Submarino da Marinha dos EUA afunda navio de guerra do Irã

Por Guilherme Wiltgen

O teatro de operações do Oceano Índico tornou-se o epicentro no quinto dia de hostilidades entre a coalizão liderada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Em uma clara demonstração de projeção de poder e superioridade no domínio submarino, um SSN (Submarino de Ataque de Propulsão Nuclear) da Marinha dos EUA efetuou o engajamento e a destruição do navio de guerra iraniano IRIS Soleimani ao largo da costa do Sri Lanka.

A operação foi confirmada hoje (4) pelo Secretário de Defesa Pete Hegseth. De acordo com o Pentágono, o afundamento foi realizado pelo disparo de um torpedo pesado, presumivelmente um Mark 48.

O ataque foi realizado em águas internacionais no Oceano Índico, uma zona de tráfego marítimo crítico, e está sendo destacado como o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo lançado por um submarino dos EUA desde o término da Segunda Guerra Mundial.

No vídeo liberado pelo Department of War (DoW) mostra o impacto na popa do navio que causou a perda total da flutuabilidade da embarcação em questão de minutos.

Hegseth reforçou a narrativa de vitória estratégica, ressaltando a eficácia da inteligência e do poder de fogo norte-americano ao neutralizar uma unidade naval de Teerã.

A destruição do navio de guerra iraniano pode sinalizar uma nova fase do conflito, a Guerra Naval de Alta Intensidade. A capacidade dos EUA de operar de forma furtiva em águas profundas e realizar ataques de precisão contra alvos de superfície isola as linhas de suprimento iranianas e redefine as regras de engajamento no Sudeste Asiático.

“No Oceano Índico, um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano, que pensava estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo, Morte Silenciosa. Esse foi o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo (dos EUA) desde a Segunda Guerra Mundial. Assim como naquela guerra, quando ainda éramos o Departamento de Guerra, estamos lutando para vencer”, concluiu Pete Hegseth durante a coletiva de imprensa.

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