Nova empresa, chamada até o momento de Nave, deverá ser subordinada ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica. Formato de venda da Infraero ainda está em análise.

Por Flávia Pierry

Dentro dos esforços de redução da máquina estatal federal está em estudo a venda de aeroportos da Infraero, ou mesmo a privatização da empresa que administra dezenas de aeroportos no país. Mas, para que isso seja possível, o governo federal terá de separar as atividades de controle aéreo hoje sob responsabilidade da empresa, que deverão ser colocadas em uma nova empresa estatal, apelidada até o momento de Nave.

A nova empresa, que terá de ser estatal devido à natureza de suas operações – relacionadas ao controle do espaço aéreo e à segurança nacional, deverá ficar subordinada ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica, e não ao Ministério dos Transportes, como é a Infraero hoje. Ela também deverá englobar as atividades do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Ministério da Defesa, composto por militares.

Durante coletiva para apresentação do 3º Boletim das Empresas Estatais, nesta quarta-feira (4), no Ministério do Planejamento, Fernando Antônio Ribeiro Soares, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, citou que estão em estudo diversos formatos de venda da Infraero. Depois dos Correios, a Infraero é a empresa em “situação mais difícil”.

A Infraero tem uma delicada situação financeira. Neste ano, o governo federal aprovou aporte de R$ 1,488 bilhão para a empresa, dos quais R$ 747 milhões foram provisionados no Orçamento. A empresa tem dívidas e seu patrimônio líquido foi negativo em R$ 4 bilhões em 2016, valor 34% maior que o registrado no ano anterior.

Não foram dados detalhes sobre o modelo que será adotado para a venda da Infraero ou para a criação da Nave, a empresa de controle aéreo. Segundo Soares, está em estudo parceria de abertura de capital da empresa, ou parcerias privadas.

Entre as atribuições atuais da Infraero está a administração de Estações Prestadoras de Serviços de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo em todo o país. Segundo autoridades do Ministério do Planejamento, essa atividade gera prejuízo para a Infraero e com sua separação, o resultado da empresa ficaria ainda mais atraente para possíveis investidores.

FONTE: Gazeta do Povo

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9 Comments

 

  1. 09/10/2017  20:35 by Santos Responder

    Caríssimo Celso, entendi quase tudo, completando as letras faltantes, é claro. A questão é que o sistema está falido. É não é privatização que vai resolver. As linhas telefônicas eram coisa de rico exatamente pra criar a ideia que privatizando ia melhorar. Dava pra ter melhorado mesmo sem privatização. Quem fala mal dos funcionários públicos geralmente é quem nunca conseguiu passar em nem um concurso na vida. Se seguirmos nessa sequência daqui a pouco nem juíz vai ser concursado, vão privatizar os tribunais. Mas, isto é só opinião. Só o tempo dirá quem tem razão. Tem muita gente que acha que funcionário da Infraero ganha passagens nas operadoras aéreas para passear, só se for os indicados em altos cargos, os concursados, nunca. Tem muita história mal contada. E a mentira bem contada muitas vezes, vira "verdade". A Infraero sempre deu lucro, arrecadava mais que gastava. Agora que não tem mais filé, vai ser difícil pra qualquer um administrar a ossada que restou.

  2. 06/10/2017  21:37 by H.Saito Responder

    Tem gente que não entende que com o corrupto socialismo não existe competição comercial entre empresas, por isso nunca baixa o preço!

  3. 06/10/2017  17:28 by Celso Responder

    Santos.....bla,bla,bla, acho q vc nao viveu epocas passaadas da telefonia nesse pais.....bla,bla,bla,....oura coisa..caso vc naO SAIBA O CASO DE vIRACOPOS ESTA INTRINSICAMENTE ligado aa empreiteira UTC e seus dirigentes envolvidos em nebulosas propinas e acertos bancarios respaldados pela quadrilha no poder aa epoca. Inelizmente isso detonou os investimentos do consorcio q agora esta pedindo recuperacao judicial e caso vc nao saiba tbm, o proprio gover nao quer a devolucao da concessao.....baita abacaxi. Eh nisso que da ir atras de infos de um governo corrupto e avido por aparecer, nessa concessao as previsoes eram tao otimistas q os incautos de plantao apostaram q se tudo desse errado (previsoes de passageiros e cargas) o proprio governo via BNDEs iria em socorro.........posso te explicar muito mais coisas q seu va conhecimento nao sabe ou nao entende eh so perguntar, mas por favor nao escreva bopbagens sobre o q nao sabe ou conhece.

  4. 06/10/2017  12:45 by Beto Santos Responder

    Credo quanta reclamação tem que privatizar sim é colocar este pessoal.pra trabalhar, lembro bem quando tinha que pagar um saco de dinheiro pra ter uma linha telefônica que hoje é dado de graça e depois bem dizer que privatizar é ruim, só se for pro cara que fica escorado fugindo do serviço ai eu concordo é ruim mesmo pois vai de de trabalhar ou vai pra rua.

  5. 06/10/2017  8:42 by Marcelo Paula Responder

    Não é o Governo quem estuda, é o DECEA quem propõe. O serviço de navegação aérea executado nos aeroportos administrados pela Infraero era até 1996 feito pela TASA (Telecomunicações Aeronáuticas SA, subordinada ao Min. dá Aeronáutica).

  6. 06/10/2017  0:55 by Santos Responder

    O caso do aeroporto de Campinas comprova que qualquer ideia de que a desestatização dos aeroportos vai ser melhor para o povo e para os cofres públicos" é um falácia. A desestatização da telefonia, há bem mais tempo feita, com o objetivo de melhorar, blá, blá, blá..., está aí também pra comprovar que o preço exorbitante e a má qualidade dos serviços é a única garantia que temos, comprovada.

  7. 05/10/2017  22:00 by Carlos Crispim Responder

    Onde é que "Esforços de redução da máquina estatal" é igual a "A nova empresa, que terá que ser estatal"? Só no Brasil...

  8. 05/10/2017  13:17 by RAFAEL DAMASCENO Responder

    Será que isso abre perspectivas pra dividir o controle entre militares e civis?? Tipo um controle civil pra aeronaves civis e militar pra aeronaves militares e defesa , e também separação de radares??

    • 05/10/2017  13:20 by Luiz Padilha Responder

      Antigamente se falava nisso. Vamos ver.

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