Dia da Aviação de Asas Rotativas na FAB

COMANDO-GERAL DE OPERAÇÕES AÉREAS

DIA DA AVIAÇÃO DE ASAS ROTATIVAS

ORDEM DO DIA

Bravos combatentes da Aviação de Asas Rotativas!

Desde o mais antigo projeto de uma máquina de asa giratória, surgido em 1483, quando Leonardo Da Vinci desenhou um “Giroscópio Aéreo”, as denominadas “Asas Rotativas” passaram por grandes evoluções tecnológicas, fortemente impulsionadas pela eclosão da Segunda Guerra Mundial, quando diversos países empregaram helicópteros para fins militares nas mais variadas atividades, tais como em missões de reconhecimento, lançamento de folhetos de propaganda, apoio logístico, operações especiais, busca e salvamento e em operações antissubmarinos, provando a viabilidade e a versatilidade da “máquina” como arma de guerra.

Ao relembrar a data de 03 de fevereiro de 1964, pretende-se enaltecer os heroicos feitos dos então 1º Ten Av Ércio Braga, 1º Ten Av Milton Naranjo, 3º Sgt João Martins Capela Junior e 3º Sgt Wilibaldo Moreira Santos que, cumprindo uma missão de paz pela Organização das Nações Unidas na República do Congo, resgataram com um helicóptero H-19 tripulantes e missionários prestes a serem capturados por rebeldes fortemente armados.

Na incerteza da guerra, a operacionalidade dos nossos militares garantiu o cumprimento daquela importante missão CSAR, representada, hoje, como marco da Aviação de Asas Rotativas.

Este fato simbólico expressa a dimensão da grandeza de uma “Aviação”, definida como o conjunto harmônico de Comando, pilotos, mantenedores, apoiadores e aeronaves que, mediante ordens superiores, cumprem as Ações de Força Aérea designadas para cada Unidade subordinada.

Dentro deste complexo sinérgico, o homem permanece como elo fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento de processos, táticas e técnicas que elevam o profissionalismo e a confiabilidade no cumprimento da missão.

Neste sentido, a Força Aérea Brasileira vem galgando patamares de excelência no preparo e no emprego de suas tripulações, mantendo em constante evolução a aplicação de novos conhecimentos às aeronaves de última geração que mobiliam seus esquadrões.

Na última década, foram incorporados os H-60L Black Hawk em Manaus e Santa Maria, o AH-2 em Porto Velho e o H-36 Caracal em Belém. Finalmente, em 2015 e 2016, os esquadrões do Rio de Janeiro e de Campo Grande, iniciarão o recebimento dos H-36, encontrando-se atualmente em plena preparação para o início das operações com essa máquina de última geração.

Tais mudanças estão gerando desafios que outrora não haviam sequer sido elencados pelos desbravadores da Aviação. Aplicação de novos sistemas eletrônicos, navegação entre obstáculos, voos com NVG, novos padrões de busca desenhados com os dados do FMS, emprego armado, sistemas de autodefesa e uma infinidade de sensores de consciência situacional são algumas das capacidades importantes que ampliam sobremaneira o emprego deste excepcional vetor da Força Aérea Brasileira.

Se um dia foi dito que a doutrina vinha antes da máquina, chegou a hora de afirmar que as máquinas chegaram e que a ordem agora é verificar se a doutrina está atualizada e se é passível de ser empregada dentro do cenário proposto, não aceitando tacitamente as eventuais formas de uso por outros países operadores.

Sem dúvida, hoje, as forças militares entenderam o significado e a grande importância dos helicópteros como arma. Assim, suas inúmeras qualidades, já provadas, fazem parte de todos os planejamentos militares modernos, sejam em ações de suporte às forças amigas ou como perigosas ameaças do oponente. Porém, ainda há muito a fazer e a aprender.

A tarefa das atuais tripulações e mantenedores é mais desafiadora, pois devem estudar e desenvolver as potencialidades, modificando a teoria de modo a maximizar o preparo e o emprego dos seus helicópteros, repletos de complexidade na eletrônica, na comunicação e nos sistemas de armas.

Que nesta data sejam reverenciados os exemplos desses homens e dessas mulheres que, espalhados pelo Brasil inteiro, dão continuidade ao árduo trabalho de cumprir a missão constitucional da Força Aérea Brasileira de defender a soberania do espaço aéreo nacional com vistas à defesa da Pátria.

Desde a solidão da sentinela em seu posto de serviço, até a operação das nossas aeronaves dentro e fora do país, não importa a missão, mas sim o espírito de superação constantemente estampado no rosto de cada integrante das Unidades Aéreas de helicóptero.

Meus comandados!

Com uma visão prospectiva, continuem a buscar o trinômio prontidão, mobilidade e precisão, sempre alicerçados por valores fundamentais de abnegação, coragem e disciplina.

Mantenham o destemor em cada olhar, a fé em cada gesto e, acima de tudo, a honra a balizar todas as ações.

E que a confiança num futuro promissor encontre base sólida na firmeza de propósito dos comandantes e na participação consciente dos comandados.

AOS ROTORES !!
O SABRE !!!

Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira
Comandante-Geral de Operações Aéreas

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