Fragata F-125 retornou ao estaleiro para ajustes

A ThyssenKrupp Marine Systems está preparando a venda de suas atividades de construção naval depois que não conseguiu avançar na licitação de um novo navio de guerra alemão, segundo o jornal Handelsblatt. A falta de um contrato para a corveta multiuso MKS 180 significa que o ThyssenKrupp Marine Systems perdeu € 3,5 bilhões em receita.



O déficit não só coloca um buraco perigoso na proa dos Sistemas Marítimos, mas também o elimina de ganhar contratos subseqüentes de outros países. O Egito, por exemplo, deveria encomendar a MKS-180 da ThyssenKrupp Marine Systems, que já foi a construtora naval da Marinha Alemã. “Nenhuma Marinha no mundo pediria de uma empresa que também não forneça suas forças armadas”, disse um gerente de um estaleiro rival. “O Egito vai agora dar o contrato para a construção de fragatas para o Naval Group Francês.”

A incapacidade do CEO da ThyssenKrupp, Heinrich Hiesinger, de manter a divisão de navios da empresa à tona, provavelmente aumentará a pressão de investidores insatisfeitos com a direção da empresa. O fundo Elliott de Nova York, disse que a sede da ThyssenKrupp está inchada e criticou Hiesinger por ter feito pouco para colocar a empresa nos trilhos. “Se a seleção alemã não tivesse vencido um jogo por tanto tempo, ela ainda teria o mesmo técnico?”, Disse um gerente da Elliott em entrevista ao Handelsblatt nesta semana.

A Elliott atualmente possui menos de 3% da ThyssenKrupp, mas pode se associar com a também investidora Cevian, que detém 18%, para forçar uma mudança. Cevian está forçando para vender o fabricante de navios.

A ThyssenKrupp já está em negociações com rivais, incluindo a German Naval Yards, sobre uma parceria que pode levar a uma alienação da participação ou mesmo a uma venda definitiva, disseram fontes da empresa. Se nenhum comprador puder ser encontrado, a unidade de construção naval poderá ser fechada, levando à perda de cerca de 1.000 do total de 6.000 trabalhadores da divisão. A ThyssenKrupp Marine Systems também constrói submarinos, mas essa unidade também pode ser prejudicada pela perda da unidade de navios.

Hiesinger tentou vender o negócio de navios antes. Em 2014, ele estava em discussões com a empresa de defesa Rheinmetall, mas as negociações encalharam no alto preço.

Andrew Bulkeley é editor do Handelsblatt Global em Berlim. Os repórteres Martin Murphy e Donata Riedel do Handelsblatt contribuíram para este artigo.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: Handelsblatt Global



 

8 Comments

 

  1. 15/06/2018  11:44 by Ivan BC Responder

    Na minha humilde o principal problema é o próprio governo alemão que não investe nas forças armadas, o país com o PIB alemão não ter navios de grande porte é uma vergonha, devia ter no mínimo um porta-helicópteros, basta comparar as marinhas de Alemanha e França, até mesmo a italiana. Os italianos estão modernizando fortemente sua marinha, tem 2 porta-helicopteros e estão construindo outro (que vai substituir 1 dos citados). Observação: o PIB alemão é maior que o PIB francês e italiano juntos. Enfim, a Alemanha de Ângela Merkel foi um desastre, o país explodiu em racismo de imigrantes ilegais, crimes por todos os cantos, favelas, choque entre alemães... Caos criado por uma política agressiva de grupos minoritários querendo impor suas vontades políticas a força. Merkel deixa uma Alemanha muito pior do que pegou, e isso é motivo de orgulho para os movimentos de apoio a Ângela Merkel.
    Um país que não investe na Defesa nacional, que não tem boas relações para exportação de defesa e que não trabalha sequer para controle de fronteiras e crimes internos é uma piada de sociedade. Acordem!

  2. 14/06/2018  13:03 by césar silva Responder

    essa não é a mesma empresa que está construído as novas corvetas israelense? e participando da licitação da marinha brasileira?

    • 14/06/2018  13:58 by Jr Responder

      Ela mesmo

  3. 14/06/2018  12:30 by Ronaldo Responder

    Muito triste ver uma belonave tão bonita, nestas condições!

  4. 14/06/2018  11:26 by Juvenal Santos Responder

    “Nenhuma Marinha no mundo pediria de uma empresa que também não forneça suas forças armadas”, disse um gerente de um estaleiro rival". Esse é o pensamento universal, se não houver encomendas internas a empresa há de fechar as portas, já vimos isso acontecer.

  5. 14/06/2018  10:24 by Renato Responder

    Imaginemo mimimi se esta situação fosse no Brasil.

  6. 14/06/2018  10:03 by Andre Responder

    E agora, quem vai ser louco de comprar esse abacaxi (tanto os navios como a empresa)?
    "Enquanto isso no Brasil zzzz", espera aí!

  7. 14/06/2018  10:00 by willhorv Responder

    Que fase hein!
    É de judiar....
    Mas são negócios....se vc não vende, não produz e não vende mais pq não vendeu antes....e não produz mais...e lá se foi uma boa empresa!

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