Esta é a conclusão inevitável do confronto em relativa surdina no último fim de semana, quando provocação via drone levou a ataque aéreo em grande escala

Por Vilma Gryzinski

Perder sua força aérea para Israel já é quase uma tradição na Síria. A última vez que isso aconteceu em grande escala, foi em junho de 1982, no começo da Guerra do Líbano.

Resultado: 82 caças sírios de fabricação soviética derrubados (de um total de 100), 30 baterias antiaéreas destruídas. Sobrou uma. Israel teve dois caças avariados. Foi a maior batalha aérea desde a II Guerra Mundial.



Os combates entre os dois países, com enorme desvantagem tática e estratégica para a Síria, só tiveram um cessar-fogo por imposição do presidente Ronald Reagan. A imprensa soviética divulgou na época uma notícia não só falsa, como delirante: Israel tinha perdido 67 caças.

Como a parte mais importante para quem inventa uma fake news é não acreditar nela, a superioridade do material bélico fornecido pelos Estados Unidos a Israel ficou evidente.

David Ivry, o comandante da Força Aérea israelense na época, disse ter ouvido confidencialmente que os soviéticos identificaram muito bem seus pontos fracos – os mesmos, em termos tecnológicos, que acabaram levando ao desmanche do império vermelho.

Diante de um histórico assim, por que sírios e aliados não estão comemorando com grande festas o primeiro caça israelense que derrubam desde 1982?

Provavelmente porque sofreram perdas que estão procurando esconder. Ou seguindo instruções de seus amigos.

Ter amigos importantes é a estratégia de sobrevivência do regime sírio. Rússia, Irã e Hezbolllah, hoje a força dominante no Líbano. Com esse tipo de apoio, conseguiu o que parecia impossível: manter-se no poder depois de uma guerra civil de proporções bíblicas, com a grande maioria do país, os muçulmanos sunitas, lutando ou torcendo contra.

Ir para um confronto com Israel agora seria uma loucura. Mas o regime sírio não tem muito poder de decisão. Quem vai decidir é o Irã.

O confronto do último fim de semana foi praticamente entre iranianos e israelenses. Começou 4h30 da madrugada do dia 10, quando um radar israelense detectou um avião não-tripulado, chamado em geral de drone, entrando no país pelo espaço aéreo da Jordânia.

Um helicóptero Apache já estava esperando quando o drone operado à distância por um técnico iraniano entrou em território israelense. Foi derrubado num ponto onde poderia ser recuperado e estudado – exatamente como os iranianos fizeram com o avião não-tripulado americano abatido em 2011, cuja tecnologia copiaram.

Quinze minutos depois, aviões israelenses bombardearam o veículo móvel no qual estavam os equipamentos para operar o drone, perto de Palmira, a cidade com ruínas milenares onde o Estado Islâmico praticou barbaridades, antes de ser expulso. Os ocupantes do veículo, iranianos, foram mortos.

 

As baterias antiaéreas sírias, modernizadas pelos russos, reagiram em massa. Estilhaços de um míssil dirigido por calor atingiram um F16 israelense. O caça de 18 milhões de dólares caiu em território de Israel.

Piloto e artilheiro se ejetaram. O primeiro sofreu ferimentos sérios. Estão sendo investigados por possível erro técnico. O F16 é um avião de alta performance, com equipamentos que detectam quando é alvo de um míssil antes que seja disparado.

Israel reagiu com uma segunda onda de ataques aéreos contra doze instalações militares na Síria, inclusive o principal centro de comando e controle.

Dos doze alvos, quatro era iranianos. Num deles, um aeroporto do exército sírio usado pela Guarda Revolucionária iraniana, havia pessoal militar russo, o que dá uma ideia do tamanho dos problemas em potencial.

Aliás, o maior dos problemas. O governo israelense segue uma política de jamais criticar a Rússia publicamente, Benjamin Netanyahu fala regulamentar com Vladimir Putin e, como outros agentes envolvidos no caldeirão sírio, tem acordos tácitos para não desencadear confrontos indesejados.

A encrenca é que no Oriente Médio a lei das consequência indesejadas impera com um vigor letal. A Guerra do Líbano é um exemplo clássico: Israel entrou no país com a força arrasadora de sua superioridade bélica, demonstrada na destruição da Força Aérea síria, para resolver rapidamente problemas imediatos. Enrolou-se no pantanal libanês que, no fim, foi mais corrosivo.

