O ministro da Educação, Rossieli Soares, esteve na manhã desta quinta-feira, 1º, no Centro Tecnológico da Marinha, localizado na cidade de São Paulo, para conhecer as instalações da unidade e conversar sobre a proposta de abertura de um curso de pós-graduação na instituição voltado a estudos e pesquisa em ciência nuclear. O projeto ainda está em desenvolvimento.



“Eu fiquei muito encantado com o projeto de ter uma instituição formadora aqui dentro, moderna, com condições de apoiar a pesquisa e a formação de uma nova geração no Brasil”, disse o ministro. “Vamos construir uma proposta para que junto com a Marinha tenhamos uma faculdade específica para os estudos de apoio à área nuclear. Acho que este será um grande avanço para o Brasil e temos condições de dar este passo importante”, comentou Rossieli Soares. Durante a visita, o ministro conheceu os laboratórios de uma unidade piloto de enriquecimento de urânio no Centro Tecnológico.

O urânio enriquecido se transforma em um importante metal capaz, dentre outras coisas, de gerar energia elétrica e ser usado como combustível em reatores que podem beneficiar áreas como a da medicina na luta contra o câncer. Participaram da vista o vice-reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), Walter Libardi, a coordenadora da comissão de pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas da Unicamp (Unicamp) e professores de radiologia e medicina nuclear da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de São Paulo (USP).

O Centro Tecnológico da Marinha é responsável pelo desenvolvimento do Programa Nuclear da Marinha do Brasil, que busca promover a inserção do país na lista de nações que dominam a tecnologia nuclear. Tal inserção contribui para a nacionalização de processos, equipamentos e inovações para a indústria e aumenta a participação de universidades e institutos de pesquisa nesse processo, promovendo, assim, maior geração de conhecimento. O Brasil conta, ainda, com o Centro Industrial Nuclear de Aramar, localizado em Iperó, município na Região Metropolitana de Sorocaba (SP).

O Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro foi criado em 2017, sendo coordenado, atualmente, pelo Gabinete de Segurança Institucional. Entre suas funções está a fixação de diretrizes e metas para o desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro e a supervisão de sua execução. O trabalho contempla, ainda, a elaboração de políticas públicas para o setor e fomento a aplicações da tecnologia nuclear na indústria, agricultura e saúde.

FONTE E FOTO: MEC



 

1 Comment

 

  1. 12/11/2018  17:25 by carlos Responder

    sem porta aviões, skyhawks sem função e os grumman chegando pra não-se-sabe-o-que de útil, nosso submarino torna-se a cada dia um vaporware que já foi "despriorizado" pelo almirantado. o futuro vice-presidente hamilton "constituição de notáveis" mourão já descartou subida do orçamento militar para 2019. então esse submersível vai silenciosamente pro fundo da gaveta. se demorar mais um pouco, será o primeiro a terminar construção 50 anos após o previsto.

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