A Cerimônia de Comissionamento marca a entrada de um navio no serviço ativo na US Navy (Marinha dos Estados Unidos). No momento em que o galhardete for hasteado no mastro, o USS Washington (SSN 787) torna-se um navio da Marinha americana e ocupa seu lugar ao lado dos outros navios ativos da Frota.

Existem atualmente três classes de SSNs (submarinos de ataque) em serviço (49 no total). O USS Washington pertence a classe Virgínia, e tem como característica, ser mais capaz de operar em águas litorâneas. Os submarinos classe Virgínia possuem capacidade para suportar forças de operações especiais (SOF) convertendo uma sala torpedo em uma área para pessoal SOF e seus equipamentos. Além disso, as operações de mergulho podem ocorrer com maior facilidade devido a uma grande câmara de bloqueio para mergulhadores.

Os submarinos classe Virgínia Block III apresentam um arco redesenhado, que substitui 12 tubos de lançamento individuais por dois tubos de carga de grande diâmetro, cada um capaz de lançar seis mísseis de cruzeiro Tomahawk, entre outras mudanças de design que reduziram o custo de aquisição dos submarinos, mantendo seus excelentes recursos para o combate.

Quanto custou esse submarino? US $ 2,6 bilhões e ele foi construído pela General Dynamics e Huntington Ingalls Industries-Newport News Shipbuilding. Esses são os dois únicos estaleiros navais dos EUA capazes de construir navios de energia nuclear.

O primeiro comandante do USS Washington é o Commander Gabriel Bernard Cavazos, natural de San Antonio-Texas, tendo servido anteriormente em 3 diferentes submarinos nucleares, e Imediato no USS Ohio (SSGN 726).

A madrinha do submarino, Sra Elizabeth Mabus, filha do ex-SECNAV Ray Mabus, teve a honra de trazer o navio à vida.

 

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10 Comments

 

  1. 11/10/2017  20:15 by Topol Responder

    Amilton, Dalton

    Entendido... obrigado pelas explicações

  2. 10/10/2017  1:55 by Amilton Responder

    Tão preocupante quanto a quantidade de agua embaixo da quilha é o trafego maritimo caracteristiconde aguas litorâneas, mercantes, pesqueiro, offshore. A tripulação precisa estar adestrada para controlar e manobrar evitando colisões e detecção. Normalmente operaçōes litoraneas se destinam a obtenção de informações de inteligência, minagem ou infiltração/recolhimento de agentes de Operações Especiais, (recomendo assistir o inicio do filme Força de Ataque Z com Mell Gibson) e nesses casos a discrição é fundamental para o sucesso da missão.

  3. 09/10/2017  17:59 by Dalton Responder

    Topol...
    .
    os SSNs classe "Virginia" possuem sistemas que permitem que eles naveguem silenciosamente próximo à superfície por
    longo período de tempo...ou seja são mais fáceis de manobrar do que submarinos de propulsão nuclear anteriores ou
    de tamanho similar...isso é importante quando não se tem muito espaço debaixo da quilha.

  4. 09/10/2017  15:56 by Topol Responder

    Obrigado pelo retorno Dalton... sendo assim sua explanação diferenciou muito bem entre os 2 modelos ... o subnuc é obviamente mais capaz de operar em águas distantes da costa pois é mais veloz para acompanhar a frota ou então perseguir alvos e também sua virtual ilimitada autonomia lhe da condições de cruzar oceanos além de ser mais bem equipado... mas a dúvida que ainda persiste é : Por quê este mesmo sub nuclear é menos eficaz para operar em águas litorâneas do que um sub convencional... a resposta é a capacidade de manobra ?

  5. 08/10/2017  19:00 by Dalton Responder

    Luiz...
    .
    a classe "Seawolf" é mais cara até por ser de tamanho maior que um classe "Virgínia"...portanto a classe foi cancelada
    depois de apenas 3 unidades e não apenas uma. O Terceiro da classe o USS Jimmy Carter...foi encompridado em uns 30
    metros para além de suas funções de submarino de ataque servir também como plataforma de testes , ter melhor capacidade
    de reconhecimento, coletar informações e melhor operar com "comandos", forças especiais.
    abs

  6. 08/10/2017  18:52 by Dalton Responder

    Topol...
    .
    caso você retorne...além do que o Amilton escreveu...penso que um submarino mais capaz de operar em alto mar é o
    submarino de propulsão nuclear que tem a vantagem de ser mais veloz e poder manter essa maior velocidade por mais tempo
    permitindo que chegue mais rapidamente à uma determinada área para então operar a baixa velocidade...também um
    submarino maior que normalmente é o caso dos de propulsão nuclear permite um maior número de armas a bordo e maior capacidade de sensores.
    .
    Um submarino de propulsão convencional , normalmente menor, será mais adequado à operar em águas mais rasas, mas,
    normalmente terá que esperar pelo inimigo...usar de emboscada e sendo mais lento não pode operar diretamente com as
    demais forças navais.
    .
    Os submarinos da classe "Virgínia" mesmo sendo ligeiramente maiores que os da classe "Los Angeles" podem operar
    com mais eficiência em águas litorâneas também,graças a uma melhor capacidade manobra.
    .
    abs

  7. 07/10/2017  22:12 by Amilton Responder

    Sobre a pergunta do Topol,

    Basicamente o tamanho e a precisão no governo e controle de profundidade são fatores que influenciam na capacidade de operação em águas rasas e ambiente litorâneo. Com as tecnologias atuais, os submarinos convencionais ainda levam vantagem sobre os nucleares nesse aspecto.

  8. 07/10/2017  17:47 by Topol Responder

    Dalton, uma pergunta de leigo, qual a diferença de um submarino mais capaz de operar em águas litoraneas ou outro mais capaz de operar em alto mar... quais as diretrizes que norteiam essas capacidades específicas ?

  9. 07/10/2017  16:28 by luiz camacho Responder

    obrigado mesmo por esta informação....... e laguem pode me ajudar este submariono e a classe seawolf.( panas 1 foi construido, pelo que sei )... qual é a mais cara ?

  10. 07/10/2017  13:44 by Dalton Responder

    Uma pequena correção devido à um erro de digitação:: o USS Ohio é um "SSGN" não um "SSN".
    .
    Oficialmente o número de SSNs comissionados é 50! O futuro USS Colorado já foi entregue à US Navy, porém a cerimônia
    de comissionamento ocorrerá apenas em março de 2018, portanto ele não entra na contagem de 50...mas...como o USS
    Jacksonville da classe "Los Angeles" que recentemente retornou de sua última missão já está sendo preparado para à
    inativação, já desconsideraram ele, daí o número de 49 SSNs.

    • 07/10/2017  14:38 by Luiz Padilha Responder

      Corrigido. A pressa é inimiga da perfeição.

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