A Síria pode ser, e tem sido, um Líbano ampliado, com o envolvimento de atores representando diferentes interesses nacionais, internacionais, sectários e étnicos.

Só um exemplo: o porta-voz de um grupo ligado à Al Qaeda na Síria elogiou o ataque israelense contra o maior de seus inimigos, Bashar Assad.

Já a comemoração mais consequente da derrubada do caça-bombardeiro israelense foi feita pelo Hezbollah, mencionando, com uma boa dose de razão, uma “nova era estratégica”.

A baterias antiaéreas russas mais avançadas desequilibram seriamente a superioridade bélica de Israel. Daí a necessidade de um ataque forte, mas limitado. E dos avisos sem meias palavras ao Irã.

Israel Katz, ministro da Inteligência, foi encarregado do recado: “Nós, e eles, sabemos o que foi atingido. Eles vão precisar de algum tempo para digerir, para entender como fomos direto aos alvos ocultos porque temos serviços de inteligência e capacidade de saber tudo o que acontece lá.”

A mesma lógica que faz Israel agir militarmente com presteza e sapatear nas feridas é a que garante que o Irã não deixará de responder. Se exagerar, pode desencadear um conflito maior, o que não parece ser de seu interesse, muito menos dos russos.

Outro exemplo de como as alianças são complexas nesse cenário foi dado por Yoav Galant, general da reserva e atual ministro da Habitação, que fez um análise estratégica quase estonteante dos interesses envolvendo o Irã.

“De forma geral, posso dizer o seguinte: ninguém quer os iranianos lá”, disse, referindo-se a Síria. “Nem os países sunitas moderados – Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Turquia – nem os europeus, preocupados com os milhões de sírios que saíram de seu país e foram para a Europa em consequência do controle alauíta. E certamente nem nós nem os americanos.”

“Quanto aos russos, eles fizeram o trabalho sujo por um certo período. Num estágio mais adiante, chegaremos a uma situação em que estarão competindo pelos mesmo recursos e os russos, também, não vão querer os iranianos nessa área.”

Mas e a aliança dos russos com o Irã e o Hezbollah? “Eles não são contra nós, o que é espantoso”, garantiu Galant. Segundo a análise dele, os russos continuam a ter, primordialmente, o interesse de sempre: garantir suas bases navais em Tartus e Latakia.

“O Irã quer assumir o controle do Oriente Médio, pura e simplesmente”, resumiu ele. “Estão montando um exército na Síria e têm interesse em abrir uma frente, o Hezbollah 2.0, nas montanhas de Golã, e transferir armamentos para o Líbano.”

“Nós não vamos permitir.”

Com confrontos abertos ou mais na surdina, ou ainda via Hezbollah, Israel e Irã vão continuar se enfrentando. A guerra da Síria e na Síria ainda está longe de acabar.

FONTE: Veja
FOTOS: IDF



 

28 Comments

 

  1. 14/02/2018  22:02 by Esteves Responder

    Concordo com o Alê. Faz sentido. O drone era uma isca. O objetivo era derrubar 1 F16 e humilhar Israel.

    Bill,
    Trump foi fotografado empunhando a espada dos wahabistas ao lado de príncipes sauditas. Só faltou vestir preto. 110 bilhões de dólares em armas converte qualquer presidente americano.

    Alianca Turquia + Rússia? Putin tem problemas com separatistas muçulmanos. Uma aliança com os turcos poderia acalmar chechênios e casaques.

    Enquanto os americanos forem capazes de manter os sauditas ocupados a região seguirá sem guerra. Israelenses são apenas 6 milhões.

  2. 14/02/2018  20:19 by Bill Responder

    Não escolho lados, mas a verdade é que sem os Sauditas e Israelenses o Oriente Médio seria muito mais tranquilo, sem o wahabismo e o corporativismo judeu (para não dizer etnocentrismo) o ocidente e o mundo como um todo teria menos problemas.

  3. 14/02/2018  17:32 by ebs75 Responder

    Sei não... to achando que essa desgrameira da Síria ainda vai dar encrenca grande. Viram agora o Erdogan trocando farpas com os EUA... Dizendo que vai dar uma "bofetada otomana".
    Se ele resolver sair da OTAN e se aproximar da Rússia, levando em consideração a posição estratégica da Turquia, a OTAN (leia-se EUA) não vai deixar barato e aquilo ali pode virar um balaio de gato. Tem muita gente grande metendo a mão no mesmo lugar... EUA, Rússia, Israel, Irã....

