O destróier USS Mahan (DDG 72), da classe Arleigh Burke, disparou tiros de advertência a um grupo de embarcações iranianas no Golfo Pérsico nesta segunda-feira (8).

Os tiros foram disparados depois que embarcações ignoraram os pedidos feitos pelo rádio para se afastarem do navio de guerra americano, mantendo-se a uma distância de 900 jardas.

Incidente semelhante ocorreu no verão passado, com lanchas iranianas fazendo passagens perto do USS Nitze (DDG 94) e USS Squall (PC 7), que também disparou tiros de advertência. Em novembro do ano passado, lanchas iranianas apontaram armas para um helicóptero Seahawk da Marinha dos Estados Unidos.

Em outubro do ano passado, o mesmo destróier, USS Mason (DDG 87), sofreu três ataques no espaço de uma semana, e o USS Nitze realizou um ataque de retaliação a um site de radar.

As embarcações iranianas foram descritos no relatório como “lanchas de ataque rápido.” Estas embarcações de pequeno porte, às vezes chamado de “Boghammers”, são lanchas que carregam uma variedade de armas, incluindo lança-foguetes e metralhadoras pesadas. De acordo com a publicação “Combat Fleets of the World”, o Irã dispõe de mais de 180 destas embarcações. Durante a Guerra Irã-Iraque, elas foram muito usadas ​​para atacar navios petroleiros no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.

FONTE e FOTOS: US Navy (Ilustrativas)

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7 Comments

 

  1. 10/01/2017  10:31 by HMS_TIRELESS

    Não é de hoje a postura provocativa dos iranianos, mais especificamente da Guarda Revolucionária, no intuito de atrapalhar a liberdade de navegação nas águas internacionais do Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico. Na presente situação os navios da USN foram obrigados a disparar tiros de advertência para garantir o seu direito de passagem.

  2. 10/01/2017  14:56 by Jobson

    Já passou da hora de começar a cortar no meio essas lanchas desse regime.

  3. 10/01/2017  17:44 by Leonardo Rodrigues

    Por sorte a US Navy tem porta vozes no DAN em regozijo e gozo. Legal isto não fosse que outros países já tem dificuldades até de que foristas façam a defesa. Claro que trata-se de críticas advindas da pseudo chancelaria yanque e não do DAN que é sério e imparcial (para esclarecer).

  4. 10/01/2017  18:58 by HMS_TIRELESS

    Não se tratar de ser ou não Porta-voz da USN mas sim de respeito ao direito de navegação em águas internacionais. No Estreito de Ormuz com tal é assegurado por tratados e convenções internacionais o livre trânsito de navios e aeronaves civis e militares visto se tratarem de águas internacionais. Mas aí já viu! Obedecer à tratados não é o forte do Estado teocrático iraniano.

  5. 10/01/2017  20:31 by Leonardo Rodrigues

    A questão, o cerno da questão é:
    Estariam realmente os Iranianos impedindo o trafego internacional no Estreito de Ormuz ou estariam defendendo seu território considerando que o estreito de Ormuz fica casualmente em território iraniano considerando que a área navegável, considerada internacional são de apenas 15 km. Claro foi uma provocação iraniana pois os americanos estão em casa.

  6. 11/01/2017  10:06 by Patétriota

    Não importa HMS, para estes sujeitinhos órfãos da guerra fria, os americanos sempre estarão errados. Devem até ter o bin laden tatuado nas nadegas kkkkkk Só é sério e imparcial quem malha os "imperialistas"...

  7. 11/01/2017  10:32 by Dalton

    Do outro lado do Estreito encontram-se à Arábia Saudita, Emirados Árabes e o Bahrein este último abriga o QG da Quinta Frota dos EUA. Também dentro do Golfo encontra-se o Kuwait que foi libertado pelos EUA de Saddam Hussein e o próprio Iraque...todos esses países podem até não gostar dos EUA, mas, provavelmente o dito "dos males, o menor" se aplique pois eles gostam e/ou confiam no Irã menos ainda.
    .
    A presença militar dos EUA e de outros países "ocidentais" no Golfo Pérsico é vista como "estabilizadora" , afinal é uma região rica em petróleo.
    .
    Há outras formas de monitorar navios de guerra estrangeiros...permanecer um pouco mais afastado é uma delas... o que torna
    provocativa à ação por parte dos barcos da guarda revolucionária é a pequena distância que eles mantém além de manobras
    ousadas, simular lançar objetos na água, que podem ser confundidos com explosivos, apontar o armamento como se fosse
    utiliza-lo, etc...e aparentemente isso continuará sendo feito...se ficar apenas nisso, tudo bem e que prevaleça o sangue frio em ambos os lados.

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