F-X2: Cresce o papel da Embraer no programa brasileiro do Gripen

Gripen E - FAB

A embraer confirmou que o seu papel no programa F-X2 tem crescido, desde que o contrato de US$ 4,5 bilhões com a Saab foi anunciado para fornecer 36 caças Gripen NG para a Força Aérea Brasileira (FAB).

“É justo dizer que estamos vendo um papel maior do que imaginávamos antes do contrato ser selecionado”, disse nesta quinta-feira o CEO da Embraer, Frederico Curado, durante a apresentação dos resultados da empresa no trimestre.

Durante o prolongado processo de seleção do novo caça da FAB, as preferências da Embraer e o futuro papel da empresa no programa de compensação industrial, foram temas recorrentes de especulação.

Em 2009, um executivo do alto escalão da Embraer observou que a indústria brasileira estava alinhada com a Saab em detrimento das ofertas dos rivais Boeing (F/A-18E/F Super Hornet) e Dassault (Rafale).

A Embraer se manteve oficialmente neutra durante o transcurso do processo de seleção, mas corporativamente, formou uma parceria mais ampla, e estratégica, com a norte-americana Boeing.

A ausência da Embraer foi observada em dezembro passado, quando do anúncio do vencedor pela FAB, que optou pelo sueco Gripen.

Nos meses seguintes, começou a ficar mais claro o papel da Embraer e também de outros fornecedores.

O Gripen brasileiro deverá ser montado na unidade militar da Embraer, localizada em Gavião Peixoto, que também é um centro de testes de voo, segundo informou Curado.

A Embraer também vai desempenhar um papel no desenvolvimento da versão biplace do Gripen NG, que marcaria o primeiro esforço significativo da Embraer em projetar e produzir um novo avião supersônico.

“É muito provável que tenhamos uma participação maior nesse desenvolvimento do que prevíamos há alguns meses”, completou Curado.

 

FONTE: Flightglobal

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Defesa Aérea & Naval

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