  4. 14/02/2018  16:07 by Ale Responder

    O drone Iraniano era uma isca para os caças Israelenses virem retaliar a intromição e entrarem na mira das bateria antiaereas Sirias.
    se o F16 tivese caido em territorio Sirio e os pilotos caisem na mão do hesbolah o negocio tinha desandado para um conflito de grande proporção .
    o preço que a Siria pagou com os bombardeios de israel que se seguiram a visa dos estrategistas locais foi barato eles queriam em face do que conseguiram, por um caça Israelençe no chão para eles isto não tem preço e para Israel isto já é uma perda de prestigio inaceitavel ...

  5. 14/02/2018  11:27 by Esteves Responder

    Luiz Carlos,

    Não se fala desse tipo de muro. O conceito feudal de castelo rodeado por burgos pagadores de impostos e papal e europeu. Europeus e a igreja de Roma criaram o modelo. Até hoje é assim. Elegemos vereadores, prefeitos, governadores, senadores, presidente. Pagamos impostos. Naquele tempo a igreja decidia quem.

    Toda cidade tinha e tem limites. Mas murar uma cidade isolando-a da população e feudalismo. Toledo na Espanha foi erguida dessa maneira. Há ruínas de castelos feudais por toda a Europa.

    Jerusalém era uma cidade aberta a peregrinos. Peregrinos de várias religiões. De muitas. Até curdos.

    Quem murou Jerusalém expulsando orientais, muçulmanos e qualquer outro que não se convertesse pela espada da igreja papal foram os franceses. Caravanas no Oriente Médio eram atacadas pelos franceses somente pelo fato de serem do Islã.

    Conta a lenda que o motivo da invasão de Jerusalém por Saladino foi o rapto de sua irmã por franceses.

    O papa francês Urbano II vendeu o paraíso aos senhores feudais europeus. Expulsem os não europeus de Jerusalém e recebam o paraíso dúzia o santo papa.

    O domínio muçulmano em Jerusalém não construiu muros na cidade. Não isolou a cidade. Manteve a cidade como local de santificação. Mil anos. Caiu em 1450 com a chegada da era dos descobrimentos.

    Nem Herodes afastou Jerusalém dos peregrinos.

  6. 14/02/2018  8:54 by Tomcat3.7 Responder

    Desculpe o destempero editores, foi péssimo e um mau exemplo do que não espressa a minha conduta normal.
    Sobre o tópico, as brigas no OM veem mesmo de antes e durante os tempos bíblicos, nossos achismos ,se não tiverem estudos para embasamento, serão apenas achismos.

    MODERAÇÃO: Agradecemos a colaboração! Abs

  7. 14/02/2018  7:11 by luiz carlos dias guimaraes Responder

    Os babilônicos derrubaram o muro de Jerusalém. De volta do exílio, Neemias, o novo governador, reconstruiu o muro, ver a Sagrada Escritura, foram os judeus quem construiram os muros e não os franceses. Querem discutir o que não sabem, falam do que não entendem,misturam ideologia com religião, não são diferentes de sunitas e xiitas, só não usam armas, ainda.

  8. 14/02/2018  0:51 by Esteves Responder

    Wolfpack,

    Não dá pra acabar com 20 milhões de curdos. Guerra nuclear na região nem pensar. Tudo é muito perto. Sobraram três povos: turcos, árabes e persas. Cada um deles tem interesses próprios. E tem os judeus amaldiçoados por todos.

    O terrorismo de estado começou com Israel logo após a criação do país em 1949. Tomou proporções mundiais após o atentado de Munique em 1972.

    Nada naquela região faz sentido.

    Nós não entendemos o Islã, a religião de maior crescimento no mundo. O Alcorão é um livro santo. Poeticamente santo. Escrito por Maome, proféticamente. O livro é uma experiência divina. A divindade do livro foi transmitida pelo anjo Gabriel.

    Qualquer pessoa se encanta com os ensinamentos de Maome. Todos se encantam com os pecados e perdões contados na Bíblia. A fraternidade de Jesus converte apostólicos por tido o mundo.

    Guerra por Deus? Que Deus? É o mesmo. E uno. Guerra pelos profetas? Jesus nunca pediu que levantassem a mão contra um irmão. Maome manda abrigar o estranho. O Deus de Judá ensina como o perdão do pai constrói uma nação.

