a detonação de IEDs

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