Exercício Cooperación VII: Forças Aéreas participantes treinam em cenário de tsunami

Na segunda semana do Exercício Cooperación VII, na Colômbia, as Forças Aéreas participantes de vários países das Américas demonstraram suas capacidades durante o treinamento em um cenário simulado de tsunami, desencadeando inundações na área urbana. A simulação foi realizada ao norte do país, na cidade costeira de Coveñas, a 976 km da capital Bogotá.

Durante o treinamento, as vítimas que estavam ilhadas e naufragadas em áreas distantes da costa foram resgatadas, transportadas e atendidas numa primeira triagem. Na sequência, foram encaminhadas para a área de sistematização do atendimento médico, onde passaram pela segunda triagem, realizada pelos militares da área da saúde, sendo classificadas de acordo com suas enfermidades e destinadas às seções de atendimento conforme a gravidade. Após todo esse processo, as vítimas foram preparadas para a evacuação aeromédica.

O Capitão Médico Gustavo Messias Costa do Grupo de Transporte Especial (GTE), um dos integrantes da equipe médica da Força Aérea Brasileira (FAB) no Exercício, realizou atendimentos na segunda etapa de triagem, durante a simulação. “Desenvolver técnicas e atendimentos é fundamental para que as vítimas sejam acompanhadas ao melhor tratamento. A interoperabilidade entre os profissionais de saúde das Forças Aéreas é muito importante para termos uma capacitação multidisciplinar”, avaliou.

Um dos objetivos do Exercício é fornecer um ambiente simulado realista para o desenvolvimento das Forças Aéreas em operações de assistência humanitária, o que permite aos participantes avaliarem sua eficácia nas operações e aprenderem as melhores práticas das outras delegações.

Para o Tenente-Coronel Médico Dalton Muniz Santos, da Diretoria de Saúde da Aeronáutica (DIRSA), que ocupa posição estratégica no Comando e Controle das atividades ligadas à saúde operacional, a atuação da FAB foi importante para o implemento das atividades conjuntas entre os países que compõem o Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA).

“Os militares da Força Aérea Brasileira ocuparam seu espaço com alto grau de profissionalismo, competência e comunicação. Foram dias de muito trabalho, nos quais foram realizadas várias capacitações e o desenvolvimento do Sistema, com a certeza de termos feito o melhor. Permanecemos mais unidos e aliados no propósito de salvar vidas”, concluiu.

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