    Quem perseguiu os muçulmanos e Maome obrigando-o a fugir para Medina foram os franceses. Foi o Papa francês. Árabes e persas deveriam acertar as contas com a igreja romana, com o Vaticano e com os europeus.

    O Iran não pode com Israel. Mesmo com o aumento da eficiência e com o crescimento das baterias anti aéreas iranianas. Um míssel Hellfire americano acerta um prédio. Um míssel israelense disparado pelo Apache entra pela porta guiado pelo piloto do helicóptero. Ele escolhe se derruba o prédio.

    As economias do mundo estão arruinadas. Nenhum país isolado consegue sustentar uma guerra. Países financiados por super potências como o Iran/Rússia podem tentar mas sabem que o preço a ser pago no final será alto demais.

    As despesas com defesa estão crescendo, mas os países estão cada vez mais preocupados com suas fronteiras e seus quintais. Ir além pode significar um caminho sem volta tanto para judeus como para muçulmanos.

    A postagem do Dan de uma matéria publicada na Veja mostra uma visão ocidental e judaica do conflito. Faz pensar. É oportuna. Mas não é crível que haverá uma guerra em escala mundial por provocações de um lado e de outro. Turcos não são aliados de persas. Nem primos. Jerusalém pode ter sua história bíblica mas não é terra de judeu. E terra da humanidade. E lugar de peregrinos. Tem o mesmo valor de Meca.

    As colinas de Golan foram ocupadas por Israel. Os judeus gostaram de serem expulsos da Polônia? Por que expulsam palestinos?

    Shiva, a divindade hindu que une o masculino e o feminino, o equilíbrio, a inércia e o movimento, a divindade destruidora de mundos, deveria ser chamada para dar jeito naquela gente. E entregar a conta para os franceses que começaram essa encrenca toda.

    Salamalenco. Shalom. Paz.

  9. 14/02/2018  0:22 by JACÓ Responder

    Israel fraquejou mostrou ser um lixo, e vai sofrer retaliação do irã se tentar atacar vai para o chão graça aos RUSSOS impecavéis na defesa antiaerea, tenho dito.

    • 14/02/2018  10:40 by HMS TIRELESS Responder

      O único lixo naquela região é o regime iraniano. E Israel tanto ficou com medo que retaliou destruindo metade da defesa antiaérea Síria.

      Vá se informar!

  10. 13/02/2018  23:44 by Heber Responder

    Artigo patético, muito tendencioso pró EUA/Israel e com muitos erros.
    Aí quando li a fonte, entendi porque o artigo é um lixo, a fonte é a Veja.

    • 14/02/2018  10:43 by HMS TIRELESS Responder

      Se o artigo fosse do Southfront atacando os EUA e Israel o texto seria perfeito não é!?
      E já que o texto tem erros, que tal você apontá-los para nós sabichão?

  11. 13/02/2018  22:54 by Wolfpack Responder

    Netanyahu está acuado por denúncias de corrupção. Só espera a chance para atacar o Iran e Síria. Tem como aliados a Arábia Saudita e a Turquia. A Turquia quer acabar com os curdos, o Iran quer acabar com Israel e Arabia Saudita, e a Arabia Saudita quer acabar com a Siria e o Iran. Falta pouco pra Israel começar a atuar além de suas fronteiras. Acredito que Se Israel atacar o Iran na Siria, é capaz de ter que se virar com uma horda de terroristas e combatentes do ISIS que se unirão pra acabar com Israel. Guerra nuclear ali não adianta de nada. Não dará o guarda chuvas necessário a Israel. Pois tudo fica muito próximo.

  12. 13/02/2018  22:03 by César Pereira Responder

    Esses repórteres deveriam se ater aos fatos,e não ficar escolhendo lado,parece que isso virou moda agora,tem uns que querem porque querem um conflito entre BRASIL e Venezuela,mas oque esperar de uma revista que fraudou documentos para incriminar um senador ?

  13. 13/02/2018  21:02 by Adriano Corrêa Responder

    Soem os tambores de guerra!

  14. 13/02/2018  20:52 by Ivan BC Responder

    Viva Israel! Xô árabes! Nada contra os árabes, mas deixem Israel em paz...será que é tão difícil aceitar os judeus ali?

  15. 13/02/2018  19:13 by finger Responder

    O verdadeira motivo que está por trás do interesse Russo e Porque Putin não pode deixar o regime de Bashar Al Sad cair de jeito nenhum.

