Carranca IV – O futuro da aviação na exploração do pré-sal e os desafios para o SAR

Por Daisy Meireles

Hoje, na BAFL, foram expostos os principais desafios concernentes às operações de busca e salvamento para atendimento à aviação off shore. O crescimento vertiginoso do movimento aéreo na região das plataformas e demais embarcações que atuam na região do pré-sal justificam a presença da Petrobras na Operação Carranca IV, principalmente pela sua necessária adequação à nova realidade.

Com o tema “Bacia petrolífera e o transporte aéreo offshore“, a Petrobras – representada por Clayton Monteiro Mendes, gerente de transporte aéreo off shore, destacou sua estrutura organizacional, enfatizando a área de Exploração e Produção de Serviços, com suas ramificações para o transporte aéreo offshore.

Só em 2013, mais de um milhão e trezentos mil passageiros usaram o transporte aéreo para acessar as inúmeras plataformas marítimas de exploração de petróleo e gás nas cercanias do litoral brasileiro. Localizadas em média a cerca de 200 km da costa, essas plataformas deverão aumentar em quantidade nos próximos anos com a evolução da exploração da “camada Pré-Sal” que abrange uma área de 144 Km2.

O crescente movimento aéreo na região, porém, acompanha as necessidades de manutenção da eficácia das operações aéreas e, sobretudo, da segurança dos passageiros. Neste contexto, o serviço de Busca e Salvamento, gerenciado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), é uma atividade cujo apoio, aprimoramento e empenho nessas regiões são de vital importância para o País.

Com o Pré-Sal, a logística para a exploração do petróleo está crescendo. Por isso, é importante que a Busca e Salvamento cresça junto, buscando sempre a excelência nesse serviço pelo próprio respeito à salvaguarda da vida humana.

Dentre os assuntos abordados por Clayton, foram debatidas questões relativas à projeção do aumento de 6% da frota (2014-2017) e aos principais helicópteros de médio e de grande porte utilizados na área do pré-sal, além das tendências para o futuro.

Sobre a navegação aérea, Clayton ressaltou que o Projeto de 2009 reformulou a circulação aérea da Bacia de Campos (BC) para prover separação em direção, sentido e nível das aeronaves que sobrevoam a área: “São nove rotas ATS (4 de ida e 5 de retorno) que a aeronave declara no seu plano de voo, conforme a sua plataforma de destino”.

Segundo o palestrante, atualmente só há três estações meteorológicas automáticas (EMS-3) nas EPTA (Estações Prestadoras de Serviços de Telecomunicações e deTráfego Aéreo) Categoria A e elas não são suficientes para cobrir toda a Bacia de Campos, dificultando o atendimento da demanda de transporte aéreo sob condições Meteorológicas de Voo por Instrumentos (IMC). “A previsão é que sejam instaladas oito EMS-A na Bacia de Campos” – relata Clayton.

Em breve, o Projeto SIRIUS do DECEA, que abarca um cronograma de implementação de sistemas e procedimentos do conceito CNS/ATM, prevê a implementação do ADS-B (Vigilância Dependente Automática por Radiodifusão) no espaço aéreo sobrejacente à Bacia de Campos para agosto de 2015, quando controladores em terra poderão receber informações de situação de voo, em tempo real, de helicópteros devidamente equipados. O recurso representará um passo significativo para a segurança das operações offshore, intensas na região.

FONTE:ASCOM-DECEA

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