    Como vocês já devem saber, cerca de 70% a 80% do petroleo ou gás consumido na Europa vem da Russia que detem o monopólio da distribuição.

    Acontece que algum tempo atrás, fizeram um projeto de gasoduto que sairia do Qatar, passaria pela Arabia Sauditam jordania chegaria a síria e iria para Europa, contornando a Russía. Projeto este lidarado pelo Qatar e potencias ocidentais.

    Esta opção visava algumas coisas, primeiro, contornar a Russia e quebrar o monopólio da mesma, segundo, evitar passar por países xiitas tomo iran iraque , entre outros motivos.

    Acontece que o Bashar se recusou a assinar o acordo, para defender os interesses Russos, já que Russia e Síria sempre foram aliadas assim fizeram um outro projeto.

    Dito isto, Arabia Saudita ficou puta da vida tentou comprar os Russos a mudarem de lado e permetirem a construção deste gasodutos, Putin recusou.

    Aliado a isto, fizeram um segundo projeto de gasoduto que sairia do Iran, passaria pelo Iraque Siria e depois iria para Europa pelo mar entrando Pela Grécia, este projeto teria a construção e controle dos Russos passaria por países de maioria Xiitha. (Iran e Iraque) a Síria apesar de ser maioria Sunita o Bashar All Sad é Xiitha.

    Foi ai que a coisa ficou séria, foi neste exato momento que o Qatar e paises aliados começaram a fazer propaganda contra o Regime da Bashar Al sad para ele cair, e assim viabilizar a construção, obviamente começara a surgir grupos rebeldes alimentandos pelos Aliados. O que foi bem fácil de fazer na verdade, Bashar é Xiitha e a maioria na Síria é sunita foi bem fácil jogar o povo contra ele.

    A Russia deu todo suporte para isto não acontecer, Bashar só não caiu até hoje pelo apoio Russo, inclusive a Russia tem uma base Síria. Obviamente os Russo não vão permitir a queda de Bashar, eles precisam do controle da Região pra manter o monopólio do gás.

    Isso a mídia não explica, são os mesmos motivos que levaram os Estados Unidos invadirem o Iraque, vão arrumar um milhão desculpas mas o motivo é sempre o mesmo.

  16. 13/02/2018  19:04 by Wagner Responder

    Os plano do Irã foi adiado,ele esperava uma guerra EUA X COREIA para agir,tem um grande efetivo dentro da Siria,esse combate será inevitável e virá em 2 frentes e com Hamas pelas beiradas.

  17. 13/02/2018  16:29 by Esteves Responder

    A religião foi banida na Revolução Bolchevique de 1917. Também na China de Mão que baniu até os pardais.

    Não existe religião dentro do socialismo. Oficialmente. A Igreja Ortodoxa Russa vem mantendo sua influência no estado desde os tempos dos Césares russos.

    No estado socialista como no Islã não existe separação entre nação, estado, leis, código civil, direito, constituição. Comunistas são governados pelo partido. Ponto.

    Jerusalém não pertencia a ninguém. Era uma cidade aberta. Quem murou Jerusalém foram os franceses. Esse ranço dos muçulmanos foi provocado por franceses que expulsaram mamelucos, marroquinos, árabes, palestinos e não convertidos ao Papa e ao Cristianismo da cidade. Saladino retomou Jerusalém. O domínio muçulmano durou 1 mil anos. Caiu por volta de 1450.

    Jerusalém e sagrada para as três religiões abraâmicas. Assim como Toledo na Espanha.

    Não sei o que significa "increnca".

    • 13/02/2018  21:59 by Teropode Responder

      Muita informação superficial possui o mesmo valor do que o zero a esquerda, além do mais vc não disse nada de novo, novamente!

  18. 13/02/2018  14:39 by Teropode Responder

    Texto impecável, sem firulas, sóbrio, parabéns ao Dan!

  19. 13/02/2018  14:37 by Esteves Responder

    Geopolítica e um assunto complicado. Basta olhar o mapa do Iran. Talvez não haja uma localização tão privilegiada no mundo. Os russos estão interessados no Golfo, nas reservas de gás e urânio e no petróleo do Iran.

    Russos não tem religião. Mas não querem encrenca com a Igreja Ortodoxa Russa que apoiou o reconhecimento de Jerusalém pelos americanos.

    O Iran, persa, é um país rico, moderno, tradicionalmente culto e militarmente dependente dos russos. Até quando não se sabe.

    O Iran tem seus próprios planos para a região. Querem estabelecer governos xiitas mesmo sendo minoria. Dizem que sunitas são 90% dos muçulmanos, mas são divididos entre centenas de tribos. Os xiitas são poucos mas são unidos.

    De um lado temos árabes sunitas X persas xiitas. Todos são muçulmanos. Descendem de Abraão. Acreditam que estado e religião é uma coisa só.

    Do outro lado temos Israel e as tribos judaicas. Descendem de Abraão. Acreditam que tudo na vida tem um preço. Sacrificavam animais e crianças para agradar o Deus deles. Está na Bíblia.

    As fronteiras desses países foram impostas pelos europeus e norte americanos. Uma coisa é expulsar mexicanos, espanhóis, apaches e françeses. Os EUA tomaram o Novo México, o Arizona, o Texas, a Califórnia dessa gente. No tapa e na bala. Foram conquistas.

    No Oriente Médio e na Ásia Menor as fronteiras foram impostas. Gente que luta há 4 mil anos teve que engolir vizinhos. Ninguém escolhe vizinho.

    Esqueceram dos curdos. Mais de 20 milhões desunidos pela religião. Europeus e americanos ensinaram os curdos a lutar. Os curdos querem casa. Querem comida também. Turcos empurram os curdos pra cima, o Iran empurra pra baixo.

    É tanta briga e conflito tribal e religioso que os muçulmanos, às vezes, esquecem dos judeus. Os judeus atrapalham os planos persas de controlar não só o Oriente Médio, mas também a Turquia. Os xiitas são minoria, mas são unidos.

    Mas...esses países foram colônias francesas, inglesas, tiveram regimes apoiados pelos americanos e sentados em bilhões de barris de petróleo são muito ricos. Muito ricos. Então chegam os vizinhos russos e vizinho a gente não escolhe pra ensinar a construir centrífugas e reatores nucleares. Todos eles querem aprender.

    Até os palestinos. Gente que foi expulsa de suas casas pra dar casa a Israel. Israel que herdou Jerusalém dos europeus que expulsaram os muçulmanos da sua terra santa.

    Deus escolheu um lugarzinho danado de complicado pra criar o mundo.

    • 13/02/2018  15:09 by Teropode Responder

      Vc confundil o Site cara! Kkkk, Dizer que Russos não tem religião e que não querem increnca com a ortodoxia Cristã Russa, que doideira, kkkk, certamente desconhece a Origem da Águia de duas cabeças do Brasão que representa a nação Russa, tente novamente 😂😂😂😂

    • 13/02/2018  15:24 by André Responder

      Vc esqueceu que Jerusalém ja pertencia aos judeus antes dos palestinos. Se não me engano o eles foram espulsos dali pelos romanos na Diáspora.

      • 13/02/2018  18:22 by Esteves Responder

        A Judeia fazia parte do Império Romano. Jerusalém era local de peregrinação de vários povos. Não era uma cidade fortificada, conceito criado por europeus por volta do ano 500.

        O Papa francês Urbano II inventou as Cruzadas por volta do ano 1000 para expulsar muçulmanos de Jerusalém que chegavam na cidade desde 400 atrás ou por volta de 600 anos depois de Cristo.

        Os cruzados muraram a cidade e a ocuparam. Eles não expulsaram ninguém. Existia convivência entre as três religiões.

        Quando Saladino entrou em Jerusalém os cruzados se retiraram. Saladino não construiu muros. Ele manteve a cidade aberta a todos os peregrinos. Com a decadência dos marroquinos e dos árabes muçulmanos lutando contra o novo império otomano, os europeus entraram novamente na cidade por volta de 1450.

        O conceito de cidade isolada e fortificada cobradora de impostos e europeu. Chegada a era dos descobrimentos após 1500, a Igreja e os reis europeus se voltaram para as Américas. Então os judeus ocuparam a cidade.

  20. 13/02/2018  13:05 by Tomcat3.7 Responder

    Pior que brigam no quintal destruído dos outros....

    MODERAÇÃO: Tomcat, favor não utilizar palavrões nos comentários futuros. Grato!

    • 13/02/2018  15:16 by Teropode Responder

      Ainda não é briga, apenas trocas de insultos, isso é efeito colateral do fenômeno Daesh, tudo indica que a Síria vai perder terras pra Israel também, Assado ganha mais não leva!

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